Como se não bastasse ler no New York Times (NYT), de hoje (25/09), que o presidente de honra do meu partido (o PT) e presidente da República (dos Bananas) acha que não vê nenhuma prova contra o sr. José Dirceu, outra notícia vem da terra do Tio Sam – aliás, uma piada.
O presidente do Irã, aquela nação que executa homossexuais, sr. Mahmoud Ahmadinejad disse que em seu país não existiam homossexuais como nos EUA. Ele estava respondendo a uma pergunta de um estudante da Universidade Columbia (NY), onde fora convidado a dar uma palestra.
Bem, a galera caiu na gargalhada, alguns até vaiaram. Mas, pode até parecer que não dá pra levar um cara desses a sério, mas é bom não brincar com quem planeja ter uma bomba atômica e trata os homossexuais como lixo.
Acho que ele foi explícito em sua resposta: “não há homossexuais, porque nós os eliminamos” – foi exatamente isto o que ele quis dizer, sem meias palavras ocidentais e nem entrelinhas.
Por outro lado, o reitor da Universidade, Lee Bollinger, também foi de uma grosseria ímpar. Convidou o cara e tascou no discurso de abertura e apresentação do indivíduo agressões desnecessárias. Chamou-o de “ditador insignificante e cruel”.
Disse que, ao negar o Holocausto, Ahmadinejad age de forma "audaciosamente provocativa ou chocantemente ignorante". "Sinto o peso do mundo civilizado moderno desejoso de expressar repugnância àquilo que o senhor defende", disse Bollinger, que foi quase ovacionado.
Sinceramente, se o cara é um boçal, um ditador insignificante, por que foi convidado pra falar lá? Isto também foi uma ofensa a inteligência dos mortais lá presentes. Nós, ocidentais, sabemos ser extremamente grosseiros quando queremos.
Mas, o presidente do Irã não deixar passar em branco e acabou dando uma bofetada com luvas de pelica, como diria minha avó. Falou de cara: "Muitas partes do discurso dele foram insultos. Na verdade, respeitamos nossos estudantes e professores permitindo que eles façam seus próprios julgamentos". Nós, ocidentais, civilizados, que mantemos a imagem de respeitarmos os direitos humanos e os homossexuais, poderíamos dormir sem essa, vinda de um “ditador insignificante e cruel”.
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