quarta-feira, 21 de maio de 2008

Mudei de nome

Após ler que quem supostamente (isto é para evitar processos!) estaria por trás da saída da Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, seria a Dilma Houseff, ministra da Casa Civil, pensei: “quero morrer amiga da Dilma”.
Dazinha, rápida no gatilho, falou: “Você é amiga? Pois eu sou irmã dela!”
Dias depois, li na Istoé a movimentação política do ex-ministro José Dirceu. Pensei: “além de amiga da Dilma, tenho que ser amiga do Zédirceu e, a Dazinha, irmã dele.”
Hoje, pela manhã, decidi radicalizar: mudarei meu nome para DRAÇA, assim fica mais fácil estar mais próxima dos dois.
PS.: Dazinha não precisa mudar de nome, ela já se chama Darcy.

Ouviram do Ipiranga

A Vanda gritou de lá, das margens do Ipiranga, que o jornalismo tapuia “precisa de mais Brasil e menos Brasília”. Ela tem razão.

BAILARINA

Uma poesia infantil da Cecília Meirelles, que eu peguei lá no Blog do Nassif e que vai para a minha sobrinha linda, Victória Marina, ou apenas Vic.


Bailarina (Cecília Meirelles)

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os ohos e sorri.

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

ATUALIDADES (i)

Nestes tempos bicudos, onde a novidade é peça de museu, a Rosana fez questão de guardar e me dar o caderno Ela, d´Globo, do dia 26 de abril de 2008, que tem uma reportagem extensa sobre nós, lésbicas. O título não poderia ser mais provocativo: “Estou lésbica”.
Na chamada de capa está: “Histórias de jovens cariocas que procuram parceiros independentemente do sexo deles e acabam namorando mulheres”.
Não muito aleatoriamente, decidi pescar algumas frases que ilustram a matéria (apenas não colocarei o nome completo das moças). Aqui vão elas:

- Não existe sexualidade. Existem situações eróticas – diz JF, 28 anos (...)
J. é o retrato de um grupo de jovens entre 20 e 30 e poucos anos para quem definir sua sexualidade é careta demais. Ou melhor, tradicional, porque careta, na gíria delas, é mulher que só gosta de homem.

- No momento sou gay, nada é previsível. Posso conhecer um homem amanhã e me apaixonar – diz J, 26 anos.

- Nunca enxerguei esse meu desejo como um clichê homossexual. (...) Eu me apaixonei pela pessoa J, não por ela ser uma mulher. Me encantei por sua delicadeza, inteligência, sensibilidade, dificuldades, história de vida (palavras de P, namorada de J)
(Detalhe segundo a reportagem, as duas (J e P) não assumiram seu namoro perante a família: “J e P são duas mulheres que, apesar de assumidas, em seu grupo de amigos, sejam eles “caretas” ou não, esconderam o namoro da família.”)

- Foi tão legal quanto ficar com um homem, diz G (27 anos), que namora meninos e meninas.

- Ficar com mulher é mais bacana, mas transar com homens é melhor (I, 23 anos).

- Eu gosto de gente, de seres humanos bacanas – explica I (...)

Minha resposta a esta matéria d´Globo é este artigo que escrevi em junho de 2003, para o GLSPLANET, quando inaugurei a coluna Topassad@ (para acessar todos os artigos é só ir lá: www.glsplanet.com/topassad@).
Nunca pensei que eu fosse tão atual! (Ou tão arcaica – rs)


“BANDIDO É BANDIDO. POLÍCIA É POLÍCIA”

Nos anos 70, havia um ladrão de bancos que ficou famoso, principalmente, pela sua inteligência e ousadia – Lúcio Flávio, que foi o primeiro a gritar contra os policiais que começavam a extorquir bandidos. Era dele a famosa frase acima.
Lembrei-me dela nos últimos dias ao ver pipocando na mídia, artigos e matérias sobre a “nova homossexualidade” (ou será “pan-sexualidade”?) que agita o século XXI.
Para minha surpresa, vejo várias lésbicas namorando homens “descolados” e muitos gays namorando mulheres “descoladas”; “tipo assim”, que não se importam que seus pares sejam homossexuais.
Tenho 44 anos e sou da época em que “sapatão” era como chamavam todas as “mulheres que amavam outras mulheres”. O termo era (e é) pra lá de pejorativo e preconceituoso, mas naquela época mantínhamos a certeza de que sabíamos perfeitamente quem era quem, ou melhor, quem gostava de quem. Na época, era fundamental que nos apegássemos a isso, era o nosso auto-reconhecimento.
Agora, com as relações tão fluidas e superficiais, o “sapatão” ou a “bicha” (outro termo pra lá de preconceituoso) corre o risco de virar peça no museu de cera de Madame Tussot, na Inglaterra.

“Eu gosto da pessoa, da personalidade”
Então tá, ficamos todos combinados assim: dependendo da lua, da trajetória de Saturno, da cotação do dólar ou da variação da bolsa de valores, direcionamos nosso desejo sexual naquele dia. Tem dia sim, que eu quero ser lésbica e aí procuro uma garota bacana pra passar à noite. Tem dia não, que estou na TPM, e prefiro afogar minhas mágoas com um garoto legal que pintar no pedaço.
É claro que banalizei a situação, mas me parece que as relações estão banalizadas. O que importa são as sensações e não os sentimentos.
Para o movimento homossexual, creio que isso seja uma ducha de água geladíssima. Afinal, anos de luta para afirmar o respeito às diferenças, para tudo acabar num “canibalismo erótico”, sem maiores conseqüências. Parece que não há sexualidades e sim seres-objetos de consumo – o consumo do que está na moda. Então, é “fashion” ser assim.
É a solidão que faz isso? É esse apetite sexual gerado pela mídia de que todos têm que ir pra cama com 10 por dia? O que é isso, afinal? Será que se gosta de fato “da pessoa, da personalidade” ou se gosta simplesmente das sensações geradas – superficiais? -, sem nenhum envolvimento afetivo?
Repetem-se as mesmas cantilenas machistas e preconceituosas. Quem nunca ouviu lésbicas jovens criticarem “os sapatões”? Ou gays jovens dizerem que não gostam de “bichas”? Fico pra lá de incomodada (como minha avó!) com essas posturas supostamente “mudernas”, mas que encerram questões tão velhas quanto o mundo, como o preconceito e a discriminação.

Quem sou eu?
É difícil ser lésbica e ser gay nesta sociedade. Ainda é, apesar de tantas vitórias. Então, para driblar o preconceito e a discriminação, escorregamos para situações (ou relações) mais ou menos toleradas socialmente. Isso eu diria num primeiro momento.
Sinceramente, afetiva e emocionalmente, o que mais incomodaria você: ser trocada por outra ou por outro? (a mesma pergunta vale para os rapazes). Seria a traição ou a negação do seu desejo? Você se sentiria diminuída por ser mulher ou por ter sido abandonada?
Não se trata de ter pênis (para as mulheres) ou ter vagina (para os homens). Isso não fará que uma mulher torne-se lésbica ou um homem gay. Trata-se de uma relação afetiva e não uma sensação momentânea. Trata-se de viver, conviver e lidar com a pessoa, com o sentimento. É isso que está em jogo. Contudo, numa sociedade hedonista como a nossa, esse novo conceito de “homossexualidade” (e porque não dizer, de heterossexualidade também) cai como uma luva. Não há diferenças. É o corpo que impera. E se somos apenas corpo – esse objeto inanimado, sem alma, sem sentimentos, não há necessidade de identidade ou de personalidade. Somos descartáveis.
Então, vamos reclamar dos “sapatões” sempre tão masculinizados e das “bichas”, sempre tão feminilizadas. Esses corpos não servem para serem expostos nessa vitrine.
Eu estava sendo preconceituosa ao acreditar que lésbicas só podem e devem transar com outras lésbicas (o mesmo valendo para os rapazes). Esta é a outra face daquela discriminação em que jovens lésbicas e gays dizem não gostar de “sapatões” e “bichas”. Caí num rótulo, quando o principal é o que estão fazendo do meu sentimento, do meu corpo. Eles não são objetos. E aí sim, “bandido é bandido. Polícia é polícia”.

Graça Portela

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Caminhos do Coração

Andei sumida. O dia 19 de novembro de 2007 marca minha última postagem por aqui.
O sumiço tem razão de ser: estou em profundas mudanças internas, com direito a retiro de Natal (uma surpresa maravilhosa do meu Guru) e uma gana gigantesca pra viver este 2008 a 100, 200, 300 quilômetros por hora...
Pra começar aqui, escolhi uma das músicas que mais marcam a minha vida: "Caminhos do coração", do Gonzaguinha.
Luiz Gonzaga Filho é uma lembrança de Pedro II, quando ele passava em frente ao colégio, na São Francisco Xavier, com a camisa meia aberta e que o vento forte insistia em mostrar aquele corpo macérrimo. Na minha memória afetiva, ele caminhava contra o vento.
Anos mais tarde, aquela imagem voltou à minha cabeça, quando ele subiu ao palco para cantar suas canções engajadas naquele show do Riocentro - o da bomba.
Pra mim, ele era o homem coragem, aquele brasileiro que não fugia da luta.
Bem, com vcs "Caminhos do coração", a letra, que neste ano volta a marcar a minha vida.


Caminhos do Coração
Gonzaguinha



Há muito tempo que eu saí de casa
Há muito tempo que eu caí na estrada
Há muito tempo que eu estou na vida
Foi assim que eu quis, e assim eu sou feliz

Principalmente por poder voltar
A todos os lugares onde já cheguei
Pois lá deixei um prato de comida
Um abraço amigo, um canto pra dormir e sonhar

E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas

E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais que pense estar

É tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos
É tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate bem mais forte o coração

E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas

O coração, o coração...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Duas cantoras

Em um país de cantoras, como o Brasil, quando surge alguma nova, algumas pessoas já dizem: "lá vem mais uma sapa". Bem, tirando o preconceito, é fato que temos uma grande quantidade de cantoras lésbicas (pouquíssimas assumidas, mas isto é outro papo).
Aqui, gostaria de falar de duas cantoras - me esquivarei de dizer se são lésbicas ou não - o que interessa é que elas são boas cantoras, estão gramando por aí, procurando o seu lugar ao sol. São elas Aline Costa e Sandra Grego.
A Aline eu conheci em Maceió, em 2004, quando fui lá para fazer uma cobertura para o GLSPLANET. Ela estava prestes a se mudar com filho e malas para Porto Alegre, para viver um grande amor.
Ela andou fazendo algumas aberturas de shows, num estilo muito próximo ao da Cássia Eller, mas seu lirismo tem pitadas de Raul Seixas - aposto que se ela ler isto, vai se perguntar: "de onde esta louca tirou isso?" - Bem, a música desperta sentimentos tão diferentes e inusitados na gente, que a nossa imaginação fica solta e, ademais, delirar é comigo - rsrsrsrs.
Aline tem presença forte no palco. Toca bem e canta de uma forma bem engajada e, como boa nordestina, muito cheia de emoção e vigor.
O cd da Aline que eu tenho é o "Sentido Único" e eu vou destacar apenas uma música do cd, justamente a que dá título a ele:

Sentido Único
(Aline Costa)

A porta estava aberta
Eu entrei
Olhei pra trás
Não te vi
Mas, caminhei

Ainda escuto os passos
Das pernas que não me pertencem
Apresso essa distância
Pra não te ver mais

Nunca mais

E vou parar numa rua de um único sentido
Que vai dar no cais
Ponto preferido dos amantes
Que não existem mais

Parei de escutar teus passos
Caminho na solidão
Sigo as placas
Que sinalizam o rumo do meu coração

Coração
Que quer manter distância de você
Coração
Que quer andar sozinho pra crescer.
Coração
Que quer
E ao mesmo tempo não quer mais te ter.

PS.: Ah! Antes que eu esqueça, quem tiver alguma notícia da Aline, por onde ela anda se apresentando, me avisa que eu coloco aqui pra divulgar.

Já a Sandra eu conheci em uma palestra no Rio, em 2005. Ela fez um show com voz e violão ao final de uma palestra que eu estava. Fiquei impressionada, uma música eu me lembrava de já ter ouvido na MPB FM, mas achei que ela tinha uma interpretação tão forte e marcante, que fiquei meio sem fala.
Bem, ao final do seu show fui conversar com ela. Quis saber um pouco sobre a sua carreira, ela mostrou o cd, disse que estava batalhando, correndo mesmo atrás, mas era dura a estrada. Pra mim, ela já estava quase pronta, só faltava um "Nando Reis" pra produzir aquele disco que iria catapultá-la pro sucesso.
O cd - "Será que eu falo grego?" -, simples, mas bem produzido, com músicas interessantes, mas ainda não revelava aquela voz que nós ouvimos no show voz e violão que ela levou naquele dia - e que voz!!! Diferente, instingante, forte.
Neste cd, Sandra namora com o blues, com uma levada meio Cazuza. Ela brinca com uma sensualidade e com a crítica social, mas o disco não é deprê.
Há pouco tempo recebi no meu e-mail a propaganda de mais um show da Sandra, no Severyna, lá em Laranjeiras (Rio). Repassei rapidamente pra tod@s, porque um show da Sandra é imperdível, mas eu mesma não pude ir - uma lástima!
Bem, vamos a música da Sandra. Deste cd que eu tenho (o único), "Será que eu falo grego?":

Será que eu falo grego?
(Marco Jabú)

Perspectiva pode ser avenida
Metáfora pode ser mudança
Um caminhão mudando tudo na vida
Uma palavra seqüestrando a esperança
Eu piso numa flor, eu fico fera contigo
O mundo vai além de um palmo do seu umbigo
Será que eu falo grego?

Filosofia pode ser amizade
Platéia pdoe ser uma praça
Balão de gás, pipoca, feira e cidade
Será um golpe no estado de graça?
Eu flao uma coisa e você muda o sentido
Eu grito pra parede dentro do seu ouvido
Vou riscar o quadro negro
Será que eu falo grego?

E você nunca me entende
Na língua do desapego
O ser é não achar que ter
É calar o outro ser

Apesar de jornalista, procuro me manter meio distante do mundo artístico, não curto estas badalações, mas gostaria sinceramente que uma Zélia Duncan ou uma Marina Lima da vida, só para citar duas, ouvissem tanto a Sandra, quanto a Aline.
Até consigo imaginar que elas recebam milhares de cds todos os dias, com super-cantoras que povoam este país, mas dá vontade da gente dar uma forcinha quando ouve alguém que promete e que está ralando o peito no caco de vidro pra conseguir entrar neste cipoal de gravadoras multinacionais, que só querem a certeza de grandes sucessos. Por outro lado, sei que existem gravadoras menores, mas até pra se chegar a elas, tem que se conhecer alguém e bla bla bla bla... Ou seja, é difícil.
Sei que as duas cantoras continuam ralando nos barzinhos da vida, se apresentando por "algum trocado que lhes dê garantia" (sim, elas precisam garantir o leite e o feijão com arroz), fazendo propaganda boca a boca, lutando pra gravar seu cd que, enfim, chegue às mãos daquele produtor que vai ouvir e dizer: "Uau, que cantora maravilhosa! Como eu nunca ouvi antes?". Mas, até lá (e se chegar lá), a estrada é longa e duríssima.
Posso dizer a favor das duas é que eu ouvi e gostei, tanto é que comprei os cds (acreditem, sou meio pão dura pra comprar cds, só mesmo quando eu gosto, acho diferente e interessante).
Aqui fica a minha contribuição para o sucesso das duas! Quem puder, quando elas passarem perto de vocês, não deixem de assistir o show. Vale a pena.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Acústico de louvor

Na quinta-feira (08/11), ao chegar em casa, minhas meninas (minha mãe e minha tia) assistiam à entrega do Grammy Latino, pela tv Bandeirantes.
Fiquei contente ao ver uma tv brasileira, botar no ar uma premiação voltada para os latinos (os de lá, é claro, porque o Grammy é americano).
Logo, veio a premiação brasileira - desculpem a ignorância, porque eu não sabia que o Brasil era uma categoria à parte na premiação. Achei estranho, mas segui assistindo. Quem apresentou foi a simpática Patrícia Maldonado, apresentadora da Band (transmissão da Band = apresentadora da Band, tudo a ver).
A primeira sub-categoria que a Maldonado apresentou foi a de música religiosa. Surpres@s? Eu também.
Dos cinco concorrentes, não por acaso, quatro eram evangélicos neopentecostais, da gravadora Line Records (leia-se Igreja Universal do Reino de Deus) e um era um padre católico.
Nunca pensei em ver música religiosa ser premiada. Sou da época em que os cânticos devocionais serviam para arrematar o efeito das orações naquele que orava e cantava louvando ao seu deus. Nada a ver com hits que povoam as paradas musicais, que têm ritmos variados (pagode gospel, funk gospel e por aí vai) e oferecem louvor descartável até o próximo sucesso.
Bem, pelo menos a vencedora, Aline Barros, estava lá para receber o prêmio. No mais, tirando a Daniela Mercury, que até fez um discurso reivindicando que artistas brasileiros, argentinos, bolivianos, chilenos e etc., participassem do show principal do Grammy Latino e não dos secundários, o que se viu foi um festival de ausências das estrelas brasileiras (Lobão, Lenine, Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Zeca Pagodinho, só para citar alguns dos premiados brazucas ausentes) e lá estava a Maldonado para agradecer os prêmios em nome deles. A meu ver, esta ausência só mostra uma descortesia e tanto. Mas,....
Na premiação da categoria brasileira, uma certeza emergiu: se você quiser ser indicado ao Grammy Latino e até ganhar um, terá que fazer um acústivo MTV. Não tem erro!
Não quis e também não podia assistir mais. Fui dormir com uma sensação de que tudo é tão "fake", tão mercantilizado e ao mesmo tempo tão velho, que mesmo encoberto por um glamour, não resiste a um segundo olhar.
Que presente tão igual ao passado é este?