Palavras ao éter É um blog para quem tem atitude perante a vida. Ele foi criado inicialmente por minha amiga Kharla Tavares (POA/RS).
segunda-feira, 19 de março de 2012
Dona Militana- "Romance dos Rios Preto"
Dona Militana- (1925-2010)- Contadora de estorias criadas ou recolhidas da tradição popular, da oralidade cultural do nordeste, trovadora potigoar, romanceira brazyleira- foi moradora no Sitio dos Oiteiros- Rio Grande do Norte- Brasil-//- Ela nasceu Militana Salustino do Nascimento, Dona Militana (São Gonçalo do Amarante, 19 de março de 1925 — São Gonçalo do Amarante, 19 de junho de 2010) foi uma cantora de versos brasileira, considerada por muitos a maior Romanceira do Brasil. Militana nasceu no sítio Oiteiros, na comunidade de Santo Antônio dos Barreiros, em 19 de março de 1925. O dom do canto ela herdou do pai, Atanásio Salustino do Nascimento, uma figura folclórica de São Gonçalo, mestre dos Fandangos. Dona Militana gravou na memória os cantos executados pelo pai. São romances originários de uma cultura medieval e ibérica, que narram os feitos de bravos guerreiros e contam histórias de reis, princesas, duques e duquesas. Além de romances, Militana canta modinhas, coco, xácaras, moirão, toadas de boi, aboios e fandangos. Na década de 1990, o folclorista Deífilo Gurgel conheceu os cantos de Dona Militana e passou a divulgar o talento dela. A romanceira chegou a gravar um CD triplo intitulado "Cantares", lançado em São Paulo e Rio de Janeiro. Alguns críticos e jornalistas que tiveram acesso ao triplo CD se renderam aos encantos e a peculiaridade da voz de Dona Militana. Mas a edição foi minuscula & no fim de sua vida, Dona Militana reclamava que nem ela tinha mais um CD siquer. No Brasil, no que se refere à cultura, se faz tudo pela metade, ou nem isso. Em setembro de 2005, ela recebeu das mãos do ex- presidente Luis Inacio Lula da Silva a Comenda Máxima da Cultura Popular, em Brasília.
domingo, 18 de março de 2012
Março, mês da mulher: uma homenagem e um desabafo
Só pra não deixar passar em branco... (uma contribuição do meu amigo jornalista Fábio Grotz)
Graça
Março, mês da mulher: uma homenagem e um desabafo - Carla Rodrigues
http://carlarodrigues.uol.com.br/index.php/2341
Quando, em 1982, eu fui votar pela primeira vez, nem me passou pela cabeça agradecer às sufragistas dos anos 1930 no Brasil que, inspiradas pelos movimentos internacionais de reivindicação do direito ao voto feminino, tinham me garantido o direito de estar ali. Também não me ocorreu que, até a conquista das mulheres pelo direito ao voto, não havia democracia digna deste nome, porque todo governo era eleito deixando de fora metade da população, aquela que com frequência é chamada de “minoria”. Pensando assim, o direito das mulheres ao voto não beneficia somente a elas, mas a toda a sociedade.
Pelo mesmo caminho, as conquistas feministas por direitos iguais entre homens e mulheres deveriam ser saudadas como boas para toda a sociedade. Se não o são, é por haver aí uma série de equívocos e preconceitos infelizmente ainda em vigor. Em parte, eu diria que estes preconceitos dizem respeito à amplitude da pauta feminista. Enquanto as sufragistas lutaram pelo voto – um resultado concreto e objetivo – as feministas lutam por algo mais amplo, mais intangível, e portanto mais difícil de ser apreendido como resultado.
É verdade que, em 1982, quando fui votar para governador, o Brasil estava embalado pelos ventos democráticos, e se pode argumentar que, mais importante do que o voto feminino, conquistado aqui desde 1937, era a volta do direito ao voto, cassado pelo golpe militar. Assolado por uma ditadura, o país que voltada às urnas comemorava a anistia aos presos políticos, a volta do irmão do Henfil, e a conquista do voto feminino já era parte da história. Tendo ido votar com a naturalidade de quem acha óbvio que toda mulher é tão eleitora quanto todo homem, nunca prestei às sufragistas a devida homenagem.
E porque escolhi falar delas agora, nos avançados anos 10 do século 21?
Para retomar um problema que me parece ainda não resolvido em relação às feministas da segunda onda do feminismo. No Brasil, elas iniciaram a luta pelos direitos das mulheres ainda sob o signo da repressão do regime militar. Eram os anos 1970 e o início da segunda onda do feminismo se confunde com a militância contra a ditadura.
No bojo da reconstrução democrática vieram também as bandeiras de igualdade de direitos entre homens e mulheres, a entrada maciça das mulheres nas escolas e universidades, e consequentemente no mercado de trabalho.
Há apenas 150 anos as mulheres puderam ingressar nas escolas para estudar. Há apenas 50 anos uma mulher casada não podia viajar sem a autorização do marido. Há apenas 40 anos duas mulheres sozinhas não seriam aceitas numa mesa de bar ou restaurante. Há apenas 35 anos uma mulher tem direito a pedir o divórcio.
Acontece que, para a geração que foi para a universidade, para o mercado de trabalho, e para a vida emancipada a partir dos anos 1990, parece tão natural ter todos esses direitos quanto parecia para mim, em 1982, votar. É dessa naturalização que quero falar.
Quando vejo, nas ruas de qualquer grande cidade brasileira, um grupo de mulheres sentadas em torno de uma mesa de almoço ou jantar, sempre tenho vontade de dizer àquelas belas jovens senhoras que elas só podem estar ali porque as feministas dos anos 1970 lutaram por estes e outros direitos. E fico imaginando as reações possíveis.
Contra o termo feminista pesam muitos preconceitos. O primeiro e mais ridículo já foi objeto, para mim, de muitos embates: “Sou feminina, não feminista” é a maior idiotice que uma mulher pode dizer. Primeiro, porque a frase supõe uma oposição dos dois termos, o que nem de longe corresponde à realidade. Depois, porque “ser feminina”, a rigor, não quer dizer absolutamente nada, mas neste contexto pretende afirmar algo como “sou heterossexual, vaidosa, me cuido, sou bonita e não quero ser tachada de feminista”.
“Ser feminina”, a rigor, não quer dizer nada, porque supõe a possibilidade de estabilizar a “essência feminina” num conjunto de determinações dadas para as mulheres – em oposição àquelas atribuídas aos homens. Foi o que Rousseau e Kant pretenderam no século XVIII, por exemplo, ao dividir razão (masculina) e sensibilidade (feminina). “Ser feminina” no contexto desta resposta embaralha desde o ideal de essência até a construção cultural que define mulheres como “dóceis, frágeis, sensíveis”.
É como se “ser feminina” fosse algum tipo de qualidade intrínseca às mulheres que as feministas teriam negado. Neste contexto do “sou feminina, não feminista”, a única característica que está sendo suposta como intrínseca é a submissão aos homens.
Por fim, “ser feminina” não quer dizer nada também porque, nas definições de feminino que não pretendem essencializar o termo, “feminino” é desestabilização, abalo, instabilidade, aquilo que escapa a toda determinação, certeza e ideal de verdade. Que o masculino muito recentemente também possa ser pensado como impossível de ser estabilizado é tema para outro artigo, a discussão não vai caber aqui).
Fechado o parêntese, volto à cena da mesa de restaurante em que quatro jovens se reúnem, bebem, comem, conversam. Outra resposta possível de ouvir delas seria: “não somos feministas porque não somos contra os homens”.
Pois é, nós, feministas, também não. Somos contra a opressão dos homens sobre as mulheres, dada em estruturas de sociedades patriarcais que subjugam homens e mulheres, ainda que em medidas diferentes, ao obrigá-los a papéis pré-determinados. O movimento feminista também libertou os homens do lugar de autoridade e de todas as consequências nefastas que este lugar exige, com tudo que ele comanda: o afastamento obrigatório da sensibilidade é apenas o mais visível e cruel.
Por fim, nesta mesa de restaurante se pode ouvir o que considero o argumento mais cínico: “não somos feministas porque nunca fomos discriminadas por sermos mulher”. Claro, não foram discriminadas porque se beneficiam das conquistas de um movimento que desqualificam, e o fazem sem pretender abrir mão dos direitos que usufruem.
Produzem, assim, um apagamento da luta feminista pelo caminho mais contraditório, qual seja, afirmando o valor de seus resultados e conquistas, mas negando ao movimento o mérito por eles.
É como diz a humorista Maitena: “Se não fossem as feministas, nós estaríamos passando roupa”. O perverso da sociedade brasileira é que, para que muitas mulheres estejam trabalhando, estudando, ou mesmo jogando conversa fora na mesa de um restaurante, ainda é preciso que outras estejam trabalhando como domésticas, passando a roupa de quem não gostaria de estar obrigada ao papel único de dona de casa do qual o feminismo as libertou. Esta é uma herança da sociedade escravocrata que ainda estamos por enfrentar, e que produz um duplo apagamento, porque trata de mulheres negras cujo lugar de submissão ainda está naturalizado na sociedade.
Curiosamente, no entanto, todas estas mulheres que negam o feminismo e suas conquistas, trocam felicitações no 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. Eu adoraria saber o que pretendem estar afirmando com as felicitações se não o fato de poderem ser donas dos seus destinos como nunca puderam antes. Porque, se for assim como suspeito que seja, é preciso homenagear as sufragistas e as feministas. No dia 8, no mês de março, e em todos os dias das nossas vidas.
Graça
Março, mês da mulher: uma homenagem e um desabafo - Carla Rodrigues
http://carlarodrigues.uol.com.br/index.php/2341
Quando, em 1982, eu fui votar pela primeira vez, nem me passou pela cabeça agradecer às sufragistas dos anos 1930 no Brasil que, inspiradas pelos movimentos internacionais de reivindicação do direito ao voto feminino, tinham me garantido o direito de estar ali. Também não me ocorreu que, até a conquista das mulheres pelo direito ao voto, não havia democracia digna deste nome, porque todo governo era eleito deixando de fora metade da população, aquela que com frequência é chamada de “minoria”. Pensando assim, o direito das mulheres ao voto não beneficia somente a elas, mas a toda a sociedade.
Pelo mesmo caminho, as conquistas feministas por direitos iguais entre homens e mulheres deveriam ser saudadas como boas para toda a sociedade. Se não o são, é por haver aí uma série de equívocos e preconceitos infelizmente ainda em vigor. Em parte, eu diria que estes preconceitos dizem respeito à amplitude da pauta feminista. Enquanto as sufragistas lutaram pelo voto – um resultado concreto e objetivo – as feministas lutam por algo mais amplo, mais intangível, e portanto mais difícil de ser apreendido como resultado.
É verdade que, em 1982, quando fui votar para governador, o Brasil estava embalado pelos ventos democráticos, e se pode argumentar que, mais importante do que o voto feminino, conquistado aqui desde 1937, era a volta do direito ao voto, cassado pelo golpe militar. Assolado por uma ditadura, o país que voltada às urnas comemorava a anistia aos presos políticos, a volta do irmão do Henfil, e a conquista do voto feminino já era parte da história. Tendo ido votar com a naturalidade de quem acha óbvio que toda mulher é tão eleitora quanto todo homem, nunca prestei às sufragistas a devida homenagem.
E porque escolhi falar delas agora, nos avançados anos 10 do século 21?
Para retomar um problema que me parece ainda não resolvido em relação às feministas da segunda onda do feminismo. No Brasil, elas iniciaram a luta pelos direitos das mulheres ainda sob o signo da repressão do regime militar. Eram os anos 1970 e o início da segunda onda do feminismo se confunde com a militância contra a ditadura.
No bojo da reconstrução democrática vieram também as bandeiras de igualdade de direitos entre homens e mulheres, a entrada maciça das mulheres nas escolas e universidades, e consequentemente no mercado de trabalho.
Há apenas 150 anos as mulheres puderam ingressar nas escolas para estudar. Há apenas 50 anos uma mulher casada não podia viajar sem a autorização do marido. Há apenas 40 anos duas mulheres sozinhas não seriam aceitas numa mesa de bar ou restaurante. Há apenas 35 anos uma mulher tem direito a pedir o divórcio.
Acontece que, para a geração que foi para a universidade, para o mercado de trabalho, e para a vida emancipada a partir dos anos 1990, parece tão natural ter todos esses direitos quanto parecia para mim, em 1982, votar. É dessa naturalização que quero falar.
Quando vejo, nas ruas de qualquer grande cidade brasileira, um grupo de mulheres sentadas em torno de uma mesa de almoço ou jantar, sempre tenho vontade de dizer àquelas belas jovens senhoras que elas só podem estar ali porque as feministas dos anos 1970 lutaram por estes e outros direitos. E fico imaginando as reações possíveis.
Contra o termo feminista pesam muitos preconceitos. O primeiro e mais ridículo já foi objeto, para mim, de muitos embates: “Sou feminina, não feminista” é a maior idiotice que uma mulher pode dizer. Primeiro, porque a frase supõe uma oposição dos dois termos, o que nem de longe corresponde à realidade. Depois, porque “ser feminina”, a rigor, não quer dizer absolutamente nada, mas neste contexto pretende afirmar algo como “sou heterossexual, vaidosa, me cuido, sou bonita e não quero ser tachada de feminista”.
“Ser feminina”, a rigor, não quer dizer nada, porque supõe a possibilidade de estabilizar a “essência feminina” num conjunto de determinações dadas para as mulheres – em oposição àquelas atribuídas aos homens. Foi o que Rousseau e Kant pretenderam no século XVIII, por exemplo, ao dividir razão (masculina) e sensibilidade (feminina). “Ser feminina” no contexto desta resposta embaralha desde o ideal de essência até a construção cultural que define mulheres como “dóceis, frágeis, sensíveis”.
É como se “ser feminina” fosse algum tipo de qualidade intrínseca às mulheres que as feministas teriam negado. Neste contexto do “sou feminina, não feminista”, a única característica que está sendo suposta como intrínseca é a submissão aos homens.
Por fim, “ser feminina” não quer dizer nada também porque, nas definições de feminino que não pretendem essencializar o termo, “feminino” é desestabilização, abalo, instabilidade, aquilo que escapa a toda determinação, certeza e ideal de verdade. Que o masculino muito recentemente também possa ser pensado como impossível de ser estabilizado é tema para outro artigo, a discussão não vai caber aqui).
Fechado o parêntese, volto à cena da mesa de restaurante em que quatro jovens se reúnem, bebem, comem, conversam. Outra resposta possível de ouvir delas seria: “não somos feministas porque não somos contra os homens”.
Pois é, nós, feministas, também não. Somos contra a opressão dos homens sobre as mulheres, dada em estruturas de sociedades patriarcais que subjugam homens e mulheres, ainda que em medidas diferentes, ao obrigá-los a papéis pré-determinados. O movimento feminista também libertou os homens do lugar de autoridade e de todas as consequências nefastas que este lugar exige, com tudo que ele comanda: o afastamento obrigatório da sensibilidade é apenas o mais visível e cruel.
Por fim, nesta mesa de restaurante se pode ouvir o que considero o argumento mais cínico: “não somos feministas porque nunca fomos discriminadas por sermos mulher”. Claro, não foram discriminadas porque se beneficiam das conquistas de um movimento que desqualificam, e o fazem sem pretender abrir mão dos direitos que usufruem.
Produzem, assim, um apagamento da luta feminista pelo caminho mais contraditório, qual seja, afirmando o valor de seus resultados e conquistas, mas negando ao movimento o mérito por eles.
É como diz a humorista Maitena: “Se não fossem as feministas, nós estaríamos passando roupa”. O perverso da sociedade brasileira é que, para que muitas mulheres estejam trabalhando, estudando, ou mesmo jogando conversa fora na mesa de um restaurante, ainda é preciso que outras estejam trabalhando como domésticas, passando a roupa de quem não gostaria de estar obrigada ao papel único de dona de casa do qual o feminismo as libertou. Esta é uma herança da sociedade escravocrata que ainda estamos por enfrentar, e que produz um duplo apagamento, porque trata de mulheres negras cujo lugar de submissão ainda está naturalizado na sociedade.
Curiosamente, no entanto, todas estas mulheres que negam o feminismo e suas conquistas, trocam felicitações no 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. Eu adoraria saber o que pretendem estar afirmando com as felicitações se não o fato de poderem ser donas dos seus destinos como nunca puderam antes. Porque, se for assim como suspeito que seja, é preciso homenagear as sufragistas e as feministas. No dia 8, no mês de março, e em todos os dias das nossas vidas.
Christina Aguilera - Can't Hold Us Down Feat Lil' Kim (uma homenagem as mulheres do mundo inteiro)
A primeira vez que ouvi essa música foi com a Heather Peace (aqui vai o link pra vcs checarem e verem que está bem interessante: http://www.youtube.com/watch?v=14jp1VQLreQ&feature=related). Mas, optei por fazer uma homenagem às mulheres com a original - Christina Aguilera e Lil´Kim (uma rapper americana), com essa letra tão original. Afinal, ninguém pode nos controlar. Pra vcs!
Can't Hold Us Down - Christina Aguilera
So what am I not supposed to have an opinion
Should I be quiet just because I'm a woman
Call me a bitch cause I speak what's on my mind
Guess it's easier for you to swallow if I sat and smiled
When a female fires back
Suddenly big talker don't know how to act
So he does what any little boy will do
Making up a few false rumors or two
That for sure is not a man to me
Slanderin' names for popularity
It's sad you only get your fame through controversy
But now it's time for me to come and give you more to say
This is for my girls all around the world
Who've come across a man who don't respect your worth
Thinking all women should be seen, not heard
So what do we do girls?
Shout louder!
Letting them know we're gonna stand our ground
Lift your hands high and wave them proud
Take a deep breath and say it loud
Never can, never will, can't hold us down
Nobody can hold us down
Nobody can hold us down
Nobody can hold us down
Never can, never will
So what am I not supposed to say what I'm saying
Are you offended by the message I'm bringing
Call me whatever cos your words don't mean a thing
Guess you ain't even a man enough to handle what I sing
If you look back in history
It's a common double standard of society
The guy gets all the glory the more he can score
While the girl can do the same and yet you call her a whore
I don't understand why it's okay
The guy can get away with it & the girl gets named
All my ladies come together and make a change
Start a new beginning for us everybody sing
This is for my girls all around the world
Who've come across a man who don't respect your worth
Thinking all women should be seen, not heard
What do we do girls?
Shout louder!
Letting them know we're gonna stand our ground
Lift your hands high and wave 'em proud
Take a deep breath and say it loud
Never can, never will, can't hold us down
[Lil' Kim:]
Check it - Here's something I just can't understand
If the guy have three girls then he's the man
He can either give us some head, sex her off
If the girl do the same, then she's a whore
But the table's about to turn
I'll bet my fame on it
Cats take my ideas and put their name on it
It's aiight though, you can't hold me down
I got to keep on movin'
To all my girls with a man who be tryin to mack
Do it right back to him and let that be that
You need to let him know that his game is whack
And Lil' Kim and Christina Aguilera got your back
But you're just a little boy
Think you're so cute, so coy
You must talk so big
To make up for smaller things
So you're just a little boy
All you'll do is annoy
You must talk so big
To make up for smaller things
This is for my girls...
This is for my girls all around the world
Who've come across a man who don't respect your worth
Thinking all women should be seen, not heard
So what do we do girls?
Should out loud!
Letting them know we're gonna stand our ground
Lift your hands high and wave 'em proud
Take a deep breath and say it loud
Never can, never will, can't hold us down
This is for my girls all around the world
Who've come across a man who don't respect your worth
Thinking all women should be seen, not heard
So what do we do girls?
Shout louder!
Letting them know we're gonna stand our ground
Lift your hands high and wave 'em proud
Take a deep breath and say it loud
Never can, never will, can't hold us down
Spread the word, can't hold us down
--------------------
Uma tradução que encontrei no Google:
Ninguém pode nos controlar
Christina Aguilera
Então eu não não posso ter uma opinião?
Devo ficar calada só porque sou uma mulher?
Me chama de vaca porque eu falo o que está na minha cabeça
Talvez seja mais fácil pra você quando eu apenas sento e sorrio...
Quando uma mulher responde
Logo os sabichões não sabem o que fazer
E aí eles fazem o que todo garotinho faria
Inventam uma ou duas mentiras
Óbvio que pra mim isso não é ser homem
Rotulando todos pra chamar a atenção
É triste, você só consegue fama por meio de invenções
Mas agora é a minha vez de vir e dar a eles o que dizer
Isto é pra todas as minhas garotas no mundo inteiro
Que tiveram um homem que não respeita o seu valor
Achando que as mulheres devem ser vistas e não escutadas
Então o que fazemos garotas?
Gritamos bem alto!
Falamos para eles que nós vamos marcar nosso território
Levem as mãos ao alto com orgulho
Respire fundo e diga bem alto:
Nunca podem, nunca irão, não podem nos controlar
Ninguém pode nos controlar
Ninguém pode nos controlar
Ninguém pode nos controlar
Nunca podem, nunca irão
Então o que é que eu não deveria dizer e estou dizendo?
Você está ofendido com a mensagem que estou trazendo?
Me chame de qualquer coisa porque a sua palavra não vale nada
Acho que você nem é homem suficiente para me entender
Se você olhar pra trás na história
Há um duplo padrão normal de sociedade
Os garotos ganham toda a glória e quanto mais pontos fizerem
Enquanto as mulheres fazem o mesmo e a chamam de prostituta
Eu não entendo por que todos acham que está tudo bem
O garoto pode fugir com uma garota e ela que fica com a fama
Todas minhas amigas, juntem-se e façam a diferença
Que faremos um novo começo para nós, todas cantem
Isto é pra todas as minhas garotas no mundo inteiro
Que tiveram um homem que não respeita o seu valor
Achando que as mulheres devem ser vistas e não escutadas
Então o que fazemos garotas?
Gritamos bem alto!
Falamos para eles que nós vamos marcar nosso território
Levem as mãos ao alto com orgulho
Respire fundo e diga bem alto:
Nunca podem, nunca irão, não podem nos controlar
Tem algo que eu não consigo entender
Se um cara tem 3 garotas ele é um garanhão
Ele pode enganá-las e usá-las como quiser
Mas se uma garota faz o mesmo ela é uma prostituta
Mas a discussão nao acabou
Eu aposto minha reputação nisso
Os caras roubam minhas idéias e levam os créditos por isso
Já chega, vocês não podem me controlar
E eu nao vou ceder
Pra vocês garotas que têm um homem machista
Respondam à altura e deixe assim
Vocês têm que dizer a eles que o jogo deles é furada
E Lil'Kim e Christina Aguilera te ajudarão
Você é apenas um garotinho
Que pensa que é bonitinho e gracioso
Você deve falar tanto
Pra compensar coisinhas pequenas
Diga que você é um garotinho
Tudo o que você sabe fazer é aborrecer
Você deve falar tanto
Pra compensar coisinhas pequenas
Isto é pra todas as minhas garotas...
Isto é pra todas as minhas garotas no mundo inteiro
Que tiveram um homem que não respeita o seu valor
Achando que as mulheres devem ser vistas e não escutadas
Então o que fazemos garotas?
Gritamos bem alto!
Falamos para eles que nós vamos marcar nosso território
Levem as mãos ao alto com orgulho
Respire fundo e diga bem alto:
Nunca podem, nunca irão, não podem nos controlar
Isto é pra todas as minhas garotas no mundo inteiro
Que tiveram um homem que não respeita o seu valor
Achando que as mulheres devem ser vistas e não escutadas
Então o que fazemos garotas?
Gritamos bem alto!
Falamos para eles que nós vamos marcar nosso território
Levem as mãos ao alto com orgulho
Respire fundo e diga bem alto:
Nunca podem, nunca irão, não podem nos controlar
Pode espalhar, não podem nos controlar
terça-feira, 13 de março de 2012
Aretha Franklin - I Say A Little Prayer
O vídeo é de 1970, Mas, reparem nas meninas do coral. Vou formar um trio e dançar assim como elas...
Vale pelo valor antológico e a grande Aretha!!!!
I say a little prayer - a música da semana...rs
Pois é, na minha pequena enquete o pessoal todo disse que a voz que cantava "I say a little prayer" era o Ruppert Everett, no filme "O casamento do meu melhor amigo" (My best friend wedding). Portanto, aqui vai. Divirtam-se!
I Say A Little Prayer For You
Burt Bacharah/Hal David
The moment I wake up
Before I put on my make up
I say a little prayer for you
While combing my hair now,
And wondering what dress to wear now,
I say a little prayer for you
Before I put on my make up
I say a little prayer for you
While combing my hair now,
And wondering what dress to wear now,
I say a little prayer for you
(Chorus)
Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever, we never will part
Oh, how I love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me.
Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever, we never will part
Oh, how I love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me.
I run for the bus, dear,
While riding I think of us, dear,
I say a little prayer for you.
At work I just take time
And all through my coffee break time,
I say a little prayer for you.
While riding I think of us, dear,
I say a little prayer for you.
At work I just take time
And all through my coffee break time,
I say a little prayer for you.
(Chorus)
Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me.
Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me.
I say a little prayer for you
I say a little prayer for you
My darling believe me, ( beleive me)
For me there is no one but you!
Please love me too (answer his pray)
And I'm in love with you (answer his pray)
Answer my prayer now babe (answer his pray)
For me there is no one but you!
Please love me too (answer his pray)
And I'm in love with you (answer his pray)
Answer my prayer now babe (answer his pray)
(Chorus)
Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever,that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me (oooooooooh)
Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever,that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me (oooooooooh)
Chico: Bastidores - "Essa Pequena"
Minha amiga Vanda (SP) mandou. Ela é antenada e captou o lirismo do Chico e toda a poesia feita pela Rosiska Darcy.
O namoro do Chico Buarque com a cantora ruiva Thais Gulin rendeu para nós este primor de blues ESSA PEQUENA, cuja letra vai aí abaixo. Mas rendeu também a interessante crônica UM TEMPO SEM NOME da escritora Rosiska Darcy de Oliveira sobre “o novo conceito de envelhecer”. Também segue abaixo.
Abração
Essa Pequena
Chico Buarque
Meu tempo é curto, o tempo dela sobra
Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito a nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela
Meu dia voa e ela não acorda
Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida
Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la
Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai
Às vezes ela pinta a boca e sai
Fique à vontade, eu digo, take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena
Um tempo sem nome
Rosiska Darcy de Oliveira, O Globo, 21/01/12
Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes, cantando madrigais para a moça do cabelo cor de abóbora, Chico Buarque de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum. Elas torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando “eu sou tão feliz com ela” sem encontrar resposta ao “que será que dá dentro da gente que não devia”.
Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento diante da vida .
Proust, que de gente entendia como ninguém, descreve o envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não fosse o tempo “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho“, segundo Caetano, quem, por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos acreditando jovens como sempre fomos.
A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais, fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto, se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou uma mulher de meia-idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida inteira.
Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias e botoxes — obras na casa demolida — a inexorável escultura do tempo. O medo pânico de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da medicina e de uma vendedora de cosméticos a mulher mais rica do mundo, se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar na idade provoca.
Ninguém quer parecer idoso, já que ser idoso está associado a uma sequência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde. Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmentida por uma saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era antes. Nem é mais quando era antes. Os dois ritos de passagem que anunciavam, o fim do trabalho e da libido, estão, ambos, perdendo a autoridade. Quem se aposenta continua a viver em um mundo irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos. Uma verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.
A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor. Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.
”Meu tempo é curto e o tempo dela sobra”, lamenta-se o trovador, que não ignora a traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em suas memórias escritas por Marguerite Yourcenar.
Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição. Chico, à beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura , ora música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos chamá-lo apenas de vida.
ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA é escritora.
domingo, 4 de março de 2012
Paul McCartney - Maybe I'm Amazed (Live)
Sir James Paul McCartney, ou Old Macca (para os íntimos), cantando minha música favorita de sua fase solo: Maybe I´m Amazed (e na Rússia - back in the U.S.S.R.)!
Com direito a letra pra vcs...
Maybe I´m Amazed
Baby, I'm amazed at the way you love me all the time
And maybe I'm afraid of the way I love you
Baby, I'm amazed at the way you pulled me out of time
And hung me on a line
Maybe I'm amazed at the way I really need you
Baby I'm a man and maybe I'm a lonely man
Who's in the middle of something
That he doesn't really understand
Baby I'm a man and maybe you're the only woman
Who could ever help me
Baby won't you help me to understand
Baby I'm a man and maybe I'm a lonely man
Who's in the middle of something
That he doesn't really understand
Baby I'm a man and maybe you're the only woman
Who could ever help me
Baby won't you help me to understand
Maybe I'm amazed at the way you're with me all the time
Maybe I'm afraid of the way I leave you
Maybe I'm amazed at the way you help me sing my song
You right me when I'm wrong
Maybe I'm amazed at the way I really need you
sexta-feira, 2 de março de 2012
Donna Summer - Last Dance - Live
Pessoal,
Começo a achar que uma vez por semestre eu posto essa música...rs Mas, eu amo essa música de paixão!
Se por algum acaso, vcs forem a minha cremação, por favor, coloquem essa música (há outras também), minhas cinzas irão voar pro Olimpo, pra encontrar todas as deusas lá! ahahahahahahaha
Um beijo,
G
LAST DANCE (with Donna Summer)
Last dance
Last chance for love
Yes, it's my last chance
Romance tonight
I need you, by me,
Beside me, to guide me,
To hold me, to scold me,
'cause when i'm bad
I'm so, so bad
So let's dance, the last dance
Let's dance, the last dance
Let's dance, this last dance tonight
Last dance, last dance for love
Yes, it's my last chance
For romance tonight
Oh, i need you, by me,
Beside me, to guide me,
To hold me, to scold me,
'cause when i'm bad
I'm so, so bad
So let's dance, the last dance
Let's dance, the last dance
Let's dance, this last dance tonight
Yeah, will you be my mr. right?
Can you fill my appetite
I can't be sure
That you're the one for me
But all that I ask
Is that you dance with me
Dance with me, dance with me, yeah
Oh I need you, by me,
Beside me, to guide me,
To hold me, to scold me,
'cause when I'm bad
I'm so, so bad
So let's dance, this last dance
Let's dance, this last dance
Let's dance, this last dance tonight
Oh I need you, by me,
To beside, to guide me,
To hold me, to scold me,
'cause when I'm bad
I'm so, so bad
So, come on baby, dance that dance
Come on baby, dance that dance
Come on baby, let's dance tonight
B J Thomas --- Rain drops keep falling on my head { 1970 }
Bem, com esse vídeo de mil, novecentos e anteontem, pra vcs essa música que é tão gostosinha...rs
Podem cantar, balançando a cabeça e os pezinhos...rs
G
Raindrops keep fallin on my head (Burt Bacharat & Hal David)
Raindrops keep fallin on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit those raindrops are fallin on my head they keep fallin
So I just did me some talkin to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleepin on the job, those raindrops are fallin on my head, they keep fallin
But threre's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep fallin on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin red
Cryin's not for me cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free,nothing's worryin me
Jill Jackson - Tenement TV
Infelizmente, só hoje vi esse vídeo da Jill Jackson (a moça ao lado é a Linda, sua sweetlover), mas cá estão três músicas (The Travelling Clown, Remedy e The Letter.
"Remedy" é a música de trabalho do novo disco dela. Mas, de "The Letter" é tão linda quanto.
Assinar:
Comentários (Atom)