Palavras ao éter É um blog para quem tem atitude perante a vida. Ele foi criado inicialmente por minha amiga Kharla Tavares (POA/RS).
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Annie Lennox & Al Green - Put A Little Love In Your Heart (HQ)
Essa eu não conhecia (ou não me lembrava). É uma música cantada pela Annie Lennox (uma das minhas cantoras favoritas) e pelo incrível Al Green. A indicação foi da Betha, lá de POA.
É presente de fim de ano pra vcs!
G
PUT A LITTLE LOVE IN YOUR HEART
Al Green & Annie Lennox
Think of your fellow man
Lend him a helping hand
Put a little love in your heart
You see it's getting late
Oh please don't hesitate
Put a little love in your heart
And the world will be a better place
And the world will be a better place
For you and me
You just wait and see
Another day goes by
And still the children cry
Put a little love in you heart
If you want the world to know
We won't let hatred grow
Put a little love in your heart
And the world will be a better place
And the world will be a better place
For you and me
You just wait and see
Wait and see
Take a good look around
And if you're lookin' down
Put a little love in your heart
I hope when you decide
Kindness will be your guide
Put a little love in your heart
And the world will be a better place
And the world will be a better place
For you and me
You just wait and see
Put a little love in your heart
Put a little love in your
Love in your heart
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
É NATAAAAAAAAAAAAAAL!!!!!
R.E.M. - Shiny Happy People (Video)
Pessoal, Feliz Natal a todos os leitores desse blog maravilhoso!
JAI GURU! JAI CRISTO!
Graça
Pessoal, Feliz Natal a todos os leitores desse blog maravilhoso!
JAI GURU! JAI CRISTO!
Graça
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
EU SEI MAS NÃO DEVIA
Supercontribuição da minha amiga Vanda.
Um beijo,
G
EU SEI MAS NÃO DEVIA
Clarice Lispector
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias de água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma.
Um beijo,
G
EU SEI MAS NÃO DEVIA
Clarice Lispector
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias de água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
Time Lapse From Space - Literally. The Journey Home.
Vídeo da Nasa: The Journey Home - Blog do Nassif
Enviado por luisnassif, sab, 03/12/2011 - 21:00
Por Marcos RTI
A NASA divulgou um vídeo chamado "Coming Back Down to Our Fragile Oasis" (Descendo para o nosso frágil oásis), com imagens feitas pelos astronautas Ron Garan e Mike Fossum, onde se pode ver a Terra da mesma forma como ela é vista pelos tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS).
Como a ISS demora 90 minutos para circundar a Terra, o vídeo foi acelerado para que o planeta pudesse ser visto em toda sua extensão. Nele se pode ver relâmpagos, auroras boreais e até mesmo o furacão Kátia.
O objetivo da NASA ao divulgar esse vídeo, com música do Peter Gabriel (Down to Earth), é que as pessoas não o vejam como meros espectadores, mas como se fossem membros da tripulação da Estação Espacial Internacional, para compreender a fragilidade do planeta e a necessidade de proteger este "oásis".
1:06 Europe to the Indian Ocean
1:35 United States of America
2:01 Aurora Australis over Madagascar
2:26 Central Africa to Russia
2:44 Europe to the Middle East
3:00 Hurricane Katia
3:10 New Zealand to the Pacific Ocean
3:38 Northwest U.S. to South America
4:10 Aurora over Australia
4:34 North America to South America
5:05 Mexico to the Great Lakes
5:16 Hurricane Irene
5:22 California to Hudson Bay
5:38 Tanzania to Southern Ocean
6:00 Central Africa to the Middle East
6:15 Chile to Brazil
6:25 Africa to the Mediterranean Sea
6:37 Zhezkazgan, Kazakhstan
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Perpetuum Jazzile & BR6 - Aquarela Do Brasil (live, HQ)
Pra mim, uma das músicas mais lindas do mundo.
A gravação é de outubro de 2008 e o coral é da Eslovênia.
Graça
sábado, 19 de novembro de 2011
Horse - God's Home Movie
Essa é a minha favorita da Horse, God´s Home Movie e é de 1993. Sinceramente, não sei por onde eu andava que nunca tinha ouvido essa cantora. Aliás, via HP, estou descobrindo não só a Horse, como a Jill Jackson, que depois postarei por aqui alguma coisa.
A música é de 1993 e não consegui compartilhar o vídeo oficial, mas é só pra vcs sentirem um gostinho, é uma gravação ao vivo, creio que de janeiro/2011 (mas não é certo...rs).
Abaixo, essa letra.
GOD'S HOME MOVIE
(McDonald/McAlinden)
There's something I'd like to see from God's home movie
The story of the universe and my baby
I'd see you as a child
playing by the sea
just like the stories you've told
from memory
like watching the beads fall from broken thread
I know you now that you've grown
going your own sweet way
a way I love
I'm only looking
looking for you
this is the story
story of you
I have a love I'll keep forever
this is the story
story of you
this is the story
There's something I'd like to see from God's home movie
the story of the universe and my baby
I'd see discoveries made
fire and flat earth
Columbus sailing the sea
or how Noah survived
or when god was a girl
rewind and freezing the frame
on heroes and martyrs
and empires rise and fall
there's still the future to see
the story continues of me and my baby
I'm only looking
looking for you
this is the story
story of you
I have a love I'll keep forever
this is the story
story of you
this is the story
Horse McDonald - Careful
Essa é a Horse McDonald, cantora escocesa/inglesa, cantando o seu maior sucesso "Careful" (a letra está aqui em baixo). Eu a chama de "The Powerful Voice". É simplesmente linda a voz dela. O sucesso é dos anos 90, mas é um marco na carreira dela.
Nesta apresentação, durante a Parada Gay de Manchester em 2010, apesar do playback vcs podem sentir quando ela canta realmente a poderosa voz da Horse.
CAREFUL
McDonald/McAlinden)
Sunshine on your upturned face
Everything falls into place
Blue sky above, sand underfoot
The happiest I have seen you look
Sunrise stirs the low landscape,
More beauty than your breath can take
Boats out to sea, gulls in the air
I might look as if I didn't care
Careful with me, careful with my heart
World keeps turning my world falls apart
When you're out of reach from me
When you're out of reach from me
Fool or wise no in between
I've been both and I can't win
If this love should suffer sudden death
It wont be because I'm not myself
I don't forget, I depend upon
the simple fact you turn my heart
over, over, over, over, over, over, over, over...
Careful with me, careful with my heart,
World keeps turning, my world falls apart,
When you're out of reach from me
When you're out of reach from me
Careful with me, careful with my heart,
World keeps turning, my world falls apart,
When you're out of reach from me
When you're out of reach from me
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Lessons on Difference: Eliminating Homophobic Bullying by Developing Emp...
Pessoal, isto está sendo feito na Inglaterra. É interessante porque vai até as escolas públicas de lá.
Graça
PS.: EU APOIO!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
menino não gosta de tomar banho
E o Mateus diz que ninguém toma banho aos domingos. Não é que ele tem razão? ahahahahahahaha!!!!
domingo, 16 de outubro de 2011
Phineas e Ferb - Música "Um Amigo dos Bons" (Dublado - HD)
Esse é o desenho favorito do meu priminho Felipe. :))))
Graça
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Jim Croce - Operator
Nesse sábado de Rock in Rio, Jim Croce pra curtir.
G
Já ia esquecendo a letra! Aqui vai:
Operator
Jim Croce
Operator, well could you help me place this call?
See, the number on the matchbook is old and faded
She's living in L. A. with my best old ex-friend Ray
A guy she said she knew well and sometimes hated
Isn't that the way they say it goes?
Well, let's forget all that
And give me the number if you can find it
So I can call just to tell 'em I'm fine and to show
I've overcome the blow, I've learned to take it well
I only wish my words could just convince myself
That it just wasn't real
But that's not the way it feels
Operator, could you help me place this call?
Well, I can't read the number that you just gave me
There's something in my eyes, you know it happens every time
I think about a love that I thought would save me
Isn't that the way they say it goes?
Well, let's forget all that
And give me the number if you can find it
So I can call just to tell 'em I'm fine and to show
I've overcome the blow, I've learned to take it well
I only wish my words could just convince myself
That it just wasn't real
But that's not the way it feels
Operator, let's forget about this call
You see there's no one there I really wanted to talk to
Thank you for your time, ah, you've been so much more than kind
And you can keep the dime
Isn't that the way they say it goes?
Well, let's forget all that
And give me the number if you can find it
So I can call just to tell 'em I'm fine and to show
I've overcome the blow, I've learned to take it well
I only wish my words could just convince myself
That it just wasn't real
But that's not the way it feels
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O LAÇO E O ABRAÇO
Presente da Jaque...
O LAÇO E O ABRAÇO
Mário Quintana
Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o
laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de
braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço
afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
O LAÇO E O ABRAÇO
Mário Quintana
Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o
laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de
braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço
afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
domingo, 21 de agosto de 2011
From the stars...
"Vou te fazer uma confissão: estou um pouco assustada. É que não sei onde me levará esta minha liberdade. Não é arbitrária nem libertina. Mas estou solta." Clarice Lispector
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Lou Reed live - Hommage to Amy Whinehouse
Essa é pra sempre lembrar da Amy, com o gigantesco Lou Reed fazendo uma homenagem pra ela (em Paris, julho 2011).
PS: Faltou dizer que essa foi uma descoberta da Betha.
Dionne Bromfield again
Não consegui subir o vídeo, mas aqui uma das músicas que eu adoro dessa cantora.
"Good For The Soul"
For my poor heart's sake,
Guess it's time to take the long way out,
Like a stone in my shoe, there's always someone who wants to slow me down.
When the sun stops shining,
It's time to walk away from the clouds.
Give me one good reason to keep on loving you.
I know I wasted all my feelings when I gave them all to you.
But taking back the hand of control feels good for the soul, yay yay yay.
Say you want all of me, then you try to split my world in two
Say you give me everything, then you bring me nothing more than blue
When the sun stops shining,
It's time to set your sight on the moon
Give me one good reason to keep on loving you.
I know I wasted all my feelings when I gave them all to you.
But taking back the hand of control feels good for the soul, yay yay yay.
Feels good for the soul
Give me one good reason to keep on loving you, ohh.
I know I wasted all my feelings when I gave them all to you.
Give me one good reason to keep on loving you, ohh.
Cause taking back the hand of control feels good for the soul, yay yay yay.
"Good For The Soul"
For my poor heart's sake,
Guess it's time to take the long way out,
Like a stone in my shoe, there's always someone who wants to slow me down.
When the sun stops shining,
It's time to walk away from the clouds.
Give me one good reason to keep on loving you.
I know I wasted all my feelings when I gave them all to you.
But taking back the hand of control feels good for the soul, yay yay yay.
Say you want all of me, then you try to split my world in two
Say you give me everything, then you bring me nothing more than blue
When the sun stops shining,
It's time to set your sight on the moon
Give me one good reason to keep on loving you.
I know I wasted all my feelings when I gave them all to you.
But taking back the hand of control feels good for the soul, yay yay yay.
Feels good for the soul
Give me one good reason to keep on loving you, ohh.
I know I wasted all my feelings when I gave them all to you.
Give me one good reason to keep on loving you, ohh.
Cause taking back the hand of control feels good for the soul, yay yay yay.
Make a wish - Heather Peace Tour Finale - 15th April 2011 London
Oi Pessoal,
Gente, tô apaixonada por essa mulher, digo, essa cantora... ahahahahahahahaha
Well, é uma cantora inglesa que mistura folk & blues. Também é atriz e atualmente faz o seriado da BBC Lips Service (a lesbian one).
Ladies & ladies, Ms. Heather Peace.
Ah! O nome dessa música é "Make a wish" (this is the chorus)
I will make a wish and give you wings so you can fly
Turn your blue eyes green again, giving you no more need to cry
You will fly above the clouds and whisk towards the moon
Catch a dream on a falling star, one that's dancing to your tune
(a moça do violão, a ruiva com chapéu, é a Jill Jackson, outra cantora inglesa que está arrebentando por lá.)
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Meio de campo - Elis Regina
Essa é em homenagem ao meu Botafogo que fez um estrago na defesa vascaína: 4 a zero!
A gigantesca Elis Regina. Pra sempre ELIS!
Ah! Com direito ao comentário luxuoso da V:
gente, em vermelho, o Gil falando do goleiro Taffarel, que se achava imbatível, loiro como um ariano.
o Chico Buarque disse que, com essa maravilhosa miscigenação, somos todos pretos. que os únicos que fogem à regra são o Taffarel e a Xuxa. que eles deveriam se casar e ter filhos. nesse caso, haveria sim a certeza de que não tinham um pé na senzala. beijos e bom dia. V.
Meio De Campo
Elis Regina
Composição: Gilberto Gil
Prezado amigo Afonsinho
Eu continuo aqui mesmo
Aperfeiçoando o imperfeito
Dando tempo, dando um jeito
Desprezando a perfeição
Que a perfeição é uma meta**
Defendida pelo goleiro
Que joga na seleção
E eu não sou Pelé, nem nada
Se muito for eu sou um Tostão
Fazer um gol nesta partida não é fácil, meu irmão
Entrou de bola, e tudo!
The Mamas & The Papas: California Dreamin'
Esta a V arrancou do fundo do baú. Aqui com a letra pra cantar junto:
California Dreamin' - The Mamas & The Papas
All the leaves are brown
And the sky is grey
I've been for a walk
On a winters day
Id be safe and warm
If I was in L.A.
California dreamin'
On such a winters day
Stopped into a church
I passed along the way
Well, I got down on my knees
And I pretend to pray
You know the preacher likes the cold
He knows I'm gonna stay
California dreamin'
On such a winters day
All the leaves are brown
And the sky is grey
I've been for a walk
On a winters day
If I didn't tell her
I could leave today
California dreamin'
On such a winters day
California dreaming
On such a winters days
Youth Orchestra of Bahia - Tico-Tico no Fubá
Essa é outra contribuição fantástica. É pra emocionar e se alegrar com a nossa brasilidade.
Orquestra Jovem da Bahia tocando, sambando e nos alegrando com Tico-Tico no Fubá.
Vale a conferida!
Diana Krall - Look Of Love (From "Live In Paris" DVD)
Presentaço da Vanda e eu acrescento a letra de Mr. Burt Bacharach:
The Look Of Love
The look of love is in your eyes
A look your smile can´t disguise
The look of love is saying so much more than just words could ever say
And what my heart has heard,
well it takes my breath away
I can hardly wait to hold you, feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you, now that I have found you
You´ve got the
Look of love, it´s on your face
A look that time can´t erase
Be mine tonight, let this be just the start of so many nights like this
Let´s take a lover´s vow and then seal it with a kiss
I can hardly wait to hold you, feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you, now that I have found you
Don´t ever go
Don´t ever go
I love you so
I can hardly wait to hold you, feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you, now that I have found you
Don´t ever go
Don´t ever go
Don´t ever go
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Em São João do Cariri
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
James Taylor - Fire and Rain, Live 1970
Essa é a minha música preferida do Jimmy. O vídeo é de 1970.
FIRE & RAIN
Just yesterday morning they let me know you were gone
Susanne the plans they made put an end to you
I walked out this morning and I wrote down this song
I just can't remember who to send it to
I've seen fire and I've seen rain
I've seen sunny days that I thought would never end
I've seen lonely times when I could not find a friend
But I always thought that I'd see you again
Won't you look down upon me, Jesus
You've got to help me make a stand
You've just got to see me through another day
My body's aching and my time is at hand
And I won't make it any other way
Oh, I've seen fire and I've seen rain
I've seen sunny days that I thought would never end
I've seen lonely times when I could not find a friend
But I always thought that I'd see you again
Been walking my mind to an easy time my back turned towards the sun
Lord knows when the cold wind blows it'll turn your head around
Well, there's hours of time on the telephone line to talk about things
to come
Sweet dreams and flying machines in pieces on the ground
Oh, I've seen fire and I've seen rain
I've seen sunny days that I thought would never end
I've seen lonely times when I could not find a friend
But I always thought that I'd see you, baby, one more time again, now
Thought I'd see you one more time again
There's just a few things coming my way this time around, now
Thought I'd see you, thought I'd see you fire and rain, now
Carole King - It's Too Late - Live 1971
NO presente dado pela Vanda, o vídeo é de 2009 e não coloquei a letra, porque acho que todo mundo conhece aquele clássico "You´ve got a friend".
Nessa daqui, busquei lá do fundo do baú, umas das músicas mais lindas da Carole King: "It´s too late". O vídeo é de 1971 e ela era tão jovenzinha...rs
Abaixo, a letra pra vcs curtirem. É a história do fim de um relacionamento, quando a ficha cai e alguém precisa colocar isso pra fora. Podem cantar junto...rs
G
It's Too Late
Stayed in bed all mornin'
Just to pass the time.
There's somethin' wrong here.
There can be no denying.
One of us is changin'
Or maybe we just stopped trying
And it's too late, baby,
Now it's too late,
Though we really did try to make it.
Somethin' inside has died
And I can't hide and I just can't fake it.
Oh, no, no, no, no, no, no..
It used to be so easy
Livin' here with you.
You were light and breezy
And I knew just what to do.
Now you look so unhappy
And I feel like a fool
And it's too late, baby,
Now it's too late,
Though we really did try to make it.
Somethin' inside has died
And I can't hide and I just can't fake it.
Oh, no, no..
There'll be good times again
For me and you,
But we just can't stay together.
Don't you feel it too?
Still I'm glad for what we had
And how I once loved you,
But it's too late, baby,
Now it's too late,
Though we really did try to make it.
Somethin' inside has died
And I can't hide and I just can't fake it.
Oh, no, no, no, no, no, no..
It's too late, baby.
It's too late, now, darlin'.
It's too late
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Dionne Bromfield - 'Good For The Soul' (Live Session)
Como eu não gostei nem um pouco dessa cantora de quinze anos, que é afilhada musical da Amy Winehouse, deixo esse vídeo pra vcs ouvirem só uma amostrinha da voz dela.
G
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Closer
Nessa versão aqui, o Travis tem a participação pra lá de luxuosa do Ben Stiller.
Abaixo, a letra pra vcs acompanharem.
Travis é uma banda escocesa, formada por Neil Primrose (baterista), Fran Healy (vocalista), Andy Dunlop (guitarrista) e Dougie Payne (baixista).
Closer
I've had enough, of this parade.
I'm thinking of, the words to say.
We open up, unfinished parts,
Broken up, its so mellow.
And when I see you then I know it will be next to me
And when I need you then I know you will be there with me
I'll never leave you...
Just need to get closer, closer,
Lean on me now,
Lean on me now,
closer, closer,
Lean on me now,
Lean on me now.
Keep waking up (waking up), without you here (without you here).
Another day (another day), another year (another year).
I seek the truth (seek the truth), we set apart (we set apart)
Thinking of a second chance (a second chance).
And when I see you then I know it will be next to me
And when I need you then I know you will be there with me
I'll never leave you...
Just need to get closer, closer,
Lean on me now,
Lean on me now,
closer, closer,
Lean on me now,
Lean on me now (lean on me now).
And when I see you then I know it will be next to me
And when I need you then I know you will be there with me
I'll never leave you...
Just need to be closer, closer,
Lean on me now,
Lean on me now,
closer, closer,
Lean on me now,
Lean on me now (lean on me now).
Closer, closer... closer, closer.
Travis - Closer
Pessoal, eu não conhecia este conjunto. Quem me apresentou a esta música e ao conjunto foi a Rayssinha, minha sobrinha jornalista.
Eles são chamam "Travis", são escoceses e a música acima é de 2007.
Espero que vcs gostem!
terça-feira, 12 de julho de 2011
Reação de uma criança ao encontrar pela primeira vez um casal gay
Gracinha, vê que fofo.
Sim, sem as imposições preconceituosas dos adultos as crianças podem perfeitamente perceber o óbvio: "Vocês dois se casaram? Quer dizer então que se amam."
Lindo, lindo!
http://www.youtube.com/watch?v=i1jjNCwSk8U&feature=player_embedded&ref=nf
Rayssa Medeiros
PS.: Pessoal, a Rayssinha é a minha sobrinha jornalista lá da PB. E esse foi um presentaço de hoje pela manhã que ela me deu! Valeu!!!
Sim, sem as imposições preconceituosas dos adultos as crianças podem perfeitamente perceber o óbvio: "Vocês dois se casaram? Quer dizer então que se amam."
Lindo, lindo!
http://www.youtube.com/watch?v=i1jjNCwSk8U&feature=player_embedded&ref=nf
Rayssa Medeiros
PS.: Pessoal, a Rayssinha é a minha sobrinha jornalista lá da PB. E esse foi um presentaço de hoje pela manhã que ela me deu! Valeu!!!
terça-feira, 28 de junho de 2011
Carta de uma mãe
Pessoal,
Vcs não imaginam com que tristeza eu tenho que postar isso aqui. Mas, minha amiga Kharla foi certeira em seu texto, depois desse absurdo que a sra. Deputada falou.
Um beijo,
Graça
Deputada Miryam Rios,
Meu nome é Kharla Tavares e eu sou lésbica. Eu e minha companheira estamos juntas há 12 anos e há 5, adotamos (legalmente, pelas leis dos homens) uma menina. Somos uma família homoafetiva e a nossa filha é uma menina saudável, feliz, que estuda, brinca e tem uma vida regular, como qualquer criança. Ela tem ciência da realidade de sua família e nunca, nem por um segundo, omitimos a nossa relação e a adoção. A nossa vida é baseada em verdade.
Da mesma forma que a Sra. tem o direito de falar o que pensa, eu tenho o direito de dizer o que penso de (e para) pessoas homofóbicas como a Sra., afinal, eu voto, eu pago imposto, eu tenho os mesmos direitos e deveres que qualquer cidadão brasileiro. Por isso não dou a Sra., nem a outro homofóbico qualquer, o direito de me desrespeitar, de insinuar que homessexual é pedófilo. Como deputada (e mãe), a Sra. deveria pensar em suas palavras antes de usar o microfone público para expressar a sua particular opinião.
A Sra. se esconde atrás da religião e como todo religioso fervoroso, reza muito, fala muito e carrega muita culpa, imagino. Sim, a culpa católica persegue o rebanho, enquanto a pedofilia que todos nós sabemos e assistimos na tv, percorrem os corredores e cantos das igrejas.
Eu, como mãe, filha, trabalhadora, cidadã que cumpre seus deveres, brasileira e lésbica, não lhe dou o direito de insinuar inverdades sobre os homossexuais. Primeiro a Sra. deveria usar o seu discurso barato ao líderes das igrejas, porque molestar crianças indefesas, Sra. deputada, é crime, é feio, é vergonhoso, é baixo, é triste.
Tenho certeza que minha filha vive em um lar de respeito, de honestidade, de verdade, onde ensinamos a ela o certo e o errado, o que siginifica mentira e verdade. Um lar, sim, um lar que a Sra. deve achar somente ser possível, se for constituído por um homem e por uma mulher.
Queira a Sra. ou não, vivemos em um lar, o nosso lar. E a nossa maior preocupação em relação à educação de nossa filha é que ela se torne um adulto feliz, que saiba a diferença entre pessoas como a Sra. e pessoas que realmente lutam por um mundo mais pacífico e mais feliz, independente de seu credo, etnia, religião e partido político.
Para finalizar, quero apenas dizer que é medíocre um ser humano depender tanto de regras santas e se achar soberana, acima do bem e do mal. E de pessoas com esse teor de mediocridade, como o da Sra., eu quero distância e rezo (sim, eu também rezo, porque Deus é para todos, inclusive gays e lésbicas) para que jamais cheguem perto da minha filha.
--
Kharla Tavares
"Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço; mas eu me importo muito com o que eu penso sobre o que eu faço. Isso é caráter."
Vcs não imaginam com que tristeza eu tenho que postar isso aqui. Mas, minha amiga Kharla foi certeira em seu texto, depois desse absurdo que a sra. Deputada falou.
Um beijo,
Graça
Deputada Miryam Rios,
Meu nome é Kharla Tavares e eu sou lésbica. Eu e minha companheira estamos juntas há 12 anos e há 5, adotamos (legalmente, pelas leis dos homens) uma menina. Somos uma família homoafetiva e a nossa filha é uma menina saudável, feliz, que estuda, brinca e tem uma vida regular, como qualquer criança. Ela tem ciência da realidade de sua família e nunca, nem por um segundo, omitimos a nossa relação e a adoção. A nossa vida é baseada em verdade.
Da mesma forma que a Sra. tem o direito de falar o que pensa, eu tenho o direito de dizer o que penso de (e para) pessoas homofóbicas como a Sra., afinal, eu voto, eu pago imposto, eu tenho os mesmos direitos e deveres que qualquer cidadão brasileiro. Por isso não dou a Sra., nem a outro homofóbico qualquer, o direito de me desrespeitar, de insinuar que homessexual é pedófilo. Como deputada (e mãe), a Sra. deveria pensar em suas palavras antes de usar o microfone público para expressar a sua particular opinião.
A Sra. se esconde atrás da religião e como todo religioso fervoroso, reza muito, fala muito e carrega muita culpa, imagino. Sim, a culpa católica persegue o rebanho, enquanto a pedofilia que todos nós sabemos e assistimos na tv, percorrem os corredores e cantos das igrejas.
Eu, como mãe, filha, trabalhadora, cidadã que cumpre seus deveres, brasileira e lésbica, não lhe dou o direito de insinuar inverdades sobre os homossexuais. Primeiro a Sra. deveria usar o seu discurso barato ao líderes das igrejas, porque molestar crianças indefesas, Sra. deputada, é crime, é feio, é vergonhoso, é baixo, é triste.
Tenho certeza que minha filha vive em um lar de respeito, de honestidade, de verdade, onde ensinamos a ela o certo e o errado, o que siginifica mentira e verdade. Um lar, sim, um lar que a Sra. deve achar somente ser possível, se for constituído por um homem e por uma mulher.
Queira a Sra. ou não, vivemos em um lar, o nosso lar. E a nossa maior preocupação em relação à educação de nossa filha é que ela se torne um adulto feliz, que saiba a diferença entre pessoas como a Sra. e pessoas que realmente lutam por um mundo mais pacífico e mais feliz, independente de seu credo, etnia, religião e partido político.
Para finalizar, quero apenas dizer que é medíocre um ser humano depender tanto de regras santas e se achar soberana, acima do bem e do mal. E de pessoas com esse teor de mediocridade, como o da Sra., eu quero distância e rezo (sim, eu também rezo, porque Deus é para todos, inclusive gays e lésbicas) para que jamais cheguem perto da minha filha.
--
Kharla Tavares
"Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço; mas eu me importo muito com o que eu penso sobre o que eu faço. Isso é caráter."
sábado, 11 de junho de 2011
Can't Take My Eyes off You - Frankie Valli and The 4 Seasons
Para o dia de hoje (12/06), uma das minhas músicas favoritas... The Four Seasons (ainda com Frank Valli):
Can't Take My Eyes Off You
You're just too good to be true.
Can't take my eyes off you.
You'd be like Heaven to touch.
I wanna hold you so much.
At long last love has arrived
And I thank God I'm alive.
You're just too good to be true.
Can't take my eyes off you.
Pardon the way that I stare.
There's nothing else to compare.
The sight of you leaves me weak.
There are no words left to speak,
But if you feel like I feel,
Please let me know that it's real.
You're just too good to be true.
Can't take my eyes off you.
I love you, baby,
And if it's quite alright,
I need you, baby,
To warm a lonely night.
I love you, baby.
Trust in me when I say:
Oh, pretty baby,
Don't bring me down, I pray.
Oh, pretty baby, now that I found you, stay
And let me love you, baby.
Let me love you.
You're just too good to be true.
Can't take my eyes off you.
You'd be like Heaven to touch.
I wanna hold you so much.
At long last love has arrived
And I thank God I'm alive.
You're just too good to be true.
Can't take my eyes off you.
I love you, baby,
And if it's quite alright,
I need you, baby,
To warm a lonely night.
I love you, baby.
Trust in me when I say:
Oh, pretty baby,
Don't bring me down, I pray.
Oh, pretty baby, now that I found you, stay..
And let me love you, baby.
Let me love you.
Ronettes--Be My Baby--Rock and Roll Hall of Fame 2007
The Ronettes perform "Be My Baby" on the occasion of their induction into the Rock and Roll Hall of Fame earlier this year (2007).
As mocinhas, alguns anos depois...
Ronettes - Be My baby
Pessoal, esse vídeo foi um achado... Reparem na coreografia das meninas da plateia na metade do vídeo.
Graça
domingo, 5 de junho de 2011
Mariposa Beija-flor
Reel Pride 2009 Edie Windsor
Para se saber um pouco mais sobre esse casal incrível.
Edith "Edie" Windsor, who shared her life with her late spouse, Thea Spyer, for 44 years, files a lawsuit against the federal government for refusing to recognize their marriage. The lawsuit challenges the constitutionality of the "Defense of Marriage Act" (DOMA), a federal statute that defines marriage for all federal purposes as a legal union between one man and one woman as husband and wife. Windsor and Spyer were married in Canada in 2007, and were considered married by their home state of New York.
Photographs courtesy of Edie Windsor and the creators of the documentary, "Thea and Edie: A Very Long Engagement," distributed by Breaking Glass Pictures
Music by Calder Kusmierski Singer
sábado, 4 de junho de 2011
HD The Beatles - Ed Sullivan Show 1964 BACKSTAGE UNRELEASED FOOTAGE
Nem vou comentar nada...rs Com vcs... THE BEATLES!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Não Gosto dos Meninos - COMPLETO HD
Curta indicado pela Laura Bacellar, lá do U&O e da Editora Malagueta.
domingo, 29 de maio de 2011
Gay Parents Bashed
Primetime from ABC News: Gay Parents Bashed
And I say: Don´t judge! (like Jesus, Paramahansa Yogananda, Krishna and all). Graça
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Presente da minha prima de Salvador...
Para Graça, com carinho,
Cristiane
Falar, calar
"Ando cansada de frases, mas elas
são a arma que me resta, a ferramenta
com que nasci, o recurso que o destino
colocou a meu dispor, mesmo quando
as emoções se cansam"
Hoje eu falo de silêncio. Eu, que amo as palavras, hoje fico nos
espaços brancos e nas entrelinhas. Fico ausente, estou ausente embora
de longe siga pelo milagre da tecnologia tudo o que acontece onde me
lêem neste instante.
Ausente-presente como tantas vezes tantas pessoas.
Nas histórias que relato ou invento, hoje não me interessam tanto as
tramas e os personagens: somos todos sombras que andam de um lado para
outro, aparecem e desaparecem em quartos, corredores, jardins. Caem de
escadas, jogam-se no poço, naufragam como rostos ou ratos.
A mim seduzem palavras e silêncios, e jeitos de olhar. O formato de
uma boca melancólica, ou o baixar de uma pálpebra que esconde o desejo
de morrer ou de matar, ódio ou desamparo, hipocrisia, ah, o olhar
sorrateiro, o estrábico olhar dos mentirosos.
A mim interessam as coisas que normalmente ninguém valoriza. Porque o
real está no escondido. Por isso escrevo: para esconjurar o avesso das
coisas e da vida, de onde nos vem o medo, que impulsiona como a
esperança.
Nas relações amorosas, sou fascinada pela fração de segundo, o lapso
mínimo em que os olhares se desencontram e a palavra que podia ter
sido pronunciada se recolhe por pusilanimidade, egoísmo ou
autocompaixão. E a cumplicidade se rompe e a gente se sente sozinha.
O caminho do desencontro é ladrilhado de silêncios, quando se devia
falar, e de palavras quando o melhor teria sido ficar calado: e a
gente sabia, ah, sim, sabia. Pior: é ladrilhado de gestos que não
foram feitos quando o outro tanto precisava.
E no silêncio o peso da omissão, cumplicidade com o erro, se agiganta.
• • •
Tenho falado muito em minha vida, tenho escrito talvez demais.
Nem sempre acerto o tom, nem sempre encontro as palavras,
eventualmente magôo a quem amo e aliso a quem desejava censurar.
Palavras são animais esquivos, ora belos, ora mortais. Ninguém os
domestica de verdade, ninguém consegue fugir ao seu poder. Mas nem
sempre sabemos o poder que elas têm e concedem.
Povos inteiros são iludidos com palavras grandiosas cujo alicerce era
areia movediça; pessoas, famílias, sofrem pela palavra certa que não
veio quando era esperada, ou chegou e estava vazia de conteúdo.
Ainda acredito que o ser humano não é essencialmente burro nem
perverso, e isso inclui governos e autoridades. Mas perturba-me o que
andam fazendo conosco: não temos poder, estamos ameaçados e
desinformados do que se passava e se passa, nossos ouvidos são curtos
para a vastidão dos bastidores com cenários acumulados, tudo falso,
tudo papelão e tinta e meandros que nem sonhamos.
Ando cansada de frases, mas elas são a arma que me resta, a ferramenta
com que nasci, o recurso que o destino colocou a meu dispor, mesmo
quando as emoções se cansam.
Mas não encontro a palavra certa nem o silêncio adequado para falar,
neste momento, nesta folha de papel, longe que estou dos
acontecimentos da terra que escolho todos os dias para viver.
Valem pensamentos?
Pensamentos valem, cheios do desejo de que a gente não seja
descartável, nossa história não se anule e a covardia não impeça a
verdade: aquela por trás das palavras ocas e dos silêncios
sorrateiros.
Que os pensamentos bons e as idéias saudáveis nos levem a dar em
conjunto um grande grito transformador:
Assim a gente não quer mais!!!!!!!!!!!!!
Lya Luft
Cristiane
Falar, calar
"Ando cansada de frases, mas elas
são a arma que me resta, a ferramenta
com que nasci, o recurso que o destino
colocou a meu dispor, mesmo quando
as emoções se cansam"
Hoje eu falo de silêncio. Eu, que amo as palavras, hoje fico nos
espaços brancos e nas entrelinhas. Fico ausente, estou ausente embora
de longe siga pelo milagre da tecnologia tudo o que acontece onde me
lêem neste instante.
Ausente-presente como tantas vezes tantas pessoas.
Nas histórias que relato ou invento, hoje não me interessam tanto as
tramas e os personagens: somos todos sombras que andam de um lado para
outro, aparecem e desaparecem em quartos, corredores, jardins. Caem de
escadas, jogam-se no poço, naufragam como rostos ou ratos.
A mim seduzem palavras e silêncios, e jeitos de olhar. O formato de
uma boca melancólica, ou o baixar de uma pálpebra que esconde o desejo
de morrer ou de matar, ódio ou desamparo, hipocrisia, ah, o olhar
sorrateiro, o estrábico olhar dos mentirosos.
A mim interessam as coisas que normalmente ninguém valoriza. Porque o
real está no escondido. Por isso escrevo: para esconjurar o avesso das
coisas e da vida, de onde nos vem o medo, que impulsiona como a
esperança.
Nas relações amorosas, sou fascinada pela fração de segundo, o lapso
mínimo em que os olhares se desencontram e a palavra que podia ter
sido pronunciada se recolhe por pusilanimidade, egoísmo ou
autocompaixão. E a cumplicidade se rompe e a gente se sente sozinha.
O caminho do desencontro é ladrilhado de silêncios, quando se devia
falar, e de palavras quando o melhor teria sido ficar calado: e a
gente sabia, ah, sim, sabia. Pior: é ladrilhado de gestos que não
foram feitos quando o outro tanto precisava.
E no silêncio o peso da omissão, cumplicidade com o erro, se agiganta.
• • •
Tenho falado muito em minha vida, tenho escrito talvez demais.
Nem sempre acerto o tom, nem sempre encontro as palavras,
eventualmente magôo a quem amo e aliso a quem desejava censurar.
Palavras são animais esquivos, ora belos, ora mortais. Ninguém os
domestica de verdade, ninguém consegue fugir ao seu poder. Mas nem
sempre sabemos o poder que elas têm e concedem.
Povos inteiros são iludidos com palavras grandiosas cujo alicerce era
areia movediça; pessoas, famílias, sofrem pela palavra certa que não
veio quando era esperada, ou chegou e estava vazia de conteúdo.
Ainda acredito que o ser humano não é essencialmente burro nem
perverso, e isso inclui governos e autoridades. Mas perturba-me o que
andam fazendo conosco: não temos poder, estamos ameaçados e
desinformados do que se passava e se passa, nossos ouvidos são curtos
para a vastidão dos bastidores com cenários acumulados, tudo falso,
tudo papelão e tinta e meandros que nem sonhamos.
Ando cansada de frases, mas elas são a arma que me resta, a ferramenta
com que nasci, o recurso que o destino colocou a meu dispor, mesmo
quando as emoções se cansam.
Mas não encontro a palavra certa nem o silêncio adequado para falar,
neste momento, nesta folha de papel, longe que estou dos
acontecimentos da terra que escolho todos os dias para viver.
Valem pensamentos?
Pensamentos valem, cheios do desejo de que a gente não seja
descartável, nossa história não se anule e a covardia não impeça a
verdade: aquela por trás das palavras ocas e dos silêncios
sorrateiros.
Que os pensamentos bons e as idéias saudáveis nos levem a dar em
conjunto um grande grito transformador:
Assim a gente não quer mais!!!!!!!!!!!!!
Lya Luft
The Fifth Dimension - Aquarius (1969)
O ano é 1969. O filme: Hair. O conjunto: 5Th Dimension - o que alguns chamam dos "Black Mamas & Papas".
Esse foi um presente da minha prima de Salvador, Cris, que adora essa música. O Felipe, meu priminho de quatro anos, também. E eu, nem precisa dizer, né?
A letra pra vcs cantarem junt@s...
Enfim, consigo postar o vídeo acima. Foi uma sugestão da minha prima de Salvador. Ela adora a música, seu priminho (3 anos) Felipe também e eu também.
Abaixo, a letra (inclui também "Let the Sunshine in"). O programa é o do Ed Sullivan, popular nos anos 60 e 70 nos EUA. Foi lá que os Beatles também se apresentaram:
Age Of Aquarius
The Fifth Dimension
When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the downing of the Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius! Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golden living dreams of visions
Mystic crystal revelation
And the mind's true liberation
Aquarius! Aquarius!
When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the downing of the Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius! Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golden living dreams of visions
Mystic crystal revelation
And the mind's true liberation
Aquarius! Aquarius!
--- instrumental and tempo shift ---
Let the sunshine, let the sunshine in, the sunshine in
Let the sunshine, let the sunshine in, the sunshine in
Let the sunshine, let the sunshine in, the sunshine in
--- continue to end with concurrent scat ---
Oh, let it shine, c'mon
Now everybody just sing along
Let the sun shine in
Open up your heart and let it shine on in
When you are lonely, let it shine on
Got to open up your heart and let it shine on in
And when you feel like you've been mistreated
And your friends turn away
Just open your heart, and shine it on in
Chico Buarque - Eu Te Amo (Carioca Ao Vivo)
Presente da minha amiga Vanda, com direito a letra pra vcs cantarem junt@s.
Chico Buarque - Eu Te Amo (Carioca Ao Vivo)
Composição Tom Jobim e Chico Buarque
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.
Campanha contra a homofobia
E os portugueses deram "olé" na gente. Campanha contra a homofobia em Portugal.
Graça
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Ainda em ritmo de Convenção...
Acima, o vídeo de "Don´t worry, be happy", de Bobby McFerrin, citado pelo Br. Santoshananda; abaixo, a letra:
Don't Worry Be Happy
Here's a little song I wrote
You might want to sing it note for note
Don't worry, be happy
In every life we have some trouble
But when you worry you make it double
Don't worry, be happy
Don't worry, be happy now
Oo, ooo...
Don't worry, be happy(4x)
Oo, ooo...
Ain't got no place to lay your head
Somebody came and took your bed
Don't worry, be happy
The land-lord say your rent is late
He may have to litigate
Don't worry, be happy
Look at me, I'm happy
Don't worry........ be happy
let me give you my phone number
when you worry, call me I will make you happy
Don't worry...... be happy
Ain't got no cash, ain't got no style
Ain't got no girl to make you smile
Don't worry, be happy
'Cause when you worry your face will frown
And that will bring everybody down
So don't worry, be happy
Don't worry, be happy now
Oo, ooo...
Don't worry, be happy (4X)
Oo, ooo...
Don't worry, don't worry, don't do it, be happy
Let the smile on your face
Don't bring everybody down like this
Don't worry, people will soon pass
what ever it is
Don't worry, be happy
I am not worried, "I am happy"
--------------------------
Aqui, o poema citado pelo Br. Vijayananda:
Present Tense - Jason Lehman
It was spring, but it was summer I wanted,
The warm days, and the great outdoors.
It was summer, but it was fall I wanted,
The colorful leaves, and the cool, dry air.
It was fall, but it was winter I wanted,
The beautiful snow, and the joy of the holiday season.
It was winter, but it was spring I wanted,
The warmth and the blossoming of nature.
I was a child, but it was adulthood I wanted,
The freedom and respect.
I was 20, but it was 30 I wanted,
To be mature, and sophisticated.
I was middle-aged, but it was 20 I wanted,
The youth and the free spirit.
I was retired, but it was middle-age I wanted,
The presence of mind without limitations.
My life was over, and I never got what I wanted.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Tendo a lua...
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
mas de bailarinos
e de você e eu.
Herbert Bi Barone - Paralamas...
Merecia a visita não de militares,
mas de bailarinos
e de você e eu.
Herbert Bi Barone - Paralamas...
Por unanimidade, STF reconhece união estável gay
Por unanimidade, STF reconhece união estável gay
05 de maio de 2011 • 18h19 • atualizado às 20h36
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5113766-EI306,00-Maioria+do+STF+vota+por+reconhecimento+de+uniao+estavel+gay.html
Direto de Brasília
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu nesta quinta-feira a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Com a decisão dos dez ministros aptos a votar, a Suprema Corte consolida decisão que garante o reconhecimento de direitos civis para homossexuais e abre caminho para a garantia de futuras práticas como o recebimento de herança e pensão e o direito de tornarem-se dependentes em planos de saúde e de previdência.
O Plenário é composto por 11 integrantes, mas o ministro José Antonio Dias Toffoli se declarou impedido de participar do julgamento, uma vez que atuou como advogado-geral da União (AGU) no caso e deu, no passado, parecer sobre o processo.
Nos processos analisados hoje, os magistrados discutiram, entre outros, a abrangência do artigo 226 da Constituição, que prevê que "para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar" e do artigo 1723 do Código Civil, que reconhece como família "a união estável entre o homem e a mulher".
Confira como votou cada um dos ministros:
Carlos Ayres Britto: relator do caso, ele defendeu a garantia de uniões estáveis para casais gays e disse que a preferência sexual de cada indivíduo não pode ser utilizada como argumento para se aplicar leis e direitos diferentes aos cidadãos. Ressaltou o direito à intimidade sexual de cada um, a ampliação do conceito de família para além do par homem-mulher e defendeu uma "concreta liberdade" para os casais homossexuais.
Luiz Fux: Disse que a Constituição Federal permite o reconhecimento de casais gays como entidades familiares e lembrou que é papel do Poder Judiciário "suprir lacunas" caso o Congresso Nacional, responsável por criar leis, não tenha garantido legalmente direitos civis aos homossexuais. "Há uma liberdade sexual consagrada como cláusula pétrea", disse.
Cármen Lúcia: Baseou sua defesa ao reconhecimento de direitos civis a casais gays no cumprimento do direito à liberdade, cláusula pétrea da Constituição. Condenou "atos de covardia e violência" contra minorias, como os impostos aos casais homossexuais, e observou que o Direito constitucional discutido no Supremo tem também por objetivo combater "todas as formas de preconceito".
Ricardo Lewandowski: Afirmou que as uniões homoafetivas devem ser reconhecidas pelo Direito, "pois dos fatos nasce o direito". Fez a ressalva de que a Constituição faz referência apenas a uniões estáveis entre homens e mulheres, mas observou que isso não significa que "a união homoafetiva não possa ser identificada como entidade familiar apta a receber proteção estatal".
Joaquim Barbosa: Admitiu que o Direito não foi capaz de acompanhar as mudanças e criações de novos perfis familiares e, ao defender o reconhecimento de direitos civis a parceiros homossexuais, disse que não há na Constituição "qualquer alusão ou proibição ao reconhecimento jurídico das uniões homoafetivas". "Todos, sem exceção, tem direito a uma igual consideração", resumiu.
Gilmar Mendes: Também favorável ao reconhecimento de uniões estáveis para parceiros gays, disse que a decisão garante um "modelo mínimo de proteção institucional como instrumento para evitar uma caracterização continuada de crime, de discriminação". Evitou afirmar em que proporção a decisão da maioria afetaria na prática os direitos dos casais gay e observou que a proteção aos homossexuais poderia ser feita por meio de leis no Congresso Nacional, mas que teve de ser levada a cabo pelo STF porque o Poder Legislativo não agiu.
Ellen Gracie: A ministra, ao seguir o voto de Ayres Britto, ressaltou que reconhecimento de direitos aos casais homossexuais coloca o Brasil entre países mais avançados do mundo. "Uma sociedade decente é uma sociedade que não humilha seus integrantes", disse.
Marco Aurélio Mello: Lembrou que anualmente cerca de 100 homossexuais são assassinados no Brasil por conta de sua orientação sexual e disse que o reconhecimento de direitos civis a parceiros do mesmo sexo fortaleceria o Estado democrático de Direito. "O Brasil está vencendo a guerra desumana contra o preconceito, o que significa fortalecer o Estado democrático de Direito. O livre arbítrio também é um valor moral relevante", declarou.
Celso de Mello: Decano do STF, Mello buscou separar a religião de direitos que devem ser garantidos pelo Estado e opinou que nenhum cidadão pode ser privado de seus direitos por ser homossexual, sob pena de estar inserido em um regime de leis "arbitrárias e autoritárias". "Ninguém, absolutamente ninguém pode ser privado de seus direitos nem sofrer quaisquer restrições de ordem jurídica por motivo de sua orientação sexual. Isso significa que também os homossexuais têm o direito de receber a igual proteção das leis e do sistema político-jurídico instituído pela Constituição Federal, mostrando-se arbitrário e autoritário qualquer estatuto que puna, discrimine (...) e que desiguale as pessoas em razão de sua orientação sexual", disse.
05 de maio de 2011 • 18h19 • atualizado às 20h36
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5113766-EI306,00-Maioria+do+STF+vota+por+reconhecimento+de+uniao+estavel+gay.html
Direto de Brasília
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu nesta quinta-feira a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Com a decisão dos dez ministros aptos a votar, a Suprema Corte consolida decisão que garante o reconhecimento de direitos civis para homossexuais e abre caminho para a garantia de futuras práticas como o recebimento de herança e pensão e o direito de tornarem-se dependentes em planos de saúde e de previdência.
O Plenário é composto por 11 integrantes, mas o ministro José Antonio Dias Toffoli se declarou impedido de participar do julgamento, uma vez que atuou como advogado-geral da União (AGU) no caso e deu, no passado, parecer sobre o processo.
Nos processos analisados hoje, os magistrados discutiram, entre outros, a abrangência do artigo 226 da Constituição, que prevê que "para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar" e do artigo 1723 do Código Civil, que reconhece como família "a união estável entre o homem e a mulher".
Confira como votou cada um dos ministros:
Carlos Ayres Britto: relator do caso, ele defendeu a garantia de uniões estáveis para casais gays e disse que a preferência sexual de cada indivíduo não pode ser utilizada como argumento para se aplicar leis e direitos diferentes aos cidadãos. Ressaltou o direito à intimidade sexual de cada um, a ampliação do conceito de família para além do par homem-mulher e defendeu uma "concreta liberdade" para os casais homossexuais.
Luiz Fux: Disse que a Constituição Federal permite o reconhecimento de casais gays como entidades familiares e lembrou que é papel do Poder Judiciário "suprir lacunas" caso o Congresso Nacional, responsável por criar leis, não tenha garantido legalmente direitos civis aos homossexuais. "Há uma liberdade sexual consagrada como cláusula pétrea", disse.
Cármen Lúcia: Baseou sua defesa ao reconhecimento de direitos civis a casais gays no cumprimento do direito à liberdade, cláusula pétrea da Constituição. Condenou "atos de covardia e violência" contra minorias, como os impostos aos casais homossexuais, e observou que o Direito constitucional discutido no Supremo tem também por objetivo combater "todas as formas de preconceito".
Ricardo Lewandowski: Afirmou que as uniões homoafetivas devem ser reconhecidas pelo Direito, "pois dos fatos nasce o direito". Fez a ressalva de que a Constituição faz referência apenas a uniões estáveis entre homens e mulheres, mas observou que isso não significa que "a união homoafetiva não possa ser identificada como entidade familiar apta a receber proteção estatal".
Joaquim Barbosa: Admitiu que o Direito não foi capaz de acompanhar as mudanças e criações de novos perfis familiares e, ao defender o reconhecimento de direitos civis a parceiros homossexuais, disse que não há na Constituição "qualquer alusão ou proibição ao reconhecimento jurídico das uniões homoafetivas". "Todos, sem exceção, tem direito a uma igual consideração", resumiu.
Gilmar Mendes: Também favorável ao reconhecimento de uniões estáveis para parceiros gays, disse que a decisão garante um "modelo mínimo de proteção institucional como instrumento para evitar uma caracterização continuada de crime, de discriminação". Evitou afirmar em que proporção a decisão da maioria afetaria na prática os direitos dos casais gay e observou que a proteção aos homossexuais poderia ser feita por meio de leis no Congresso Nacional, mas que teve de ser levada a cabo pelo STF porque o Poder Legislativo não agiu.
Ellen Gracie: A ministra, ao seguir o voto de Ayres Britto, ressaltou que reconhecimento de direitos aos casais homossexuais coloca o Brasil entre países mais avançados do mundo. "Uma sociedade decente é uma sociedade que não humilha seus integrantes", disse.
Marco Aurélio Mello: Lembrou que anualmente cerca de 100 homossexuais são assassinados no Brasil por conta de sua orientação sexual e disse que o reconhecimento de direitos civis a parceiros do mesmo sexo fortaleceria o Estado democrático de Direito. "O Brasil está vencendo a guerra desumana contra o preconceito, o que significa fortalecer o Estado democrático de Direito. O livre arbítrio também é um valor moral relevante", declarou.
Celso de Mello: Decano do STF, Mello buscou separar a religião de direitos que devem ser garantidos pelo Estado e opinou que nenhum cidadão pode ser privado de seus direitos por ser homossexual, sob pena de estar inserido em um regime de leis "arbitrárias e autoritárias". "Ninguém, absolutamente ninguém pode ser privado de seus direitos nem sofrer quaisquer restrições de ordem jurídica por motivo de sua orientação sexual. Isso significa que também os homossexuais têm o direito de receber a igual proteção das leis e do sistema político-jurídico instituído pela Constituição Federal, mostrando-se arbitrário e autoritário qualquer estatuto que puna, discrimine (...) e que desiguale as pessoas em razão de sua orientação sexual", disse.
sábado, 30 de abril de 2011
Steely Dan - Do It Again (sound from original studio version)
Jovem também tem saudade... Versão de 1973, com letra no vídeo.
Steely Dan - Hey nineteen
Jovem também tem saudade... Mas, a versão do Steely Dan alguns anos depois.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
FANATISMO - Raimundo Fagner
Já estava a tempos para colocar essa cá no blog, mas hoje, quando vi a citação da minha amiga Betha, não pensei duas vezes.
O melhor vídeo foi esse que encontrei, com direito a balett e a música servindo de trilha sonora.
Mas, para quem não sabe a letra, aqui vai o poema da Florbela Espanca
Fanatismo
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”
Florbela Espanca - Livro de Soror Saudade
Mia Doi Todd - Summer Love | Oliver Peel Session #21
Não conheço essa cantora - Mia Doi Todd, sequer sei de onde vem ou para onde vai. Mas, gostei da música que ouvi. Se alguém tiver notícias sobre ela, me avise.
G
domingo, 17 de abril de 2011
Maria Rita - Minha Alma
Essa é uma homenagem a uma pessoa especial e a mim mesma...rs
Maria Rita cantando "Minha Alma", do Marcelo Yuka (também cantada pelo O Rappa, antigo conjunto do Yuka).
Aqui abaixo, a letra:
MINHA ALMA
A minha alma tá armada e apontada
Para cara do sossego!
(Sêgo! Sêgo! Sêgo! Sêgo!)
Pois paz sem voz, paz sem voz
Não é paz, é medo!
(Medo! Medo! Medo! Medo!)
As vezes eu falo com a vida,
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz que eu não quero conservar,
Prá tentar ser feliz?"
As grades do condomínio
São prá trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa prisão
Me abrace e me dê um beijo,
Faça um filho comigo!
Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo, domingo!
Procurando novas drogas de aluguel
Neste vídeo coagido...
É pela paz que eu não quero seguir admitindo
É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir admitindo
terça-feira, 12 de abril de 2011
'It Gets Better' (Love Pixar) Legendado em Português
Presente de Páscoa!!!!
(dado pela Edenice, lá do Umas & Outras).
domingo, 10 de abril de 2011
THE RUNAWAY BUNNY
THE RUNAWAY BUNNY
by Margaret Wise Brown
Pictures by Clement Hurd
Once there was a little bunny who wanted to run away.
So he said to his mother, “I am running away.”
“If you run away,” said his mother, “I will run after you.
For you are my little bunny.”
"If you run after me,” said the little bunny,
“I will become a fish in a trout stream
and I will swim away from you.”
"If you become a fish in a trout stream,” said his mother,
“I will become a fisherman and I will fish for you.”
"If you become a fisherman,”
said the little bunny,
“I will become a rock on the
mountain, high above you.”
"If you become a rock on the mountain
high above me,” said his mother,
“I will be a mountain climber,
and I will climb to where you are.”
"If you become a mountain climber,”
said the little bunny,
“I will be a crocus in a hidden garden.”
"If you become a crocus in a hidden garden,”
said his mother,
“I will be a gardener.
And I will find you.”
“If you are a gardener and find me,”
said the little bunny,
“I will be a bird and fly away from you.”
“If you become a bird and fly away from me,”
said his mother, “I will be a tree that you come home to.”
"If you become a tree,”
said the little bunny,
“I will become a little sailboat,
and I will sail away from you.”
“If you become a sailboat and sail away from me,”
said his mother, “I will become the wind
and blow you where I want you to go.”
“If you become the wind and blow me,”
said the little bunny, ‘I will join a circus
and fly away on a flying trapeze.”
"If you go flying on a flying trapeze,”
said his mother,
“I will be a tightrope walker,
and I will walk across the air to you.”
“If you become a tightrope walker
and walk across the air,” said the bunny,
“I will become a little boy and run into a house.”
“If you become a little boy
and run into a house,” said the mother bunny,
“I will become your mother and catch you in my
arms and hug you.”
“Shucks” said the bunny, “I might just as well
stay where I am and be your little bunny.”
And so he did.
“Have a carrot,”
said the mother bunny.
PS.: Pra vc, neste outono de abril/2011
by Margaret Wise Brown
Pictures by Clement Hurd
Once there was a little bunny who wanted to run away.
So he said to his mother, “I am running away.”
“If you run away,” said his mother, “I will run after you.
For you are my little bunny.”
"If you run after me,” said the little bunny,
“I will become a fish in a trout stream
and I will swim away from you.”
"If you become a fish in a trout stream,” said his mother,
“I will become a fisherman and I will fish for you.”
"If you become a fisherman,”
said the little bunny,
“I will become a rock on the
mountain, high above you.”
"If you become a rock on the mountain
high above me,” said his mother,
“I will be a mountain climber,
and I will climb to where you are.”
"If you become a mountain climber,”
said the little bunny,
“I will be a crocus in a hidden garden.”
"If you become a crocus in a hidden garden,”
said his mother,
“I will be a gardener.
And I will find you.”
“If you are a gardener and find me,”
said the little bunny,
“I will be a bird and fly away from you.”
“If you become a bird and fly away from me,”
said his mother, “I will be a tree that you come home to.”
"If you become a tree,”
said the little bunny,
“I will become a little sailboat,
and I will sail away from you.”
“If you become a sailboat and sail away from me,”
said his mother, “I will become the wind
and blow you where I want you to go.”
“If you become the wind and blow me,”
said the little bunny, ‘I will join a circus
and fly away on a flying trapeze.”
"If you go flying on a flying trapeze,”
said his mother,
“I will be a tightrope walker,
and I will walk across the air to you.”
“If you become a tightrope walker
and walk across the air,” said the bunny,
“I will become a little boy and run into a house.”
“If you become a little boy
and run into a house,” said the mother bunny,
“I will become your mother and catch you in my
arms and hug you.”
“Shucks” said the bunny, “I might just as well
stay where I am and be your little bunny.”
And so he did.
“Have a carrot,”
said the mother bunny.
PS.: Pra vc, neste outono de abril/2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Saramago para brindar o dia
Pessoal,
Aqui uma contribuição da Vanda, minha amiga jornalista de SP.
Um beijo,
Graça
José Saramago
Prêmio Nobel de Literatura de 1998
“La vida no te está esperando en ninguna parte, te está sucediendo. No se encuentra en el futuro como una meta que has de alcanzar, está aquí y ahora, en este mismo momento, en tu respirar, en la circulación de tu sangre, en el latir de tu corazón. Cualquier cosa que seas es tu vida y si te pones a buscar significados en otra parte, te la perderás.”
Mañana es la única utopía
Frecuentemente me preguntan que cuántos años tengo...
¡Qué importa eso!.
Tengo la edad que quiero y siento.
La edad en que puedo gritar sin miedo lo que pienso.
Hacer lo que deseo, sin miedo al fracaso, o lo desconocido.
Tengo la experiencia de los años vividos y la fuerza de la
convicción de mis deseos.
¡Qué importa cuántos años tengo!.
No quiero pensar en ello.
Unos dicen que ya soy viejo y otros que estoy en el apogeo.
Pero no es la edad que tengo, ni lo que la gente dice, sino lo que mi corazón siente y mi cerebro dicte.
Tengo los años necesarios para gritar lo que pienso, para hacer lo que quiero, para reconocer yerros viejos, rectificar caminos y atesorar éxitos.
Ahora no tienen por qué decir: Eres muy joven, no lo lograrás.
Tengo la edad en que las cosas se miran con más calma, pero con el interés de seguir creciendo.
Tengo los años en que los sueños se empiezan a acariciar con los dedos, y las ilusiones se convierten en esperanza.
Tengo los años en que el amor, a veces es una loca llamarada, ansiosa de consumirse en el fuego de una pasión deseada.
Y otras en un remanso de paz, como el atardecer en la playa.
¿Qué cuántos años tengo? No necesito con un número marcar, pues mis anhelos alcanzados, mis triunfos obtenidos, las lágrimas que por el camino derramé al ver mis ilusiones rotas... valen mucho más que eso..
¡Qué importa si cumplo veinte, cuarenta, o sesenta!.
Lo que importa es la edad que siento.
Tengo los años que necesito para vivir libre y sin miedos..
Para seguir sin temor por el sendero, pues llevo conmigo la experiencia adquirida y la fuerza de mis anhelos.
¿Qué cuantos años tengo? ¡Eso a quién le importa!.
Tengo los años necesarios para perder el miedo y hacer lo que quiero y siento.
Aqui uma contribuição da Vanda, minha amiga jornalista de SP.
Um beijo,
Graça
José Saramago
Prêmio Nobel de Literatura de 1998
“La vida no te está esperando en ninguna parte, te está sucediendo. No se encuentra en el futuro como una meta que has de alcanzar, está aquí y ahora, en este mismo momento, en tu respirar, en la circulación de tu sangre, en el latir de tu corazón. Cualquier cosa que seas es tu vida y si te pones a buscar significados en otra parte, te la perderás.”
Mañana es la única utopía
Frecuentemente me preguntan que cuántos años tengo...
¡Qué importa eso!.
Tengo la edad que quiero y siento.
La edad en que puedo gritar sin miedo lo que pienso.
Hacer lo que deseo, sin miedo al fracaso, o lo desconocido.
Tengo la experiencia de los años vividos y la fuerza de la
convicción de mis deseos.
¡Qué importa cuántos años tengo!.
No quiero pensar en ello.
Unos dicen que ya soy viejo y otros que estoy en el apogeo.
Pero no es la edad que tengo, ni lo que la gente dice, sino lo que mi corazón siente y mi cerebro dicte.
Tengo los años necesarios para gritar lo que pienso, para hacer lo que quiero, para reconocer yerros viejos, rectificar caminos y atesorar éxitos.
Ahora no tienen por qué decir: Eres muy joven, no lo lograrás.
Tengo la edad en que las cosas se miran con más calma, pero con el interés de seguir creciendo.
Tengo los años en que los sueños se empiezan a acariciar con los dedos, y las ilusiones se convierten en esperanza.
Tengo los años en que el amor, a veces es una loca llamarada, ansiosa de consumirse en el fuego de una pasión deseada.
Y otras en un remanso de paz, como el atardecer en la playa.
¿Qué cuántos años tengo? No necesito con un número marcar, pues mis anhelos alcanzados, mis triunfos obtenidos, las lágrimas que por el camino derramé al ver mis ilusiones rotas... valen mucho más que eso..
¡Qué importa si cumplo veinte, cuarenta, o sesenta!.
Lo que importa es la edad que siento.
Tengo los años que necesito para vivir libre y sin miedos..
Para seguir sin temor por el sendero, pues llevo conmigo la experiencia adquirida y la fuerza de mis anhelos.
¿Qué cuantos años tengo? ¡Eso a quién le importa!.
Tengo los años necesarios para perder el miedo y hacer lo que quiero y siento.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Cauby Peixoto - 80 anos
Pessoal, podem rir à vontade! Sim, o Cauby é o Cauby e eu gosto dele. Aliás, sou fã de carteirinha de "Conceição"... Tenho até um disco de 78 rotações dele.
Bem, hoje (10/02), ele comemora 80 anos e nada mais fashion do que colocá-lo aqui no meu blog.
Vcs sabiam que o Cauby é o único cantor brasileiro que canta em diversos idiomas (pelo menos os mais badalados: inglês, espanhol, francês, alemão e até japonês)? hehehehe - cultura caubyniana...
Aqui, uma entrevista concedida à Revista Época, com direito a viagem ao mundo brega, com plumas, paetês, muita purpurina...rs
Um beijo,
Graça
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Don McLean- American Pie (with Lyrics)
AMERICAN PIE
Don McLean
Abaixo, duas explicações sobre a letra da música, que eu acho tão linda quanto "Vincent".
On February 3, 1959, a small-plane crash near Clear Lake, Iowa, killed three American rock and roll musicians: Buddy Holly, Ritchie Valens, and J. P. "The Big Bopper" Richardson, as well as the pilot, Roger Peterson.[1] The day was later called The Day the Music Died by Don McLean, in his song "American Pie"
jcornell5
Also the jester in verse three is Bob Dylan, as he toured in a coat he borrowed from James Dean. When the King (Elvis) was looking down (was drafted into the army) the jester (Bob Dylan) stole his thorny crown (became famous). When Elvis came back, he couldn't make any hits.
DrippProductions
Don Mclean - And I Love You So
AND I LOVE YOU SO
Don McLean
And I love you so.
The people ask me how,
How I’ve lived till now.
I tell them I don’t know.
I guess they understand
How lonely life has been.
But life began again
The day you took my hand.
And, yes, I know how lonely life can be.
The shadows follow me, and the night won’t set me free.
But I don’t let the evening get me down
Now that you’re around me.
And you love me, too.
Your thoughts are just for me;
You set my spirit free.
I’m happy that you do.
The book of life is brief
And once a page is read,
All but love is dead.
That is my belief.
And, yes, I know how loveless life can be.
The shadows follow me, and the night won’t set me free.
But I don’t let the evening bring me down
Now that you’re around me.
And I love you so.
The people ask me how,
How I’ve lived till now.
I tell them, "i don’t know."
"Castles in the Air" Don McLean
CASTLES IN THE AIR
Don McLean
And if she asks you why, you can tell her that I told you
That I’m tired of castles in the air.
I’ve got a dream I want the world to share
And castle walls just lead me to despair.
Hills of forest green where the mountains touch the sky,
A dream come true, I’ll live there till I die.
I’m asking you to say my last goodbye.
The love we knew ain’t worth another try.
Save me from all the trouble and the pain.
I know I’m weak, but I can’t face that girl again.
Tell her the reasons why I can’t remain,
Perhaps she’ll understand if you tell it to her plain.
But how can words express the feel of sunlight in the morning,
In the hills, away from city strife.
I need a country woman for my wife;
I’m city born, but I love the country life.
For I cannot be part of the cocktail generation:
Partners waltz, devoid of all romance.
The music plays and everyone must dance.
I’m bowing out. I need a second chance.
Save me from all the trouble and the pain.
I know I’m weak, but I can’t face that girl again.
Tell her the reasons why I can’t remain,
Perhaps she’ll understand if you tell it to her plain.
And if she asks you why, you can tell her that I told you
That I’m tired of castles in the air.
I’ve got a dream I want the world to share
And castle walls just lead me to despair.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Etiquetas psiquiátricas de trastornos inventados
Esse vídeo, enviado pela Susana, lavou a minha alma!
Graça
sábado, 29 de janeiro de 2011
Gentileza, o segredo da felicidade
Gentileza, o segredo da felicidade
Atitudes de carinho, respeito e atenção trazem mais benefícios do que você imagina. Doçura e gentileza, além de ajudar aos outros, nos deixa mais felizes e também nos ajuda a viver mais.
Por Claire Buckis
Muito do que torna a vida mais difícil – uma batidinha no carro, uma porta que alguém não segurou quando você passou – se deve à falta de consideração. Imagine só como seria o mundo se todos fossem um pouquinho mais gentis. Ao tentarmos entrar numa rua movimentada, por exemplo, alguém nos cede a passagem. No supermercado, você deixa alguém apressado entrar na sua frente na fila do caixa. No metrô lotado, você se levanta para dar lugar a quem parece cansado.
Uma nova teoria, chamada “sobrevivência do mais gentil”, diz que foi graças à gentileza que a espécie humana prosperou. O professor Sam Bowles, do Instituto Santa Fé, nos Estados Unidos, analisou sociedades antigas e verificou que a gentileza era componente fundamental da sobrevivência das comunidades. “Grupos com muitos altruístas tendem a sobreviver”, diz ele. “Os altruístas cooperam e contribuem para o bem-estar dos outros integrantes da comunidade.”
Isto quer dizer que temos em nós a capacidade de ajudar os outros, principalmente os que nos são próximos, a fim de garantir nossa sobrevivência.
Sobre gentileza: a doçura traz felicidade
A pesquisa demonstra que a gentileza também pode nos deixar mais felizes. A professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, pediu aos participantes de um estudo que praticassem ações gentis durante dez semanas. Ela verificou que a felicidade aumentou no período do estudo, embora houvesse um senão: quem teve atitudes de gentileza variadas – segurar a porta aberta para um estranho passar, lavar a louça do colega de quarto – registrou nível bem mais alto de felicidade, mesmo um mês depois do fim do estudo, do que quem repetiu o mesmo ato várias vezes.
Não faz diferença em termos de felicidade se ajudamos um ente querido ou um estranho, mas o resultado pode ser diferente. “O ato pequeno e anônimo faz com que a gente se sinta uma pessoa muito boa”, diz a professora Lyubomirsky. “Mas um grande ato de gentileza feito a alguém que conhecemos pode ter consequências sociais: podemos fazer um novo amigo ou receber agradecimentos generosos.”
Assim, pagar um café para um estranho pode levantar o astral por algum tempo, mas auxiliar um vizinho idoso a fazer compras talvez ajude a melhorar de fato um relacionamento.
Para ter saúde: altruísmo
A gentileza nos faz bem de outras maneiras. O professor Stephen Post, autor de Why Good Things Happen to Good People (Por que coisas boas acontecem a pessoas boas), examinou os indícios de que ser gentil faz bem à saúde. Um estudo com 2.016 frequentadores de igrejas verificou que os que ajudavam os outros regularmente tinham mais saúde mental e menos depressão. Outros estudos constataram que as pessoas solidárias têm menos probabilidade de sofrer de doenças crônicas, e seu sistema imunológico tende a ser melhor. “Existe uma relação direta entre bem-estar, felicidade e saúde nas pessoas gentis”, diz Post.
A gentileza talvez ajude a regular as emoções, o que causa impacto positivo sobre a saúde. Se nosso instinto biológico automático do tipo “lutar ou correr” ficar ativo demais por causa do estresse, o sistema cardiovascular é afetado e a imunidade do corpo enfraquece. “É difícil ficar zangado, ressentido ou amedrontado quando se demonstra amor altruísta pelos outros”, afirma Post.
O mundo está preparado para pessoas gentis?
A gentileza pode ser uma virtude, mas isso não quer dizer que seja fácil. Diego Villaveces decidiu realizar atos aleatórios de gentileza para com estranhos, inspirado por alguém que “teve uma vida dificílima mas, apesar disso, conseguiu manter a generosidade para com os outros”.
Villaveces deu entradas de cinema, vales-refeição e livros a estranhos nas ruas, mas provocou algumas reações esquisitas.
“Algumas pessoas se mostraram muito perplexas”, diz ele. “Muita gente fica sem graça ao receber presentes de estranhos. Algumas chegaram a devolvê-lo, dizendo que não queriam minha generosidade. Tive de aprender a aceitar e respeitar isso.”
Villaveces, 38 anos, que trabalha com marketing e mora em Sydney, na Austrália, com a mulher e os filhos, a cada ato gentil aleatório dá também um cartão, que pede ao destinatário para fazer uma boa ação para outra pessoa.
“Decidi que queria fazer algo mais pela humanidade”, afirma. “A gentileza pode criar uma onda significativa de mudanças à nossa volta.”
Ele criou um site para acompanhar o progresso dos cartões, mas admite que, até agora, a resposta tem sido modesta.
“Pensei que seria mais fácil levar os outros a participar, mas isso também faz parte do desafio, e eu o aceito.”
É justo dizer que, como descobriu Villaveces, há um certo nível de cinismo diante da gentileza. O rótulo de “bom samaritano” nem sempre é um elogio. Todos gostamos da ideia de sermos gentis, mas ao mesmo tempo os gentis não acabam sendo sempre os últimos? Agir pela bondade do coração vai diretamente contra a teoria da evolução pela “sobrevivência do mais apto”, segundo a qual os seres humanos são levados a competir pela vida de modo bastante egoísta.
Em 1968, os pesquisadores Bibb Latané e John Darley descobriram um fenômeno conhecido como “efeito do espectador”: quando alguém precisa de ajuda num lugar público, a probabilidade de ser ajudado é menor quanto mais gente houver em volta. Os pesquisadores acreditam que o efeito surge porque todo mundo imita o comportamento da maioria e pressupõe que algum outro assumirá a responsabilidade. Nas cidades grandes, as pessoas também não se sentem seguras para interagir com estranhos.
Gentileza X Egoísmo
Mas nada do que foi dito aqui explica por que somos gentis quando queremos ser. Rebecca Egan, 34 anos, fez um dos maiores sacrifícios possíveis por alguém que amava: doou um rim ao pai, de 57 anos. “Foi uma das decisões mais fáceis que já tive de tomar”, revela. Foi um profundo ato de gentileza, mas que ela sente que só faria por um ente querido.
“Não sei por que, mas acho que não doaria um rim a qualquer pessoa; provavelmente só pensaria em fazer isso por um parente”, admite. “Ao mesmo tempo, doar o rim ao meu pai ajudou outras pessoas, porque papai saiu da lista de espera de doadores e alguém pôde ocupar o seu lugar.”
O pai de Rebecca talvez possa agradecer à genética pela gentileza da filha. Um estudo de 2005 da Universidade Hebraica, em Israel, descobriu um vínculo entre a bondade e o gene que libera a dopamina, neurotransmissor que proporciona bem-estar. A pesquisa de Alan Luks, publicada em 1991 no livro The Healing Power of Doing Good (O poder curativo de fazer o bem), verificou que as pessoas que tinham atitudes gentis descreviam ter uma sensação física. Muitos disseram sentir-se mais cheios de energia, mais calorosos, mais calmos e com mais amor-próprio, fenômeno que ele chama de “a onda de ajudar”.
Alguns cientistas dizem que, como só somos altruístas pelo bem do grupo e para sentir a descarga de dopamina, isso significa que, na verdade, a gentileza é egoísta. “Talvez, em algum nível, a maioria dos casos de altruísmo seja em proveito próprio”, diz Bill Von Hipple, professor de Psicologia da Universidade de Queensland.
“Que importância tem se a gentileza é egoísta?”, pergunta a escritora Catherine Ryan Hyde. Seu livro Pay It Forward (Pague depois) conta a história de um garoto angustiado que decide começar a pagar todas as boas ações que recebe praticando três boas ações a outras pessoas. O livro se transformou em filme (no Brasil, o filme chama-se Corrente do Bem) e provocou um movimento de gente dedicada ao bem na vida real. A iniciativa ilustra como a gentileza pode ser verdadeiramente altruísta: estranhos ajudam estranhos sem expectativa de ganho pessoal.
Ryan Hyde diz que não importa o que motiva as pessoas a doar; o que importa é que decidiram doar. “Se tanto quem ajuda quanto quem é ajudado se sente bem, parece-me um exemplo em que todos saem ganhando. Não há jeito errado de fazer uma gentileza.”
A recompensa não pode ser dinheiro
A gentileza tem outra semelhança com a felicidade: não pode ser comprada.
Segundo o professor Sam Bowles, os economistas costumam cometer o erro de achar que todos são inerentemente egoístas e que só fazem algo bom em troca de recompensa financeira ou para evitar multas. Mas o relatório de Bowles publicado em 2008 na revista Science mostra o contrário.
A pesquisa acompanhou seis creches que começaram a cobrar multa dos pais que se atrasavam para buscar os filhos. Depois das multas, a incidência de atraso dos pais duplicou. Um estudo semelhante também verificou que a probabilidade de mulheres doarem sangue é menor se forem pagas. Bowles acredita que ficamos ressentidos com a ideia de que nossos princípios possam ser comprados: preferimos fazer boas ações de graça. “Ser gentil nos dá prazer”, diz.
Ser gentil ou individualista é opção de cada um.
Um dos sinônimos de bondade é humanidade. Em essência, a bondade e a gentileza são o reconhecimento do fato de que todos somos humanos, o reconhecimento de que estamos juntos.
“Muito do que faz a vida valer a pena depende de que pelo menos alguns de nós sejamos altruístas de vez em quando”, diz Bowles. “Não podemos enfrentar problemas como a mudança climática global, a disseminação de doenças e a violência mundial apelando apenas para o individualismo.”
A boa notícia é que é fácil aprender a ser gentil. “Basta praticar mais atos de gentileza do que estamos acostumados, e de forma regular; por exemplo: cinco atos de gentileza toda segunda-feira”, diz Sonja Lyubomirsky.
A gentileza, portanto, é apenas uma questão de opção: é uma atitude que adotamos e que pode fazer diferença, ainda que pequena, na vida dos outros.
Diego Villaveces acredita que a gentileza tem de começar por dentro.
“Às vezes afastamos os outros de nós para nos sentirmos mais seguros, mas isso também nos isola do restante do mundo”, diz ele. “Todas as grandes religiões têm o amor como princípio universal. A gentileza leva o amor a um nível mais terno e acessível, com o qual a maioria se sente à vontade. Fazer o bem aos outros é reconhecer que todos à nossa volta são iguais a nós.”
Como ser gentil e altruísta
(Dicas do Diego Villaveces)
• Compre um saquinho de amendoim ou alguns bombons no supermercado e os dê a um morador de rua.
• Visite um asilo de idosos e passe uma hora jogando cartas com alguém que não recebe muitas visitas.
• Carregue a mala pesada de alguém que parece estar se esforçando muito para arrastá-la.
• Compre raspadinhas e distribua-as de graça e inesperadamente.
• No metrô ou no ônibus, ofereça seu lugar a outra pessoa, mesmo que seja alguém mais jovem ou em melhores condições físicas que você.
• Prepare um jantar para um amigo que está passando por dificuldades.
Crianças e gentileza
As crianças pequenas demonstram tendência para a gentileza antes mesmo de desenvolver a linguagem, de acordo com um estudo de 2006 publicado na revista Science. As crianças de 2 anos pegam objetos que os adultos deixam cair no chão para devolvê-los, mas só se a criança achar que o objeto não foi jogado de propósito.
Você pode ensinar seus filhos a serem gentis começando com o básico da educação:
Lembre-os de dizer “por favor” e “obrigado”, e dê o exemplo.
Aumente o sentimento de empatia encorajando-os a entender como os outros se sentem.
Recompense a gentileza. Quando vir seu filho ajudando alguém, elogie-o.
Fonte: Seleções Reader´s Digest Brasil
http://www.selecoes.com.br/mundo-melhor/gentileza-o-segredo-da-felicidade_3152.htm
Atitudes de carinho, respeito e atenção trazem mais benefícios do que você imagina. Doçura e gentileza, além de ajudar aos outros, nos deixa mais felizes e também nos ajuda a viver mais.
Por Claire Buckis
Muito do que torna a vida mais difícil – uma batidinha no carro, uma porta que alguém não segurou quando você passou – se deve à falta de consideração. Imagine só como seria o mundo se todos fossem um pouquinho mais gentis. Ao tentarmos entrar numa rua movimentada, por exemplo, alguém nos cede a passagem. No supermercado, você deixa alguém apressado entrar na sua frente na fila do caixa. No metrô lotado, você se levanta para dar lugar a quem parece cansado.
Uma nova teoria, chamada “sobrevivência do mais gentil”, diz que foi graças à gentileza que a espécie humana prosperou. O professor Sam Bowles, do Instituto Santa Fé, nos Estados Unidos, analisou sociedades antigas e verificou que a gentileza era componente fundamental da sobrevivência das comunidades. “Grupos com muitos altruístas tendem a sobreviver”, diz ele. “Os altruístas cooperam e contribuem para o bem-estar dos outros integrantes da comunidade.”
Isto quer dizer que temos em nós a capacidade de ajudar os outros, principalmente os que nos são próximos, a fim de garantir nossa sobrevivência.
Sobre gentileza: a doçura traz felicidade
A pesquisa demonstra que a gentileza também pode nos deixar mais felizes. A professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, pediu aos participantes de um estudo que praticassem ações gentis durante dez semanas. Ela verificou que a felicidade aumentou no período do estudo, embora houvesse um senão: quem teve atitudes de gentileza variadas – segurar a porta aberta para um estranho passar, lavar a louça do colega de quarto – registrou nível bem mais alto de felicidade, mesmo um mês depois do fim do estudo, do que quem repetiu o mesmo ato várias vezes.
Não faz diferença em termos de felicidade se ajudamos um ente querido ou um estranho, mas o resultado pode ser diferente. “O ato pequeno e anônimo faz com que a gente se sinta uma pessoa muito boa”, diz a professora Lyubomirsky. “Mas um grande ato de gentileza feito a alguém que conhecemos pode ter consequências sociais: podemos fazer um novo amigo ou receber agradecimentos generosos.”
Assim, pagar um café para um estranho pode levantar o astral por algum tempo, mas auxiliar um vizinho idoso a fazer compras talvez ajude a melhorar de fato um relacionamento.
Para ter saúde: altruísmo
A gentileza nos faz bem de outras maneiras. O professor Stephen Post, autor de Why Good Things Happen to Good People (Por que coisas boas acontecem a pessoas boas), examinou os indícios de que ser gentil faz bem à saúde. Um estudo com 2.016 frequentadores de igrejas verificou que os que ajudavam os outros regularmente tinham mais saúde mental e menos depressão. Outros estudos constataram que as pessoas solidárias têm menos probabilidade de sofrer de doenças crônicas, e seu sistema imunológico tende a ser melhor. “Existe uma relação direta entre bem-estar, felicidade e saúde nas pessoas gentis”, diz Post.
A gentileza talvez ajude a regular as emoções, o que causa impacto positivo sobre a saúde. Se nosso instinto biológico automático do tipo “lutar ou correr” ficar ativo demais por causa do estresse, o sistema cardiovascular é afetado e a imunidade do corpo enfraquece. “É difícil ficar zangado, ressentido ou amedrontado quando se demonstra amor altruísta pelos outros”, afirma Post.
O mundo está preparado para pessoas gentis?
A gentileza pode ser uma virtude, mas isso não quer dizer que seja fácil. Diego Villaveces decidiu realizar atos aleatórios de gentileza para com estranhos, inspirado por alguém que “teve uma vida dificílima mas, apesar disso, conseguiu manter a generosidade para com os outros”.
Villaveces deu entradas de cinema, vales-refeição e livros a estranhos nas ruas, mas provocou algumas reações esquisitas.
“Algumas pessoas se mostraram muito perplexas”, diz ele. “Muita gente fica sem graça ao receber presentes de estranhos. Algumas chegaram a devolvê-lo, dizendo que não queriam minha generosidade. Tive de aprender a aceitar e respeitar isso.”
Villaveces, 38 anos, que trabalha com marketing e mora em Sydney, na Austrália, com a mulher e os filhos, a cada ato gentil aleatório dá também um cartão, que pede ao destinatário para fazer uma boa ação para outra pessoa.
“Decidi que queria fazer algo mais pela humanidade”, afirma. “A gentileza pode criar uma onda significativa de mudanças à nossa volta.”
Ele criou um site para acompanhar o progresso dos cartões, mas admite que, até agora, a resposta tem sido modesta.
“Pensei que seria mais fácil levar os outros a participar, mas isso também faz parte do desafio, e eu o aceito.”
É justo dizer que, como descobriu Villaveces, há um certo nível de cinismo diante da gentileza. O rótulo de “bom samaritano” nem sempre é um elogio. Todos gostamos da ideia de sermos gentis, mas ao mesmo tempo os gentis não acabam sendo sempre os últimos? Agir pela bondade do coração vai diretamente contra a teoria da evolução pela “sobrevivência do mais apto”, segundo a qual os seres humanos são levados a competir pela vida de modo bastante egoísta.
Em 1968, os pesquisadores Bibb Latané e John Darley descobriram um fenômeno conhecido como “efeito do espectador”: quando alguém precisa de ajuda num lugar público, a probabilidade de ser ajudado é menor quanto mais gente houver em volta. Os pesquisadores acreditam que o efeito surge porque todo mundo imita o comportamento da maioria e pressupõe que algum outro assumirá a responsabilidade. Nas cidades grandes, as pessoas também não se sentem seguras para interagir com estranhos.
Gentileza X Egoísmo
Mas nada do que foi dito aqui explica por que somos gentis quando queremos ser. Rebecca Egan, 34 anos, fez um dos maiores sacrifícios possíveis por alguém que amava: doou um rim ao pai, de 57 anos. “Foi uma das decisões mais fáceis que já tive de tomar”, revela. Foi um profundo ato de gentileza, mas que ela sente que só faria por um ente querido.
“Não sei por que, mas acho que não doaria um rim a qualquer pessoa; provavelmente só pensaria em fazer isso por um parente”, admite. “Ao mesmo tempo, doar o rim ao meu pai ajudou outras pessoas, porque papai saiu da lista de espera de doadores e alguém pôde ocupar o seu lugar.”
O pai de Rebecca talvez possa agradecer à genética pela gentileza da filha. Um estudo de 2005 da Universidade Hebraica, em Israel, descobriu um vínculo entre a bondade e o gene que libera a dopamina, neurotransmissor que proporciona bem-estar. A pesquisa de Alan Luks, publicada em 1991 no livro The Healing Power of Doing Good (O poder curativo de fazer o bem), verificou que as pessoas que tinham atitudes gentis descreviam ter uma sensação física. Muitos disseram sentir-se mais cheios de energia, mais calorosos, mais calmos e com mais amor-próprio, fenômeno que ele chama de “a onda de ajudar”.
Alguns cientistas dizem que, como só somos altruístas pelo bem do grupo e para sentir a descarga de dopamina, isso significa que, na verdade, a gentileza é egoísta. “Talvez, em algum nível, a maioria dos casos de altruísmo seja em proveito próprio”, diz Bill Von Hipple, professor de Psicologia da Universidade de Queensland.
“Que importância tem se a gentileza é egoísta?”, pergunta a escritora Catherine Ryan Hyde. Seu livro Pay It Forward (Pague depois) conta a história de um garoto angustiado que decide começar a pagar todas as boas ações que recebe praticando três boas ações a outras pessoas. O livro se transformou em filme (no Brasil, o filme chama-se Corrente do Bem) e provocou um movimento de gente dedicada ao bem na vida real. A iniciativa ilustra como a gentileza pode ser verdadeiramente altruísta: estranhos ajudam estranhos sem expectativa de ganho pessoal.
Ryan Hyde diz que não importa o que motiva as pessoas a doar; o que importa é que decidiram doar. “Se tanto quem ajuda quanto quem é ajudado se sente bem, parece-me um exemplo em que todos saem ganhando. Não há jeito errado de fazer uma gentileza.”
A recompensa não pode ser dinheiro
A gentileza tem outra semelhança com a felicidade: não pode ser comprada.
Segundo o professor Sam Bowles, os economistas costumam cometer o erro de achar que todos são inerentemente egoístas e que só fazem algo bom em troca de recompensa financeira ou para evitar multas. Mas o relatório de Bowles publicado em 2008 na revista Science mostra o contrário.
A pesquisa acompanhou seis creches que começaram a cobrar multa dos pais que se atrasavam para buscar os filhos. Depois das multas, a incidência de atraso dos pais duplicou. Um estudo semelhante também verificou que a probabilidade de mulheres doarem sangue é menor se forem pagas. Bowles acredita que ficamos ressentidos com a ideia de que nossos princípios possam ser comprados: preferimos fazer boas ações de graça. “Ser gentil nos dá prazer”, diz.
Ser gentil ou individualista é opção de cada um.
Um dos sinônimos de bondade é humanidade. Em essência, a bondade e a gentileza são o reconhecimento do fato de que todos somos humanos, o reconhecimento de que estamos juntos.
“Muito do que faz a vida valer a pena depende de que pelo menos alguns de nós sejamos altruístas de vez em quando”, diz Bowles. “Não podemos enfrentar problemas como a mudança climática global, a disseminação de doenças e a violência mundial apelando apenas para o individualismo.”
A boa notícia é que é fácil aprender a ser gentil. “Basta praticar mais atos de gentileza do que estamos acostumados, e de forma regular; por exemplo: cinco atos de gentileza toda segunda-feira”, diz Sonja Lyubomirsky.
A gentileza, portanto, é apenas uma questão de opção: é uma atitude que adotamos e que pode fazer diferença, ainda que pequena, na vida dos outros.
Diego Villaveces acredita que a gentileza tem de começar por dentro.
“Às vezes afastamos os outros de nós para nos sentirmos mais seguros, mas isso também nos isola do restante do mundo”, diz ele. “Todas as grandes religiões têm o amor como princípio universal. A gentileza leva o amor a um nível mais terno e acessível, com o qual a maioria se sente à vontade. Fazer o bem aos outros é reconhecer que todos à nossa volta são iguais a nós.”
Como ser gentil e altruísta
(Dicas do Diego Villaveces)
• Compre um saquinho de amendoim ou alguns bombons no supermercado e os dê a um morador de rua.
• Visite um asilo de idosos e passe uma hora jogando cartas com alguém que não recebe muitas visitas.
• Carregue a mala pesada de alguém que parece estar se esforçando muito para arrastá-la.
• Compre raspadinhas e distribua-as de graça e inesperadamente.
• No metrô ou no ônibus, ofereça seu lugar a outra pessoa, mesmo que seja alguém mais jovem ou em melhores condições físicas que você.
• Prepare um jantar para um amigo que está passando por dificuldades.
Crianças e gentileza
As crianças pequenas demonstram tendência para a gentileza antes mesmo de desenvolver a linguagem, de acordo com um estudo de 2006 publicado na revista Science. As crianças de 2 anos pegam objetos que os adultos deixam cair no chão para devolvê-los, mas só se a criança achar que o objeto não foi jogado de propósito.
Você pode ensinar seus filhos a serem gentis começando com o básico da educação:
Lembre-os de dizer “por favor” e “obrigado”, e dê o exemplo.
Aumente o sentimento de empatia encorajando-os a entender como os outros se sentem.
Recompense a gentileza. Quando vir seu filho ajudando alguém, elogie-o.
Fonte: Seleções Reader´s Digest Brasil
http://www.selecoes.com.br/mundo-melhor/gentileza-o-segredo-da-felicidade_3152.htm
sábado, 8 de janeiro de 2011
The Story behind the Jolly Boys - A história dos Jolly Boys
Também do Blog do Nassif, a história desse pessoal que faz um som bem maneiro.
Um beijo,
Graça
Rehab - The Jolly Boys (Jamaica) - Pra quem gosta de música!
Rehab, pelos Jolly Boys (Direto do Blog do Nassif - http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/rehab-pelos-jolly-boys#more
Enviado por luisnassif, sab, 08/01/2011 - 17:00
Por 300discos
Nesses dias em que só se fala da Amy Winehouse (confesso que gosto dela ...), me lembrei dos Jolly Boys, banda jamaicana formada nos anos 50 e que continua na ativa. Eles são uma espécie de “Buena Vista Social Club” do mento, gênero que se dançava na Jamaica antes mesmo do ska, rocksteady e reggae.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Happy New Year!!!!
"Vou te fazer uma confissão: estou um pouco assustada. É que não sei onde me levará esta minha liberdade. Não é arbitrária nem libertina. Mas estou solta." Clarice Lispector
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