segunda-feira, 16 de março de 2009

Falando de amor e religião

Oi Pessoal,

Estou um pouco ausente daqui, mas esta semana decidi postar algumas coisas. Estou numa fase religiosa e, por conta, da leitura do Baghavad Gita, tenho encontrado textos interessantes.

O primeiro texto é bíblico. Trata-se de uma parte da famosa 1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios. Para puxar um pouco pela memória de vocês, ela foi usada como base para uma música da Legião Urbana e também durante a missa, que antecedeu o enterro da Princesa Diana.

Destaco aqui o trecho que mais gosto e me emociona profundamente: o capítulo 13 – O amor fraterno. Pela explicação da minha bíblia ecumênica, parece-me (e posso estar enganada) que Paulo refere-se à tolerância, no caso, religiosa; o respeito aos “diferentes”. Advirto a tod@s que não sou teóloga e não faço um estudo da Bíblia; portanto, é apenas uma opinião pessoal.

Ah! Na minha bíblia tem uma explicação curta em nota de rodapé, que aqui transcrevo para melhor entendimento desse capítulo:

“13,1 O hino ao amor corresponde à segunda parte da parábola do corpo, a que falava da solidariedade dos membros na unidade. Para Paulo, é o amor-ágape que facilita aos membros da Igreja trabalhar juntos para o bem de todos. Este hino divide-se em três partes: superioridade do amor (vv. 1-3); suas obras (vv.4-7); sua perenidade (vv. 8-13). Em todo este capítulo, trata-se do amor fraterno. O amor a Deus não é visado diretamente, mas sempre de modo implícito, máxime no v. 13, em conexão com a fé a esperança.”

Em parêntesis, os versículos.

O AMOR FRATERNO
(1) Mesmo que eu fale em línguas, a dos homens e a dos anjos,
se me falta o amor, sou um metal que ressoa, um címbalo retumbante.

(2) Mesmo que tenha o dom da profecia,
o saber de todos os mistérios e de todo o conhecimento,
mesmo que tenha a fé mais total, a que move montanhas,
se me falta o amor, nada sou.

(3) Mesmo que distribua todos os meus bens aos famintos,
mesmo que entregue o meu corpo às chamas, se me falta o amor,
nada lucro com isso.

(4) O amor tem paciência, o amor é serviçal, não é ciumento, não se pavoneia, não se incha de orgulho,
(5) nada faz de inconveniente, não procura o próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor,

(6) não se regozija com a injustiça,
mas encontra a sua alegria na verdade.

(7) Ele tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

(8) O amor nunca desaparece.
As profecias? São abolidas.
As línguas? Cessarão.
O conhecimento? Será abolido.

(9) Pois o nosso conhecimento é limitado
e limitada a nossa profecia.

(10) Mas quando vier a perfeição, o que é limitado será abolido.

(11) Quando eu era criança, falava como criança,
pensava como criança, raciocinava como criança.
Quando me tornei homem, pus fim ao que era próprio da criança.

(12) Agora, vemos em espelho e de modo confuso;
mas então, será face a face.
Agora, meu conhecimento é limitado;
então, conhecerei como sou conhecido.

(13) Agora, portanto, permanecem estas três coisas,
a fé, a esperança e o amor,
mas o amor é o maior.

x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.

O segundo texto é da minha querida Sri Daya Mata, presidente da Self-Realization Fellowship, meu grupo religioso. Tenho um afeto por ela “mais maior do que grande” e penso que o meu Mestre (Paramahansa Yogananda) soube escolher muito bem a pessoa que dirigiria sua obra. Ela é um desses seres iluminados que nos inspiram no dia a dia. Pra mim, ela é sempre uma referência.

O texto em questão foi extraído da última Revista da Self (creio que a do inverno de 2008, pra nós, nosso verão). Como estou “me achando”, quis traduzi-lo, mas um rasgo de humildade me obriga a colocá-lo também em inglês pra quem sabe a língua.

Uma mensagem de Sri Daya Mata
(extraída do último numero da revista da Self-Realization)

Meus queridos, tenho passado a maior parte do meu tempo nestes dias em reclusão, imersa no abençoado amor da Mãe Divina e do nosso bem amado Mestre. Em minhas meditações e preces diárias, eu penso amorosamente em todos vocês, clamando a ajuda especial e o poder de Deus para abençoar suas vidas durante estes tempos desafiadores – que vocês possam se manter firmes no caminho que conduz a nosso eterno lar em Deus.

Tanta vibração de agradecimento preenche meu coração, quando eu reflito sobre tudo o que o Mestre tem trazido ao mundo – isto verdadeiramente representa a esperança divina da volta à civilização mundial. Eu insisto com vocês: Façam a sua parte. Sigam os ensinamentos; meditem profundamente a cada dia; sirvam os outros; e do começo ao fim de todas as suas atividades mantenham seu coração e mente sempre voltados para a Fonte Única de segurança, satisfação e amor incondicional. Não se distraia com medos. Como nosso abençoado Guru disse: “Vá aonde os Mestres têm ido, ao abrigo de Deus, onde eles estão observando e ajudando o mundo. Você terá segurança para sempre, não apenas para você, mas para todos aqueles que lhes são caros e que têm sido confiados aos seus cuidados por Deus e seu Filho.

A message from Sri Daya Mata
(excerpted from the latest issue of Self-Realization magazine)

My dear ones, these days I am spending most of my time in seclusion, enwrapped in the blissful love of Divine Mother and our beloved Master. In my meditations and prayers each day, I think lovingly of all of you, invoking the special help and power of God to bless your lies during these challenging times – that you may keep steadfast on the path that leads to our eternal home in Him.

Such a thrill of gratitude fills my heat as I reflect on all that Master has brought to the world – it truly represents the divine hope of the coming world civilization. I urge you: Do your part. Follow the teachings; meditate deeply each day; serve others; and throughout all your activities keep your heart and mind ever turning to the One Source of security, fulfillment, and unconditional love. Entertain no fears. As our blessed Guru said: “Go where the Masters have gone, to the shelter of God, whence they are watching and helping the world. You shall have safety forever, not only for yourself, but for all those loved ones who have been entrusted to your care by our Lord and Father.”

Um comentário:

  1. Oi Graça.
    O que se pode falar de uma mensagem como essa da Sri Daya Mata? As palavras calam fundo na gente. Entram na alma, voltam ao coração e ficam retumbando na minha mente! Eu falo pouco sobre religião. Gosto de ler e refletir.
    Verdadeiramente te agradeço por ter me dado estes momentos de paz.
    Beijos.

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Valeu!