Palavras ao éter É um blog para quem tem atitude perante a vida. Ele foi criado inicialmente por minha amiga Kharla Tavares (POA/RS).
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Presente de Natal!!!
Esse aqui é um presente de Natal. O vídeo foi feito pela minha amiga Betha, lá de POA, com as crianças do CDI. Betha trabalha lá (ela é multiartista!). Cliquem no link pra ver o vídeo!
http://www.youtube.com/watch?v=RA7FuJe-pU4&feature=player_embedded
Video feito para CDI-RS com nossos alunos do CDI-Comunidade Educandário São João Batista 2009.
A criançada 'arrebentando' nas aulas de informática!!! Música 'Pequeno Cidadão' do projeto criado pelo Arnaldo Antunes, e Edgard Scandurra.
Betha Medeiros
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O meu olhar
Dica da Rose, da Self.
O MEU OLHAR
ALBERTO CAEIRO (Fernando Pessoa)
Guardador de Rebanhos
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Mudei a foto!!!
Hoje, enviei a foto aí ao lado pra algumas pessoas que não me viam há tempos. Elas gostaram e minha editora do coração, a Anna Luisa, escreveu que eu tava com uma cara safadinha...
Achei bem engraçado esse comentário, porque eu estava muito (mas muito mesmo) feliz por estar trabalhando na Convenção do meu Templo. Ralamos muito, mas segundo todos os que participaram (trabalhando ou usufruindo), inclusive, os monges, a harmonia estava no ar.
A foto é de final de outubro/novembro (30 ou 31/10 ou 01/11).
Um beijo,
G
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Pessoas que se classificam como pretas ou pardas têm maior ancestralidade europeia do que imaginam
Matéria: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/noticia/index.php?id=19303
Pessoas que se classificam como pretas ou pardas têm maior ancestralidade europeia do que imaginam - 26/11/009
A revista americana Current Anthropology (vol. 50, nº 6, 2009) acaba de publicar um artigo sobre estudo multidisciplinar de sete pesquisadores – três deles da Fiocruz – sobre percepção de cor e raça no Brasil e suas relações com ancestralidade. O estudo inédito, financiado pelo CNPq, compara as percepções de um grupo de jovens estudantes de Nilópolis, município da Baixada Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro, em relação à sua cor, de acordo com a classificação do IBGE (branca, preta e parda), com informações genéticas. Os testes de DNA mostraram que os que se definiram como pretos ou pardos têm mais genes europeus do que imaginavam.
Dentre os autores do estudo, o antropólogo Ricardo Ventura Santos (ENSP/Fiocruz), enfatiza que o conceito de raça biologicamente é superado, mas ainda tem impacto relevante sobre a dinâmica social. Segundo ele, compreender as relações ent! re percepções culturais sobre cor/ raça e ancestralidade e as evidências genéticas é algo fundamental no presente, quando há enorme expansão das tecnologias genômicas, com grandes impactos sobre a sociedade.
Abaixo, o artigo publicado pelo jornalista Kevin Stacey, da Universidade de Chicago, traduzido e adaptado por Ruth Martins, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), resume a pesquisa, cujo artigo original, em inglês, pode ser acessado no anexo.Revista norte-americana publica estudo multidisciplinar brasileiro sobre autodefinição de cor e genética.
Um novo estudo compara as percepções pessoais de cor/raça e ancestralidade de um grupo de jovens do Rio de Janeiro. O objetivo da pesquisa multidisciplinar foi investigar as complementariedades e tensões entre as noções culturais e genéticas relacionadas com questões de cor e raça. Patrocinada pelo CNPq, a investigação incorpora abordagens da genética e da antropologia, que estabelecem um importante diálogo entre esses campos disciplinares.
A edição de dezembro da Current Anthropology (vol. 50, nº 6, 2009) traz um artigo de sete pesquisadores brasileiros, três deles da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): o sociólogo Marcos Chor Maio, da Casa de Oswaldo Cruz, os antropólogos Ricardo Ventura Santos, da Escola Nacional de Saúde Pública, e Simone Monteiro, do Instituto Oswaldo Cruz, realizaram a pesquisa com os antropólogos Peter Fry, da UFRJ, José Carlos Rodrigues, da PUC-Rio, e dos geneticistas Luciana Bastos-Rodrigues e Sergio Pena, da UFMG. "Nas últimas décadas, biólogos, especialmente os geneticistas, têm afirmado repetidamente que a noção de raça não se aplica à espécie humana," escrevem os autores. "Por outro lado”, sustentam, “cientistas sociais afirmam que o conceito de ‘raça’ é altamente significativo em termos culturais, históricos e socioeconômicos”. Por quê? “Porque molda o cotidiano das relações sociais e é um poderoso motivador para os movimentos sociais e políticos com base em recortes raciais."
Atualmente, as questões relacionadas à temática da raça, suas concepções científicas e culturais despertam muitos debates em todo o mundo, inclusive no Brasil. Os brasileiros se orgulham de sua ascendência miscigenada, fruto da relação histórica entre europeus, africanos e ameríndios. No entanto, nos últimos anos, as desigualdades raciais têm estimulado o surgimento de propostas de políticas que despertam controvérsias, como as cotas raciais para empregos em órgãos do governo e vagas para estudantes nas universidades públicas. "Ao mesmo tempo," destacam os autores, "os resultados dos estudos no campo da genética, que enfatizam a ampla miscigenação da população brasileira, têm sido divulgados nos meios de comunicação (...), e têm desempenhado um papel importante nos debates sobre a implementação de políticas públicas baseadas em raça".
Nesse contexto, os cientistas sociais e geneticistas autores do trabalho fizeram uma pesquisa com adolescent! es de uma escola técnica de ensino médio (Cefet-Química) situa! da em Nil! ópolis, na baixada fluminense, periferia do Rio de Janeiro. Em um primeiro momento da pesquisa, os alunos responderam a uma série de perguntas sobre características socioeconômicas e sobre pertencimento à cor/raça, seguindo-se a classificação do IBGE. Também foram captadas informações sobre as percepções de ancestralidade. Ainda no âmbito do estudo, os alunos forneceram amostras biológicas, a partir das quais foram realizados testes de ancestralidade genômica, com base na análise do DNA nuclear, na UFMG. Na etapa final da pesquisa, os dados de percepção de ancestralidade e dos testes genômicos foram debatidos pelos estudantes no contexto de grupos de discussão.
"Os resultados dos testes de ancestralidade genômica são bastante diferentes das estimativas de ascendência percebidas", relatam os investigadores. Em geral, os resultados dos testes genéticos mostraram que os alunos têm ascendência europeia bem mais expressiva do que pensavam.
Os estudantes que se classificaram como "pretos", por exemplo, relataram, em média, ascendência africana de 63%; ameríndia de 20% e 17% europeia. Os testes de DNA mostraram resultados bem diferentes: a ascendência europeia domina. A média é de 52% de ancestralidade europeia; 41% africana e 7% ameríndias.
Os alunos que se autoclassificaram como “pardos” referiram que teriam aproximadamente os mesmos índices de ancestralidade europeia, africana e ameríndia. O teste de ancestralidade genômica trouxe, de novo, resultados com índices mais “europeizantes”: mais de 80% em média.
Os estudantes “brancos”, que se percebiam como portadores de substancial ascendência africana e ameríndia, se defrontaram com resultados de testes genéticos que, na realidade, evidenciaram pouquíssima ancestralidade tanto africana como ameríndia.
As reações dos estudantes, diante dos resultados, foram variadas. "Os alunos que se classificaram como ‘brancos’ em geral declararam-se decepcionados com os baixos percentuais para as categorias africana e ameríndia a partir dos testes de ancestralidade genômica", escrevem os autores. Outros ficaram "desconcertados" quando verificaram que os resultados de seus testes genéticos mostraram alta ascendência europeia.
Alguns inclusive colocaram em um segundo plano a importância da evidência biológica. "Apesar da elevada percentagem de ancestralidade genômica europeia, não vou deixar de ser negro nunca!", disse uma estudante. Outro aluno recebeu a notícia com humor: "Uma menina, que havia se classificado como ‘parda’, falou sobre o desejo de ser bailarina, mas, segundo ela, o processo de admissão das companhias de balé, especialmente o balé clássico, favorece as meninas brancas", destacam os autores. "Em tom de brincadeira, ela disse que, no próximo teste de admissão, ela vai dançar com os resultados da análise genômica colados à testa, para comprovar sua ascendência predominantemente europeia."
Alguns estudantes levantaram temas relacionados com políticas públicas de recorte racial. "A minha ancestralidade genômica é 96% europeia, 1% ameríndia e 3% africana", disse um aluno. "Acho que a única coisa que muda é que eu não tenho mais a chance de conseguir a cota", ironizou.
“Neste estudo”, escrevem os autores, "ressaltamos a importância de se melhor compreender as complexas formas de como as informações genéticas são interpretadas pelo público leigo”. Os autores também discutem seus achados à luz das políticas públicas relacionadas às questões raciais, visando promover a inclusão social. Outro aspecto destacado pela equipe interdisciplinar de pesquisadores é quanto à necessidade de um maior diálogo entre as ciências biológicas (genética, em especial) e as ciências humanas em torno de complexos temas como cor, raça e ancestralidade.
Current Anthropology é dedicada à divulgação de pesquisas no campo da antropologia. A revista é publicada pela Editora da Universidade de Chicago (http://www.journals.uchicago.edu/toc/ca/current).
O artigo de Ricardo Ventura Santos e colaboradores, cujo título é “Color, race and genomic ancestry in Brazil: Dialogues between anthropology and genetics” (“Cor, raça e ancestralidade no Brasil: Diálogos entre antropologia e genética”), pode ser acessado em http://www.journals.uchicago.edu/doi/abs/10.1086/644532. (Imagem de capa: http://www.casadajuventude.org.br);
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/noticia/index.php?id=19303
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Uma frase
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso." (Edward Everett Hale (1823-1909)
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Amadurecendo e não envelhecendo...
Um beijo,
G
Setenta anos, por que não?
Lya Luft
Acho essa coisa da idade fascinante: tem a ver com o modo como lidamos com a vida.
Se a gente a considera uma ladeira que desce a partir da primeira ruga, ou do começo de barriguinha, então viver é de certa forma uma desgraceira que acaba na morte.
Desse ponto de vista, a vida passa a ser uma doença crônica de prognóstico sombrio.Nessa festa sem graça, quem fica animado? Quem não se amargura?
O tempo me intriga, como tantas coisas, desde quando eu tinha uns 5 anos.
Quando esta coluna for publicada, mais ou menos por aqueles dias, estarei fazendo 70.
Primeiro, há meses, pensei numa grande festa, eu que sou avessa a badalações e gosto de grupos bem pequenos.
Mas pensei: bem, 70 vale a pena!
Aos poucos fui percebendo que hoje em dia fazer 70 anos é uma banalidade.
Vou reunir filhos e pouquíssimos amigos e fazer aquela festona nos 80. Ou 90.
Pois se minhas avós eram damas idosas aos 50, sempre de livro na mão lendo na poltrona junto à janela, com vestidos discretíssimos, pretos de florzinha branca (ou, em horas mais festivas, minúsculas flores ou bolinhas coloridas), hoje aos 70 estamos fazendo projetos, viajando
(pode ser simplesmente à cidade vizinha para visitar uma amiga), indo ao teatro e ao cinema, indo a restaurante (pode ser o de quilo, ali na esquina), eventualmente namorando ou casando de novo.
Ou dando risada à toa com os netos e fazendo uma excursão com os filhos.
Tudo isso sem esquecer a universidade, ou aprender a ler, ou visitar pela primeira vez uma galeria de arte, ou comer sorvete na calçada batendo papo com alguma nova amiga.
Outro dia minha neta de quase 10 anos me disse: "Você é a pessoa mais divertida que conheço, é a única avó do mundo que sai para comprar mamão e volta com um buldogue".
Era verdade. Se sou tão divertida não sei, mas gosto que me vejam não como a chata que se queixa, reclama e cobra, mas como aquela que de verdade vai comprar a fruta de que o marido mais gosta, anda com vontade de ter de novo um cachorro e entra na loja quase ao lado do mercado.
Por um acaso singular, pois não são cachorros muito comuns, ali há um filhotinho de buldogue inglês que voltou comigo para casa em lugar da fruta.
Foi batizada de Emily e virou mais uma alegria. E por que não?
Por que a passagem do tempo deveria nos tornar mais rígidas, mais chatas, mais queixosas, mais intolerantes, espantalhos dos afetos e da alegria?
"Why be normal?", dizia o adesivo que amigos meus mandaram fazer há muitos anos para colocarmos em nossos carros só pela diversão, pois no fundo não queria dizer nada além disso: em nossas vidas atribuladas, cheias de compromissos, trabalho, pouco dinheiro, cada um com seus ônus e bônus, a gente podia cometer essa transgressão tão inocente e engraçada, de ter aquele adesivo no carro.
Não precisamos ser tão incrivelmente sérios, cobrar tanto de nós, dos outros e da vida, críticos o tempo todo, vendo só o lado mais feio do mundo. Das pessoas. Da própria família. Dos amigos.
Se formos os eternos acusadores, acabaremos com um gosto amargo na boca:o amargor de nossas próprias palavras e sentimentos.
Se não soubermos rir, se tivermos desaprendido como dar uma boa risada, ficaremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos e intervenções para manter ou recuperar a "beleza".
A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos. Precisa acreditar em alguma coisa.
O projeto pode ser comprar um vaso de flor e botar na janela ou na mesa, para contemplarmos beleza. Pode ser o telefonema para o velho amigo enfermo. Pode ser a reconciliação com o filho que nos magoou, ou com o pai que relegamos, quando não nos podia mais sustentar.
O afeto pode incluir uma pequena buldogue chamada Emily, para alegrar ainda mais a casa, as pessoas, sobretudo as crianças, que estão sempre por aqui, o maior presente de uma vida de apenas 70 anos.
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A idade e a mudança
Lya Luft
Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito. Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos?' Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa? Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu. Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu. Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
UMA AMOR PRA TODA VIDA
Um beijo,
Graça
Uma história pura: jovens, gays e casadas aos 90
01/08/2009
Gustavo Miranda e Nina Ferri
O twitter nos entregou uma história publicada no Herald Tribune que merece ser conhecida, pelo que revela e pelo que representa. A matéria que tomamos a liberdade de traduzir conta a vida de um casal de lésbicas, Leto e Magazzu, juntas há 70 anos. Isso mesmo! 70 anos de amor, descobertas, confidências, conflitos, brigas, ciúmes, harmonia, carinho, amizade, confiança e todos os sentimentos que integram um relacionamento de verdade.
Além de ser um marco chegar aos quase 100 anos de idade juntas, a história dessas duas mulheres tem um ingrediente a mais. Resistiu ao preconceito do passado e resiste ao do presente. Sim, porque mesmo depois de tantas décadas Leto e Magazzu ainda são vítimas daquilo que consideramos um dos maiores males da sociedade. Um bom exemplo do que estamos falando pode ser visto na reação de um leitor do Herald Tribune que chegou afirmar que “gays são doentes”, assim como a reação dos apoiadores da psicóloga Rozângela Justino, que foi punida ontem por oferecer "cura" aos gays.
Fica fácil entender porque elas mantiveram sua união em segredo durante tanto tempo. Aliás, essa fantástica história de amor e a reação que ela ainda causa em algumas pessoas nos dá uma excelente oportunidade de reflexão e conclusão de que somos um universo de tipos diferentes: casados, solteiros, honestos, desonestos, legais, chatos. Mas que acima de tudo somos humanos e merecemos, assim como essas duas mulheres, respeito.
Vejam agora a história dessas duas jovens gays numa tradução adaptada: Sim, casais formados por pessoas com 90 anos ainda discutem ocasionalmente. O exemplo pode ser visto no sofá da casa de Caroline Leto e Venera Magazzu: "Não vamos ter uma festa", diz Magazzu, de 97 anos, argumentando que elas são muito idosas para esse tipo de coisa. "Sim, nós somos", responde Leto, de 96, que admite que as duas podem ainda dançar polka.
Uma festa celebrando os 70 anos juntos é um marco para qualquer casal. Especialmente para essas duas senhoras, considerando que elas tiveram de silenciar sobre a história de amor delas durante décadas. "Você simplesmente não podia dizer para todo mundo que nós éramos amantes", contou Leto. "Você diz para as pessoas que somos amigas, algumas pensam que éramos irmãs".
Leto e Magazzu ignoram seu pioneirismo na comunidade gay e lésbica. Mas muitos dos seus amigos e parentes reforçam o seu papel, apontando para o fato de como o amor das duas foi capaz de transcender o tempo, cheio de obstáculos. Para celebrar o amor das duas, membros da Etz Chaim, uma associação de gays e lésbicas em Wilton Manors, estão planejando uma festa. Eles esperam que Leto e Magazzu atendam ao pedido e mostrem a todos como dançar a polka."Honestamente, eu acho que as duas estão mais apaixonadas do que no passado", afirma um amigo pessoal do casal. "Olhe para os casais heterossexuais. Você tem sorte se ainda permanece casado após sete anos. Esta é uma história de amor incrível".
Em 1939, Leto e Magazzu se conheceram em uma festa em Nova York. Leto achou Magazzu estilosa, que a considerou divertida. Um ano depois, Magazzu, professora, e Leto, operadora de telégrafo, mudaram-se para uma humilde casa, em Nova York. Elas passaram a maior parte da vida lá, com poucos parentes e amigos próximos sabendo sobre o relacionamento.
Magazzu conta que sempre brigou para contar para as outras pessoas, mas que temia o que elas poderiam pensar. Ela acredita que a sociedade daquela época era muito mais receptiva a duas mulheres que moram juntas do que a dois homens – e também bem menos inquisitiva.
"Eu acho que a maior parte das pessoas desconfiava, mas nunca fizeram escândalo sobre isso porque éramos apenas duas mulheres", disse. "Eles não perguntavam, e nós simplesmente não falávamos".
A sobrinha de Leto, Patricia Dillion, contou que cresceu acreditando que as duas fossem irmãs e sempre se referiu a elas como tias. Leto contou o "segredo" a ela durante uma festa de família. "Ela mencionou que elas tinham se casado", disse Dillion. "Eu fiquei tão feliz, mas depois fiquei pensando em todo o tempo que elas não puderam admitir isso".
Em 1996, as duas se registraram como parceiras em Nova York. Elas contam que fizeram isso porque sentiram que precisavam contar a todos sobre a sua vida juntas.
Anos depois, se mudaram para a Flórida, quando se tornaram mais ativas na comunidade LGBT, servindo de exemplo para os ativistas. Além disso, passaram a levar a vida de qualquer jovem aposentado na Flórida: viajando em cruzeiros, jogando pôquer com os amigos. Adotaram um animal de estimação, um macaco chamado Chi-Chi.Em 2006, com uma desacelerada normal causada pelo avanço da idade, Magazzu colocou no papel a história delas, num livro chamado An Unadulterated Story: Young and Gay at 90 (Uma história pura: jovem e gay aos 90).
Durante a entrevista que originou a matéria do Herald Tribune, o repórter presenciou um fato curioso: as duas discutindo sobre onde estava um exemplar do livro. Magazzu insistia que estava no quarto. Leto, que havia visto no bagageiro do carro."Ok, então se você sabe onde está tudo, vá lá e pegue", provocou Magazzu, enquanto apelava a uma busca na cozinha. Leto apenas sorriu e disparou: "Meiga, não?"
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Série espanhola Chica busca Chica
Espero que gostem (há outros lá no YouTube)
O link é http://www.youtube.com/watch?v=Mwg_h-sR63c&feature=player_embedded
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Mais duas músicas
Quantas vezes sou a seta. Quantas vezes sou o alvo. - Graça
A SETA E O ALVO
(Paulinho Moska e Nilo Romero)
Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você, de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você, numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você, de óculos escuros
Eu digo: "Te amo" e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era
E o que era ? Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, e você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro, e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada ?
(solo)Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
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Acho que ainda vou me tornar fã da ZD. A música é "Ambição", da minha querida Rita Lee e está no cd Pelo sabor do gesto.
AMBIÇÃO (Rita Lee, canta ZD)
Eu saí pra estrada
E não tenho pra onde ir
Sempre ouvi dizer
Que esse mundo era pequeno
Pelo caminho de espinhos
Avistei um mar de rosas
Pra chegar até lá
Eu preciso um pouco mais de tempo
Preciso de um grande amor
Preciso dinheiro, preciso de humor
Eu quero matar a vontade
Enquanto tenho saúde e idade
Fazer um pouco de tudo
Manter a alma
Pra poder ganhar o meu mundo
domingo, 20 de setembro de 2009
TURISTA!!!!!!
Essa eu tirei do meu antigo "Questão de Atitude" e é de 2004. Virão outras, aguardem... hehehehehehe.
Outra coisa é que esse blog está virando uma babel, tenho publicado tudo e mais alguma coisa, sem uma linha definida. Não se preocupem, é pra testar todas as formas e aproveitar o melhor delas.
Bem, divirtam-se!!!
Graca
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TURISTA!!!
Quem me conhece, sabe que sou carioca e amo a minha cidade. Mesmo morando fora do Rio, continuo mantendo o meu amor e aqueles traços culturais que fazem a gente se identificada como carioca onde quer que estejamos – quer dizer, eu acho, né?
Neste sexta/sábado, no Baile do Olímpico (em Copacabana), senti-me turista pela segunda vez em minha vida, e o pior, dentro da minha cidade. Acreditem, é uma sensação muito estranha.
A primeira vez em que isto ocorreu já se vão uns sete anos. Eu trabalhava num jornal e fui fazer uma cobertura em Quintino (subúrbio do Rio), na escola técnica ferroviária. Decidi pegar o trem na Central para ir mais rápido.
Entrei no “direto” (a primeira parada seria justamente em Quintino, ao invés do “parador”, que teria quatro ou seis paradas antes do meu destino). Bem, aos poucos – e não foi ilusão – percebi o olhar das pessoas em mim. Não era pelas roupas, mas o meu olhar eternamente curioso, que mirava a tudo e a todos, deixou claro para as pessoas que eu não era do “pedaço, não tinha nada a ver com aquilo ali.
Foi uma sensação tão estranha que senti ao perceber-me sendo vista como uma turista, uma estrangeira em minha própria cidade, que para eles estava passeando em um trem da Central. Senti-me uma turista japonesa!
Fiquei arrasada. Logo eu tão engajada, que se mete nos buracos “mais chão” de qualquer lugar, sem problema algum. Logo eu que sou negra e não me sentia distante daquelas pessoas que pegavam trem todos os dias. Putz! Aquilo foi duro pra caramba. Nunca mais esqueci aquela sensação de me sentir uma estrangeira na minha própria cidade!
Bem, no baile da Mary foi a mesma coisa. Pelo menos, foi hilária a situação. Parei de dançar e sentei pra conversar com a Priscila (da Lelist), ficando meio de costas para a pista de dança, quase não vendo quem se aproximava.
Conversa vai, conversa vem e uma moça linda pôs sua bolsa na cadeira vaga ao lado e me puxou pelo braço pra dançar. Um tanto quanto surpresa, fui.
Parêntesis: rolava muita música dos anos 70/80. Eu, em geral, não paro. Mas, como tenho me sentindo muito cansada, volta e meia dava uma paradinha. Independente de também não parar, admito que sou um pé de chumbo dançando. Misturo os pés com as mãos, pulo muito, sacolejo pra cá e pra lá tentando me adequar ao ritmo. Dançar junto, então, é uma negação. A duas tudo funciona (e muito bem, diga-se!). Mas, no meio da multidão, sou um fracasso retumbante, mais dura que um tijolo! Apesar deste “prontuário”, me arrisquei.
Logo avisei a aquela mulher lindíssima, típica mulata globeleza, com um sorriso daqueles: “Olha, eu não sei dançar junto”. Ela escancarou um sorriso e falou: “Isto não é problema. É só sentir a música”, e como ela sentia!
Gente, foi a partner que qualquer uma gostaria de ter. Jogou-me pra lá, pra cá, girou comigo pra esquerda, pra direita... Eu ficava até meio tonta, mas ia me adequando... Ela me puxava pra aqui, me empurrava pra acolá e eu indo. Numa leveza impressionante.
Freqüentemente eu perdia o ritmo, mas ela entrava no meu ritmo acompanhando o meu descompasso. Eu me sentia a própria turista dançando com a mulata de show, desajeitada toda vida, esbarrava nos outros, soltava o braço quando não era pra soltar, girava ao contrário. Mas, ela ali firme e com aquele sorriso encantador.
A moça pegava firme, e como pegava. Pensei: “Eba! Que a coisa tá ficando animada!”. Eu já tava ficando sem fôlego, mas me esforçava para superar minhas deficiências.
A dança foi ficando animada. A Globeleza (com maiúscula, porque ela merece!) encoxava legal e eu, a própria turista sem fôlego, sem saber o que fazer com as mãos, os braços e os pés. A minha timidez atávica!
A Globeleza sabia me levar e como... Tinha uma leveza e fazia milagres de Fred Astaire comigo. Mesmo assim, eu continuava a turista dura, que se confundia com os passos e errava, muito mais que acertava. Ela não desistia (ainda bem!). Por fim, em uma parada nas músicas, com quase meio palmo de língua pra fora, desculpei-me e dei um jeito de sentar. Antes, não deixe de agradecer, beijando a mão daquela dama que me fez flutuar, mesmo que desajeitadamente naquela pista.
Quinta-feira, Outubro 14, 2004
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Me joga no Google...
Essa foi enviada por uma amiga minha. A música é tosca, as garotas são bem fraquinhas, mas serve para, como diria minha mãe, desopilar o fígado.
Confiram lá: http://www.youtube.com/watch?v=vvLJFo1pvSc&feature=email
A canção é Google, cantada por Ana Elisa e Mariana (sejam lá elas quem forem...rs).
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
MINHA CIDADE LINDA!!!!!!!!!!
Todos sabem que sou carioca. De nascimento, de alma. Não dá pra falar da beleza da minha cidade, que me emociona e como.
Não sou bairrista, até porque quem é carioca sabe que não dá pra ser, com uma cidade que, em seu formato geográfico, é uma baía aberta, acolhedora. Sem falar no Cristo de braços abertos lá no alto.
Uma amiga de São Paulo, a grande jornalista Vanda Frias, me mandou esse presentaço. Nem dá pra falar, com o João Gilberto cantando "O Barquinho". É a minha cidade. E é bonita, é bonita, é bonita!
Um beijo,
Graça
(VISTA DO PÃO DE AÇÚCAR) [ Use o Zoom e Abuse do Mouse para Subir, Descer, etc...]http://ayrton.com/360/fs/paoacucar1f.html
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A aniversariante do mês...
NO ESCURO
Marina Lima e Antonio Cícero
Se você não me quiser
Eu vou respeitar
Eu juro
Como alguém que apaga a luz
Mas tem seu altar
No escuro
E no decorrer dos meses
Já não sei mais quem eu sou
E a pessoa
Refletida
No espelho
Dos seus olhos
Por onde foi que entrou?
Mas se você não me quiser
Eu vou respeitar
No duro
Mas saiba que sou um homem só
E que o meu amor
É puro
E se você não me quiser
Eu vou respeitar
Isso é seguro
Mas um dia foi você
Que soube apontar
Um futuro pra nós
Todos os verbos
Todos Os Verbos
Zélia Duncan
Compositor(es): Marcelo Jeneci Zélia Duncan
Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
terça-feira, 8 de setembro de 2009
BRINCANDO DE MEME
Colei essa idéia aqui do Blog Ilha de Lesbos (http://minhabocanasua.blogspot.com/?zx=2c166750d1559d4) (aliás, lá tem umas poesias bem interessantes).
O nome do jogo é MEME. Você diz nove coisas aleatórias a seu respeito, não importando a relevância, sendo seis verdades e três mentiras. Respondam nos comentários as mentiras (ou não (rs).
Quem receber o meme, deverá postar nas suas respostas as 3 mentiras do blogueiro.
As minhas verdades e mentiras:
1) Já me apresentei pra mais de mil pessoas.
2) Já comi caviar.
3) Já dancei "Baba baby baba", da Kelly Key.
4) Já estudei latim.
5) Já fiz ménage-a-trois.
6) Já li Camões.
7) Já caí da cama em motel.
8) Já corri de kart.
9) Já fui pra rua com um par de tênis de cores diferentes.
Agora é com vcs!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
O LAÇO E O ABRAÇO
Mário Quintana
Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
"O IMPORTANTE É QUE EMOÇÕES EU VIVI..."
segunda-feira, 22 de junho de 2009
QUEM É LOUCO, AFINAL ???
Essa foi uma contribuição da Izilda, lá da lista do Umas & Outras, e que eu achei interessante em replicar por aqui.
Ótimo dia a tod@s,
Graça
*QUEM É LOUCO, AFINAL ???
*(Rubem Alves)
“Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental.
Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto.
E eu também pensei. Tanto que aceitei.
Mas foi só parar para pensar para me arrepender.
Percebi que nada sabia.
Eu me explico.
Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, dentro do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma.
Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski.
E logo me assustei.
Nietzsche ficou louco.
Fernando Pessoa era dado à bebida.
Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia.
Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica.
Maiakovski suicidou-se.
Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.
Mas será que tinham saúde mental?
Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, previsíveis, sempre iguais, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado;
nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, bastar fazer o quefez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.
Pensar é uma coisa muito perigosa....
Não, saúde mental elas não tinham.
Eram lúcidas demais para isso.
Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata.
Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental.
Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa.
Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão.
Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.
Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos.
Nós somos muito parecidos com computadores.
O funcionamento dos computadores, como todos sabem, requer a interação de duas partes.
Uma delas chama-se hardware, literalmente "equipamento duro", e a outra se denomina
software, "equipamento macio".
O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho éfeito.
O software é constituído por entidades "espirituais" - símbolos que formamos programas e são gravados nos disquetes.
Nós também temos um hardware e um software.
O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso.
O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória.
Do mesmo jeito, como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais" , e o programa mais importante é a linguagem.
Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software.
Nós também.
Quando o nosso hardware fica louco faz-se necessário chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o quese estragou.
Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam.
Não se conserta um programa com chave de fenda.
Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele.
Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso dos símbolos.
Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal.
Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.
Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que seu software produz.
Pois não é isso que acontece conosco?
Ouvimos uma música e choramos.
Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado.
Imagine um aparelho de som.
Imagine que o toca-discos e os acessórios(o hardware)tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover.
Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção!
Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: a música que saía de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou.
Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, saúde mental atéo fim dos seus dias.
Opte por um software modesto.
Evite as coisas belas e comoventes.
A beleza é perigosa para o hardware.
Cuidado com a música.
Brahms e Mahler são especialmente contra-indicados.
Já o rock pode ser tomado à vontade.
Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar.
Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento.
Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago?
Os jornais têm o mesmo efeito.
Devem ser lidos diariamente.
Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais.
E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.
Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é.
E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, só então, realizar os seus sonhos.
Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram."
Em tempo: Eu, Graça, adoro rock, mas também música clássica!
terça-feira, 16 de junho de 2009
Elegância ou Respeito ou Educação - Qual a palavra mais apropriada?
Antes, algumas palavras. A Martha considera "elegância" algo que para mim é respeito ao outro ou educação, e que deveria continuar sendo natural em tod@s, independentemente de classe social, conta (ou não) bancária, estudo e o que mais der para definir.
Nessa segunda-feira (15/06), acabei pegando o ônibus errado e descendo bem longe de casa. Como no caminho havia um supermercado, decidi comprar algumas coisas que estavam faltando em casa.
Meus amigos já conhecem a minha aversão a supermercados e shoppings. Portanto, vou na base da obrigação e resmungando comigo mesma, e não esperem de mim nenhuma animação - "ó céus, ó vida".
Duas cenas que presenciei chamaram a minha atenção. A primeira foi quando uma senhora com o seu carrinho de compras quis passar para o outro corredor e uma jovem conversava com a mãe, alertando-a para comprar um outro produto. A senhora ríspidamente falou: "Mocinha, quer sair da minha frente!"
Eu e mais outra senhora que aguardávamos a nossa vez de passar, em sentido contrário, ficamos surpresas com a impaciência da senhora. A senhora do carrinho repetiu mais uma vez até que a menina ouviu e, espantada com a rispidez, abriu caminho. A senhora passou e não me contive em comentar com a minha colega de infortúnio que assistira toda aquela cena: "Na minha juventude, as pessoas diziam 'com licença'; aliás, minha mãe me ensinou assim."
Cinco minutos depois, sou de novo testemunha de outra cena envolvendo mais um jovem da terceira idade. Dessa vez, uma senhorinha entregava ao seu esposo alguns mantimentos para que ele colocasse no seu carrinho de compras. Num dado momento, o marido deixou cair um pacote de biscoito cream cracker. Ao tentar se abaixar para pegar (nem tive tempo, pois o velhinho era muito ágil), uma outra senhora, na contramão, simplesmente empurrou seu carrinho de compras sobre o biscoito, quase atropelando o velhinho. Felizmente, nada aconteceu e a moça que vinha logo atrás - também surpresa com o que ocorreu - tratou de pegar o biscoito.
O velhinho olhou para nós e disse: "viu? Ela quase me atropelou!". Optei por nada dizer, mas saí do supermercado com a certeza de que reclamamos demais que o mundo está ruim, que as pessoas perderam a educação e o respeito, mas esquecemos de prestar a atenção em atos pequenos do nosso dia a dia, que contribuem e muito para esse mesmo mundo piorar.
Graça
Avec Elegance
Martha Medeiros
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam.
E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo,a estar nele de uma forma não arrogante.
É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens...
Abrir a porta para alguém é muito elegante...
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante...
Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Oferecer ajuda... é muito elegante...
Olhar nos olhos ao conversar, é essencialmente elegante...
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social:
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.
FORMATAÇÃO: Mima (Wilma) Badan
mimabadan@hotmail.com
A palavra da Vanda é...
To: Graça
Sent: Friday, June 12, 2009 7:24 AM
Subject: Minha pátria é minha língua
Graça, pra variar não consegui colocar no blog. você coloca lá?? beijos. Vanda.
Procurei primeiro achar uma palavra.
Simplesmente impossível. Depois tentei fazer uma lista com dez. Também foi se revelando impossível. Fiz e refiz a lista, trocando uma palavra por outra num processo sem fim.
Por isso, resolvi seguir no caminho proposto pela Graça. Colocar apenas uma palavra, a que tem a sonoridade mais linda na língua portuguesa. Ela resume minha paixão por palavras: ALUMBRAMENTO
Alumbramento segundo o Aurélio: deslumbramento, maravilhamento; inspiração, iluminação; inspiração sobrenatural, iluminismo.
terça-feira, 9 de junho de 2009
A palavra da Thaís é...
Adorei o blog...
posso dizer qual é a minha palavra?
A minha é caráter. É uma palavra bonita, forte, mas infelizmente ela está "fora de moda" em detrimento de "impressão"... acredito que cada vez menos as pessoas se preocupam com o caráter para se preocupar com o que elas aparentam, com o que as demais pessoas pensam a respeito dela.
Será que posso HUMILDEMENTE, (rs) pedir p vc postar minha palavra lá???
Abraços e saudade, Thaís
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Os vídeos da Rayssa
Aqui vão dois vídeos feitos pela Rayssa, minha "sobrinha" lá da Paraíba. Ela está se formando em jornalismo e eu acredito que será uma daquelas profissionais que a gente nunca esquece.
Decidi postar aqui dois vídeos que ela fez (com a turma da faculdade) para vocês avaliarem o trabalho dela.
Podem usar os comentários pra falar a respeito!
"Esse é o link do vídeo experimental do meu grupo para a disciplina de telecinejornalismo.
Antes dos trabalhos jornalísticos, o professor nos pede dois clipes, um de imagens paradas e um de imagens em movimento, para que nós possamos ganhar intimidade com a câmera, experimentar e etc.
Esse Link é o de imagens paradas, fizemos em stopmotion com, uma das minhas músicas preferidas dos beatles, "when I'm 64":
http://www.youtube.com/watch?v=O8fFBFDultg
Esse link é o de imagens em movimento que fizemos mais cômico (para não dizer tosco), com a versão de Los Hermanos para "Vou tirar Você desse Lugar".
http://www.youtube.com/watch?v=H9jnl1H7xM0
Divirta-se! Beijos!
Rayssa Medeiros"
A palavra da Regina Célia é...
A minha palavra predileta é "perseverança".
Um abraco,
Regina Celia
A palavra da Rebeca é...

quinta-feira, 4 de junho de 2009
A palavra da Rayssa é...
Tanto a sonoridade quanto o significado dela me agradam.
Uma linda palavra! :D Lirismo
Rayssa Medeiros
quarta-feira, 3 de junho de 2009
A palavra da Mirian é...
Coloca lá no seu blog para mim. Obrigada!!
Estas são minhas palavras atuais:
SILÊNCIO =
1. Estado de quem se abstém de falar.
2. Cessação de ruído.
3. Interrupção de correspondência.
4. Omissão de uma explicação.
5. Sossego.
PAZ =
1. Quietação de ânimo.
2. Sossego, tranquilidade.
3. Ausência de guerra, de dissensões.
4. Boa harmonia.
5. Concórdia, reconciliação.
6. Paciência, pachorra.
Valeu,
Mirian
A palavra da Eliane é...
To pegando o embalo e escrevendo aqui mesmo...
Deus - Mestres - Paz - amor - compaixão - servir - perdão - verde - amarelo - azul - arvore - rio - cachoeira - abissal - água - mar - cachorro - e GRATIDÃO!
Abração
Eliane
Qual a sua palavra predileta?
Aproveitando a idéia de uma colega lá da Self, a Eliane, vou ver se uso e abuso mais do meu blog por cá. Pra começar, depois da notícia da filha do Raúl Castro, lá de Cuba, segue essa que achei interessante e vou copiar por aqui.
Deixo a pergunta no ar: qual a sua palavra predileta?
Como a pergunta me pegou assim de chofre (sim, existe essa palavra), não sei ainda o que responder. E vocês?
Um beijo,
Graça
-----------------
Enviado por Aydano André Motta - Blog do Ancelmo Góis - O GLOBO
2.6.2009 11h03m
Dicionário amoroso
A palavra predileta
Qual a sua palavra favorita na língua portuguesa? Foi o desafio proposto a 35 autores do idioma, de cinco países diferentes, para o "Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa", organizado pelo bamba Marcelo Moutinho e pelo editor português Jorge Reis-Sá, que sai agora, pela Casa da Palavra.
Entre os 35 autores, estão desde jovens cujo talento desponta já nos primeiros livros a autores que, reconhecidos por público e crítica, ganharam prêmios literários como o Portugal Telecom, o José Saramago, o Jabuti e o Machado de Assis. Eles escolheram 35 palavras diferentes e tiveram a liberdade de trabalhá-las da forma que preferissem - contos, poemas, ensaios -, desde que expressassem uma sintonia de sentimentos por meio das letras.
Orientação segura: não dá para perder.
Uma das obras...
Leia um trecho de "Casa", de Fabrício Carpinejar:
A palavra casa foi centro de meu primeiro poema falso. O primeiro poema roubado. Meu pai ainda diz que falei quando pequeno o verso “a casa da árvore é a casa de Deus”. Quem disse foi o meu irmão Rodrigo, dois anos mais velho, e não adianta convencê-lo. Sempre que alguém me empresta um verso, não devolvo. Fico constrangido em negar. A vaidade não conta os trocos. Casa é a palavra mais bonita da língua portuguesa, porque é a mais usada e não perde seu viço. Casa é onde e quando. Junta as pessoas, junta duas escovas de dente, junta fotos e canetas, junta sapatos, junta dores e alegrias. Morre-se por uma casa, para pagar uma casa, para merecer uma casa. No casamento, o corpo se sente desobrigado a fazer tudo sozinho. O corpo casa com a casa. Toda mulher é uma casa dentro da casa. Com uma mulher dentro, a casa se torna na verdade um quarto. Ao sair do banho, a mulher é um bosque perfumado. Posso passar toneladas de xampu, de sabonete, de creme e não irei repetir a fragrância. A casa é uma mulher saindo do chuveiro. O perfume grosso de casca de árvore, não de pólen. (...)
E o lançamento...
É hoje, às 19h30, na Travessa de Ipanema.
Direto de Cuba...
La hija de Raúl lidera la ruptura de la homofobia oficial
MAURICIO VICENT - La Habana - 03/06/2009
Pocos días después del primer desfile contra la homofobia por las calles de La Habana, Cuba dio un paso más en la aceptación de la diversidad sexual al permitir la realización de cirugías de cambio de sexo. Este tipo de operaciones fueron suspendidas en 1988, después de una primera cirugía exitosa que convirtió en mujer a un joven y causó gran revuelo en la isla. Según datos del Centro Nacional de Educación Sexual (Cenesex), que dirige Mariela Castro, en Cuba hay 100 casos bajo análisis: de ellos 28 son transexuales confirmados y 19 están listos para someterse a la operación quirúrgica.
Mariela encabezó la primera marcha pública de los gays, antes perseguidos
Mariela Castro es hija del presidente cubano, Raúl Castro, y sobrina de Fidel, fundadores de una revolución que en los años sesenta internó a los homosexuales en campos de trabajo militarizados. Hasta no hace mucho, gays y lesbianas fueron perseguidos y marginados, por ello el liderazgo de Mariela en defensa de los derechos de las minorías sexuales es muy simbólico, además de representar una garantía.
Fue ella quien la semana pasada anunció en televisión que ya se han reanudado las "cirugías feminizantes y masculinizantes con vistas a hacer la reasignación sexual completa". Las operaciones de cambio de sexo en Cuba son gratuitas pero deben ser aprobadas por una comisión multidisciplinaria compuesta por psicólogos, médicos y diversos especialistas, que hacen un seguimiento riguroso de los solicitantes.
Tan riguroso, que el promedio de tiempo para aprobar un caso es de dos años, algo que ha provocado las quejas de algunos transexuales. "Hay momentos en que creo que vamos muy delante, y otros en que creo que vamos muy despacio", dijo Mariela Castro el pasado 16 de mayo, cuando encabezó una marcha de gays, lesbianas, travestís y transexuales por la céntrica avenida de La Rampa. Era el primer desfile de este tipo en Cuba, aunque Mariela rechazó llamarlo marcha; mejor una "conga" criolla, dijo.
Marcha o conga, muchos habaneros se sorprendieron al ver tal desfile libertario en las mismas calles del Vedado donde hasta hace poco la policía se llevaba detenidos a los homosexuales. Cuba sigue siendo muy machista y no son pocos los que se oponen frontalmente a cualquier avance de las minorías sexuales. La Iglesia católica, por supuesto, puso el grito en el cielo con lo de las operaciones: "Cuba ha tocado fondo", dijo el arzobispado de La Habana. También en el Partido Comunista hay críticos feroces, admite Mariela Castro.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Comentário da Mirian
Aqui vai o comentário da minha amiga Mirian, que hoje mora em Maceió (AL).
De: Mirian
Assunto: A cúmplice...rsPara:
"Graca"
Data: Terça-feira, 12 de Maio de 2009, 13:05
Olá Graça,
Adorei lembrar do Juca Chaves...
Continue desencavando essas pérolas de um Brasil que tem a memória fraquinha para nossos antigos e bons artistas....
(Só não coloquei comentario no blog, pois tem que ser cadastrado no Google)
Beijos Mirian
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Tô gostando de postar músicas...
Venho curtindo postar músicas que eu gosto. Assim, aqui vai uma do Billy Preston -
"I'm Never Gonna Say Goodbye".
Ele já tocou com os Beatles (vide o álgum "Let it be") e era chamado de o "Quinto Beatle", tal a sua integração com os rapazes e participação em discos. Ele morreu esse ano (ou no final do ano passado). Foi um dos que viveram intensamente os loucos anos 70, com rebarbas pesadas nos anos 80, mas tentou se recuperar.
Infelizmente, não consegui o vídeo dele cantando pra mostrar aqui (só ringtones), mas procurem no YouTube e vocês encontrarão ele cantando com um monte de gente. Vale a conferida!
Em meu favor, devo admitir que não tenho mais idade pra me preocupar em ser ou não brega... hehehehehehe
I'm Never Gonna Say Goodbye
Somebody lied to me
It just can’t be, you can’t be gone forever
Somebody got it wrong
You were gonna love me all my life
It would be good together
Now I’m on my own
And I don’t think I’ll ever learn to live
One day alone
So I’m never gonna say goodbye
Say goodbye is something i can’t bring myself to do
Cause as long as I don’t say goodbye
Darling I know, part of me will always be with you
What am I gonna do
Having you is all i ever wanted, wanted
Where am I gonna go
To feel the way I felt inside your arms
Still my life is spentLoving you as I do
Thanks for being with me darling
Thanks for being you
So I’m never gonna say good bye
Say good bye, say good bye
Say goodbye is something i can’t bring myself to do
Cause as long as I don’t say goodbye
Darling I know, part of me will always be with you, with you…
A outra música que selecionei foi "A Cúmplice", uma música do Juca Chaves. Ok, sei que o cara é um machista ridículo, mas essa letra, é tão bonitinha...
Também separei o vídeo pra vcs verem. Aqui vai: http://www.youtube.com/watch?v=vP2xz1TZ7I8
A Cúmplice - Juca Chaves
Eu quero uma mulher
que seja diferente
de todas que eu já tive,
de todas tão iguais
que seja minha amiga, amante, confidente
a cúmplice de tudo
que eu fizer a mais.
No corpo tenha o Sol
no coração a Lua
a pele cor de sonho
as formas de maçãs
a fina transparência
uma elegância nua
o mágico fascínioo
cheiro das manhãs.
Eu quero uma mulher
de coloridos modos
que morda os lábios sempre
que for me abraçar
no seu falar provoque
o silenciar de todos
e seu silêncio obrigue
a me fazer sonhar
Que saiba receber
que saiba ser bem-vinda
que possa dar jeitinho
a tudo que fizer
que ao sorrir provoque
uma covinha linda
de dia, uma menina
a noite, uma mulher.
Bem, por hoje só. Um beijo, G
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Assuntando na net...
Never my love
Quem canta: Association
Pra quem quiser cantar junto (é só pesquisar o nome da música): http://www.tropicalglen.com/Jukebox/65-69Top/myjukebox.html
You ask me if there'll come a time
When I grow tired of you
Never my love
Never my love
You wonder if this heart of mine
Will lose its desire for you
Never my love
Never my love
What makes you think love will end
When you know that my whole life depends
On you (on you)
Never my love
Never my love
You say you fear I'll change my mind
And I won't require you
Never my love
Never my love
How can you think love will end
When I've asked you to spend your whole life
With me (with me, with me)
Passeando pela Internet, descubro o que eu já dava como perdido: meu primeiro blog, o QUESTÃO DE ATITUDE, feito por minha amiga Kharla, lá de POA.
Acabei lembrando de algumas coisas pra lá de inusitadas, mas que me divertiram e emocionaram escrever.
Tem pouca coisa, mas dá pra saber um pouco mais de mim, numa época não tão distante.
O link de lá (caso o link acima não funcione) é:
http://br.geocities.com/gportela_br/atitude.html
Um beijo e ótimos feriados!!!
Ah! Estou pensando em republicar por aqui. Vamos ver...
segunda-feira, 16 de março de 2009
Falando de amor e religião
Estou um pouco ausente daqui, mas esta semana decidi postar algumas coisas. Estou numa fase religiosa e, por conta, da leitura do Baghavad Gita, tenho encontrado textos interessantes.
O primeiro texto é bíblico. Trata-se de uma parte da famosa 1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios. Para puxar um pouco pela memória de vocês, ela foi usada como base para uma música da Legião Urbana e também durante a missa, que antecedeu o enterro da Princesa Diana.
Destaco aqui o trecho que mais gosto e me emociona profundamente: o capítulo 13 – O amor fraterno. Pela explicação da minha bíblia ecumênica, parece-me (e posso estar enganada) que Paulo refere-se à tolerância, no caso, religiosa; o respeito aos “diferentes”. Advirto a tod@s que não sou teóloga e não faço um estudo da Bíblia; portanto, é apenas uma opinião pessoal.
Ah! Na minha bíblia tem uma explicação curta em nota de rodapé, que aqui transcrevo para melhor entendimento desse capítulo:
“13,1 O hino ao amor corresponde à segunda parte da parábola do corpo, a que falava da solidariedade dos membros na unidade. Para Paulo, é o amor-ágape que facilita aos membros da Igreja trabalhar juntos para o bem de todos. Este hino divide-se em três partes: superioridade do amor (vv. 1-3); suas obras (vv.4-7); sua perenidade (vv. 8-13). Em todo este capítulo, trata-se do amor fraterno. O amor a Deus não é visado diretamente, mas sempre de modo implícito, máxime no v. 13, em conexão com a fé a esperança.”
Em parêntesis, os versículos.
O AMOR FRATERNO
(1) Mesmo que eu fale em línguas, a dos homens e a dos anjos,
se me falta o amor, sou um metal que ressoa, um címbalo retumbante.
(2) Mesmo que tenha o dom da profecia,
o saber de todos os mistérios e de todo o conhecimento,
mesmo que tenha a fé mais total, a que move montanhas,
se me falta o amor, nada sou.
(3) Mesmo que distribua todos os meus bens aos famintos,
mesmo que entregue o meu corpo às chamas, se me falta o amor,
nada lucro com isso.
(4) O amor tem paciência, o amor é serviçal, não é ciumento, não se pavoneia, não se incha de orgulho,
(5) nada faz de inconveniente, não procura o próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor,
(6) não se regozija com a injustiça,
mas encontra a sua alegria na verdade.
(7) Ele tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
(8) O amor nunca desaparece.
As profecias? São abolidas.
As línguas? Cessarão.
O conhecimento? Será abolido.
(9) Pois o nosso conhecimento é limitado
e limitada a nossa profecia.
(10) Mas quando vier a perfeição, o que é limitado será abolido.
(11) Quando eu era criança, falava como criança,
pensava como criança, raciocinava como criança.
Quando me tornei homem, pus fim ao que era próprio da criança.
(12) Agora, vemos em espelho e de modo confuso;
mas então, será face a face.
Agora, meu conhecimento é limitado;
então, conhecerei como sou conhecido.
(13) Agora, portanto, permanecem estas três coisas,
a fé, a esperança e o amor,
mas o amor é o maior.
x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.
O segundo texto é da minha querida Sri Daya Mata, presidente da Self-Realization Fellowship, meu grupo religioso. Tenho um afeto por ela “mais maior do que grande” e penso que o meu Mestre (Paramahansa Yogananda) soube escolher muito bem a pessoa que dirigiria sua obra. Ela é um desses seres iluminados que nos inspiram no dia a dia. Pra mim, ela é sempre uma referência.
O texto em questão foi extraído da última Revista da Self (creio que a do inverno de 2008, pra nós, nosso verão). Como estou “me achando”, quis traduzi-lo, mas um rasgo de humildade me obriga a colocá-lo também em inglês pra quem sabe a língua.
Uma mensagem de Sri Daya Mata
(extraída do último numero da revista da Self-Realization)
Meus queridos, tenho passado a maior parte do meu tempo nestes dias em reclusão, imersa no abençoado amor da Mãe Divina e do nosso bem amado Mestre. Em minhas meditações e preces diárias, eu penso amorosamente em todos vocês, clamando a ajuda especial e o poder de Deus para abençoar suas vidas durante estes tempos desafiadores – que vocês possam se manter firmes no caminho que conduz a nosso eterno lar em Deus.
Tanta vibração de agradecimento preenche meu coração, quando eu reflito sobre tudo o que o Mestre tem trazido ao mundo – isto verdadeiramente representa a esperança divina da volta à civilização mundial. Eu insisto com vocês: Façam a sua parte. Sigam os ensinamentos; meditem profundamente a cada dia; sirvam os outros; e do começo ao fim de todas as suas atividades mantenham seu coração e mente sempre voltados para a Fonte Única de segurança, satisfação e amor incondicional. Não se distraia com medos. Como nosso abençoado Guru disse: “Vá aonde os Mestres têm ido, ao abrigo de Deus, onde eles estão observando e ajudando o mundo. Você terá segurança para sempre, não apenas para você, mas para todos aqueles que lhes são caros e que têm sido confiados aos seus cuidados por Deus e seu Filho.
A message from Sri Daya Mata
(excerpted from the latest issue of Self-Realization magazine)
My dear ones, these days I am spending most of my time in seclusion, enwrapped in the blissful love of Divine Mother and our beloved Master. In my meditations and prayers each day, I think lovingly of all of you, invoking the special help and power of God to bless your lies during these challenging times – that you may keep steadfast on the path that leads to our eternal home in Him.
Such a thrill of gratitude fills my heat as I reflect on all that Master has brought to the world – it truly represents the divine hope of the coming world civilization. I urge you: Do your part. Follow the teachings; meditate deeply each day; serve others; and throughout all your activities keep your heart and mind ever turning to the One Source of security, fulfillment, and unconditional love. Entertain no fears. As our blessed Guru said: “Go where the Masters have gone, to the shelter of God, whence they are watching and helping the world. You shall have safety forever, not only for yourself, but for all those loved ones who have been entrusted to your care by our Lord and Father.”
segunda-feira, 9 de março de 2009
Lembre-se de mim
Um pouco de bobeira e resolvi assuntar algumas músicas na Rádio UOL, aí descobri a Diana Ross (que é da trupe da Motown, que eu gosto muito).Essa música é de 1971, mas ela é tão pra cima, tão alegre, que merece ser uma homenagem minha ao nosso Dia das Mulheres. Então, garotas, aqui vai Mrs. Diana Ross, "Remember me" REMEMBER ME - cantada pela Diana Ross O link pra ouvir e cantar junto:
http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umcd&nomeplaylist=002842-3<@>Anthology_-_Vol_1
PS.: Depois que fiz a versão da música, me bateu a impressão de que a Diana estava se achando tudo de bom na vida da pessoa pra quem ela cantava a música. Mas, cá entre nós, a gente não entra na vida da outra pra não ser lembrada, né? A gente quer ser a primeira e a última, a melhor pessoa que ela já teve. Portanto, acho que a letra é super-válida sim!
Ah! Essa versão tá uma piada... hehehehehehe (mas, eu me esforcei!)
Um beijo,
REMEMBER ME
Bye baby, see you around
Didn't I tell you I wouldn't hold you down
Take good care of yourself, y'hear
Don't let me hear about you shedding a tear
You're gonna make it
You're gonna take it
Remember me as a sunny day
That you once had, along the way
Didn't I inspire you a little higher
Remember me as a funny clown
That made you laugh when you were down
Didn't I boy, didn't I boy
Remember me as a big balloon
At a carnaval that ended too soon
Remember me as a breath of spring
Remember me as a good thing
Bye baby, see you around
I already know about the new love you've found
What can I do but wish you well
What we had was really swell
I won't forget it, I have no regrets
Remember me as a sound of laughter
And my face the morning after
Didn't the sky beckon us to fly?
Yes, you'l remember the times we fought
But don't forget me in your tender thoughts
Please darlin' oh yeah
Remember me when you drink the wine
Of sweet succes and I gave you my best
Remember me every song you sing
Remember me as a good thing
Remember me as a sunny day
Please darling, remember me as a good thing
Remember me when you drink the wine
Remember me as a good thing
Remember me as a big balloon
Don't forget me darling
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LEMBRE-SE DE MIM
Tchau baby, vejo você por aí,
Eu não te disse que não puxaria você pra baixo?
Ouça, cuide-se bem,
Não me deixe saber que você derramou uma lágrima
Você vai conseguir, você vai conseguir (no sentido de você vai conseguir manter-se bem)
Lembre-se de mim como um dia ensolarado
Que uma vez você teve, em sua companhia no caminho
Eu não inspirei você um pouquinho pra cima?
Lembre-se de mim como um palhaço engraçado
Que fez você gargalhar quando você estava “maus”
Não foi, cara? Não foi, cara? (pessoal, dando uma de João-sem-braço, optei por “cara”, abrindo pra homens e mulheres, ok?)
Lembre-se de mim como um grande balão
Que esvaziou rápido num carnaval
Lembre-se de mim como um sopro de primavera
Lembre-se de mim como algo bom
Tchau baby, vejo você por aí,
Eu já sei que você encontrou um novo amor
O que eu posso fazer a não ser desejar tudo de bom
O que rolou entre nós foi ótimo de verdade
Eu não me esqueço, mas não me lamento
Lembre-se de mim como um som de risada
E meu rosto depois de uma manhã
O céu não nos acena para voar?
Sim, você se lembrará dos momentos em que brigamos
Mas, não esqueça de mim em seus pensamentos mais ternos
Por favor, querid@, oh yeah (demais traduzir isto, né? rs)
Lembre-se de mim quando você tomar um vinho pelo doce sucesso e eu dei o meu melhor
Lembre-se de mim em cada canção que vc cantar
Lembre-se de mim como algo bom
Lembre-se de mim com um dia ensolarado
Por favor, querid@, lembre-se de mim como algo bom
Lembre-se de mim quando você tomar o vinho
Lembre-se de mim como algo bom
Lembre-se de mim como um grande balão
Não se esqueça de mim, querid@