segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ainda sobre as férias

Pessoal, quando estive em São João do Cariri (PB) aproveitei pra visitar o Museu Histórico de lá. É uma iniciativa de um professor da UFPB, que acabou recolhendo objetos antigos (inclusive verdadeiras relíquias) dos moradores para compor o acervo.

O texto abaixo eu consegui lá. Ele dá uma boa idéia de como se fala na região e de como somos influenciados com alguns termos de lá que, mesmo sem saber, repetimos. Infelizmente, o autor é desconhecido.

UM VERDADEIRO DIALETO
Só quem é nordestino (e matuto) entende

Se é miúdo é pixototinho
Se é pequeno é cotôco
Se é alto é galalau
Se é franzino é xôxo

Tudo o que é bom é massa
Tudo o que é ruim é peba
Rir dos outros é mangar
O bobo se chama leso
E o medroso se chama frouxo
Tá torto é troncho
Se vai sair diz vou chegando

Dar a volta é arrodeio
Se é longe é o fim do mundo

Dinheiro é mufunfa
Cabra sem dinheiro é liso
Pernilongo é muriçoca
Chicote se chama peia

Quem entra sem licença emburaca
Sinal de espanto é vote
Se tá folgado tá folote
Quem tem sorte é cagado
Quem dá furo é fuleiro
Sujeira no olho é remela

Gente insistente é pegajosa
Agonia é aperreio
Meleca se chama catôta
Gases se chama bufa
Catinga de suor é inhaca
Mancha de pancada é roncha
Palhaçada é mungaga
Desarrumado e malamanhado
Pessoa triste é borocoxô

“É mesmo” é “e apôis”
Pois sim é não concordo
Pois não é estou às ordens
Correr arás de alguém é dar carreira
Passear é bater perna
Fofoca é resenha
Estouro se chama pipoco
Confusão é rolo
Travessura é presepada
Gente complicada é nó cego
Paquerar é se inxerir
Distraído é aluado

Visse?! Num é fácil?

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